Economia

Participação do Ceará na economia nacional bate recorde

Os dados estão no estudo PIB do Ceará nas Óticas da Produção e da Renda/2017, publicado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Ipece
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Produto interno bruto (Foto: Produto interno bruto)
Foto: Produto interno bruto Produto interno bruto

Com boas taxas de crescimento em meio à crise e puxado pelo setor de serviços, o Produto Interno Bruto do Ceará (PIB) subiu para 2,25% em 2017. Um total de R$ 147,8 bilhões que fizeram da participação cearense ser a maior no indicador nacional desde a série histórica iniciada em 2002 (em 1,93%).

Os dados são do estudo PIB do Ceará nas Óticas da Produção e da Renda/2017, publicado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica (Ipece). Nesse contexto, o Estado figura na 12ª posição do País e a terceira do Nordeste.

Para João Mário de França, diretor geral do Ipece, o dado demonstra que a economia cearense conseguiu encarar períodos críticos, como a recessão. Mesmo de 2010 a 2017, pegando a crise, o Ceará foi o sexto que mais cresceu, totalizando 8,6% em termos reais. Outro ponto é o setor de serviços, que saltou mais de 57% no período.

 Segundo ele, o ideal é que o Estado represente em torno de 4% do PIB nacional. "Em 2002, estávamos sempre abaixo de 2% e vamos nos recuperando a partir de 2010… Ainda há um esforço grande de aumentar, mas ter isso no horizonte futuro tem de ser destacado, porque mostra o dinamismo econômico cearense mesmo em momentos difíceis", analisa.

Em 2017, o Ceará apresentou aumento (em volume) de 1,49% no PIB, sendo o 18º maior crescimento dentre os estados da Federação. Na análise do crescimento acumulado, para o período 2002-2017, registrou a 17ª maior elevação, com 40,71%, enquanto que, no período 2010-2017, a alta acumulada atingiu 8,67%, o sexto maior resultado do Brasil. O PIB per capita chegou a R$ 16.395.

Flávio Ataliba, secretário-executivo do Planejamento e Orçamento da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), frisa que os investimentos estaduais refletem no resultado. Dentre outros fatores, enumera, estão a eficiência na arrecadação por meio das medidas de controle e acompanhamento rigoroso dos gastos.

"O Ceará tem feito esforço enorme nos últimos anos, tanto pelado lado da Receita, como instrumentos de planejamento… Todo esse ciclo é fundamental e aumenta a nossa capacidade", exemplifica.

Dentre os desafios, lista, está melhorar a qualidade de investimento, para focar em segmentos que produzem mais impactos. Além disso, controlar o custeio na sequência do aporte de recursos para estimar possíveis aumentos, gerando um gasto eficiente.

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