O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) tenta impedir na Justiça que a família de Fellype Abdoral Sales de Oliveira, de 32 anos, receba a herança deixada por ele. Apontado como chefe de facção criminosa e morto dentro de um presídio em 2024, "Águia", como era conhecido, deixou um patrimônio avaliado em R$ 5 milhões.
A portaria instaurando a Ação Civil Pública foi publicada nesta quarta-feira, 28. O objetivo do órgão é evitar que os bens, que incluem casas de alto padrão, um rancho, uma loja de vestuário e um lava-jato em cidades como Eusébio e Iguatu, fiquem com os herdeiros, sob a suspeita de serem fruto de lavagem de dinheiro e financiamento do crime.
Fellype foi assassinado com 27 facadas dentro da Unidade Prisional 3, em Itaitinga, em dezembro de 2024. A SAP informou, à época, que o crime foi cometido por aliados da própria facção.
O advogado Jader Aldrin, explica que a morte do acusado extinguiu o processo criminal. A defesa solicitou e conseguiu na Justiça a liberação dos bens apreendidos, argumentando que Fellype era preso provisório e morreu sem ter nenhuma condenação transitada em julgado (definitiva).
Agora, o MPCE tenta reverter a situação na esfera cível.