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CIDADES

Após consulta à comunidade, escola decidirá se retoma aulas presenciais na rede estadual

|REDE ESTADUAL|Aulas recomeçam a partir de 1º de fevereiro. Consulta será feita a professores, alunos e funcionários sobre sistema híbrido
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Escolas definirão modelo de aula, mas deverão cumprir protocolos sanitários
 (Foto: Thais Mesquita)
Foto: Thais Mesquita Escolas definirão modelo de aula, mas deverão cumprir protocolos sanitários

A partir de 1º de fevereiro começa o ano letivo na rede estadual de ensino público. A decisão de voltar com o ensino híbrido, onde há classes presenciais e remotas, será por adesão de cada escola. A decisão deve ser tomada com a comunidade escolar após consulta aos professores, alunos e funcionários. É o que informa a Secretaria da Educação do Estado (Seduc-CE).

"A volta ao presencial será gradual, por série, observando todas as condições sanitárias. Cada escola enviará, com antecedência, o cronograma das turmas, com escala de rodízio dos estudantes", detalha a Pasta.

Desde setembro de 2020, o governo estadual divulgou o decreto que autoriza o retorno às atividades presenciais, bem como o Protocolo 18 - Atividades Educacionais, que trata sobre protocolos de segurança e medidas sanitárias para as atividades presenciais nas escolas.

Conforme o decreto nº 33.899, de 9/1/2021, continuam autorizadas ou ampliadas na rede estadual de ensino as seguintes atividades presenciais - com percentual variando de acordo com a Região de Saúde: Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 3ª série do Ensino Médio (inclusive a integrada com ensino profissional).

De acordo com a Seduc, a quantidade de alunos em sala de aula respeitará o que está determinado no decreto. O órgão afirma ainda que as salas de aulas serão preparadas para acolher a quantidade adequada de estudantes a cada dia.

"Para os alunos em atividade remota, as aulas serão transmitidas por meio de tecnologia digital. O Governo do Ceará também está distribuindo chips para 338 mil alunos da rede estadual e irá entregar tablets para os estudantes que ingressarem na 1ª série do Ensino Médio. Essas medidas visam garantir o acesso dos estudantes às atividades online e melhorar a qualidade da nossa educação", frisa.

Presidente do Sindicato dos Professores e Servidores da Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (Apeoc), Anízio Melo destaca que estudantes, professores e Estado têm buscado alternativas que garantam um melhor processo de ensino-aprendizado para 2021. Melo garante que trabalhará junto à Seduc para que os números e mapas das escolas que aderirem ou não ao modelo híbrido sejam divulgados.

"Para isso, é preciso que o Estado finalize o processo de entrega de chips dos estudantes e acelere o processo de compra de tablets para os estudantes da rede pública estadual. Além disso, é necessário verificar se as mudanças e os equipamentos estarão todos em ordem para as escolas que optarem pelo ensino híbrido", ressalta.

Um dos pontos apresentados por docentes e estudantes foi da inclusão de professores na consulta de qual modelo adotar para o retorno das aulas. A proposta é de que mesmo os professores do grupo de risco, já liberados das aulas presenciais, possam optar pelo formato dos encontros.

Ainda sem previsão de aplicação ou divulgação, nenhum dado foi apresentado oficialmente. Com a saída dos alunos do 3º ano do Ensino Médio, será preciso consultar as novas turmas de 1º ano.

"Nós, entidades e Sindicato, reforçamos nosso compromisso com a comunidade escolar. Também reafirmamos algumas propostas importantes, como a não obrigatoriedade do ensino presencial", comenta Jonathan Sales, diretor da Associação Cearense dos Estudantes Secundaristas (Aces). Em parecer do Conselho Estadual de Educação (CEE), o ensino remoto está autorizado até 31/12/2021.

Jonathan tem participado de encontros periódicos com a Seduc desde a suspensão das aulas, em março de 2020, por conta do estado de calamidade pública em decorrência da pandemia do coronavírus. Inclusive com visitas técnicas às escolas estaduais para identificação de pontos a serem adaptados contra a Covid-19. "Nós continuaremos com a comissão de visita às escolas e acompanhando esse processo", garantiu.

 

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