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Brasil entrega Presidência do Brics
Economia

Brasil entrega Presidência do Brics

A partir de 2020, a Rússia ficará no comando da cúpula que também é formada pelos países Índia e África do Sul
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 ENCONTRO dos líderes dos países 
que compõem o Brics
 (Foto: Marcos Correa/Agência Brasil)
Foto: Marcos Correa/Agência Brasil  ENCONTRO dos líderes dos países que compõem o Brics

Com o fim da 11ª Cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brasil entregou ontem a Presidência rotativa do bloco. Na avaliação do presidente Jair Bolsonaro, guiado pelo lema "Crescimento Econômico para um Futuro Inovador", durante este ano, o País conseguiu dar ênfase à inovação.

 Segundo o presidente, os países do grupo têm buscado criar os meios práticos para que a cooperação ajude a assegurar às economias a permanente atualização tecnológica, exigida pela economia digital, com destaque para a criação da Rede de Inovação do Brics.

Em seu discurso, ele destacou ainda a adoção de uma perspectiva pragmática no comércio internacional e a assinatura de acordos entre as agências de promoção de comércio e investimentos.

Em 2020, a Rússia assumirá a Presidência rotativa do Brics. De acordo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, estão programados 150 eventos em diferentes níveis no próximo ano e a expectativa é ampliar a cooperação em política externa nas principais áreas de interesse dos países do bloco.

Para Putin, o Brics deveria ser mais prático em assumir ações no âmbito das Nações Unidas, em prol da resolução de questões globais cruciais e na elaboração de padrões e normas internacionais de combate ao terrorismo e ao crime transnacional.

No que se refere à cooperação econômica, a Presidência russa vai propor a criação de um fundo de títulos para o Brics e novas iniciativas em matéria tributária, alfandegária e de agências antitruste.

Já para o primeiro-ministro da Índia, Nahendra Modi, é possível tornar a cooperação do Brics mais eficaz para enfrentar os desafios da economia global e desenvolver mais as políticas de comércio e investimentos entre os países. Ele defendeu a redução dos custos das transações comerciais e bancárias e a contínua promoção da economia digital e fomento de tecnologias de comunicação.

Por outro lado, o presidente chinês, Xi Jinping, voltou a mostrar preocupação com o aumento do protecionismo e disse que os países do Brics devem se opor ao hegemonismo e à política de poder e precisam colocar em prática o multilateralismo e o peso das economias emergentes nos assuntos internacionais.

E o presidente da república da África do Sul, Cyril Ramposa, disse que, a partir de maio de 2020, entrará em vigor uma área de livre comércio no continente africano, com abrangência de 54 países, uma população 1,2 bilhão e US$ 3 bilhões da riqueza mundial. Para ele, além das repercussões culturais e sociais, a área vai levar à criação de novos mercados, o que poderá ser vantajoso para o Brics. (Das agências)

Banco

O presidente disse que o NDB é o resultado mais visível do Brics e que o banco é um aliado para o financiamento de infraestrutura

Acontecimentos

Bolsonaro não respondeu se tratou sobre as crises na Bolívia e Venezuela em reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O presidente destacou, no entanto, que foi resolvida "rapidamente" a invasão da Embaixada da Venezuela no Brasil por grupo ligado a Juan Guaidó, reconhecido pelo governo Bolsonaro.

Bolsonaro disse que não sabe quantos parlamentares devem acompanhá-lo ao Aliança Pelo Brasil, partido que deseja tirar do papel até abril de 2020, a tempo de lançar candidatos às eleições municipais.

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