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Gasolina volta a subir em Fortaleza e bate os R$ 5,59
Economia

Gasolina volta a subir em Fortaleza e bate os R$ 5,59

| Após o Natal| Mudança, que começou a ser sentida nesta segunda-feira, 26, em alguns postos de combustíveis da Capital, não foi captada na última pesquisa semanal de preços da Agência Nacional de Petróleo (ANP)
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REONERAÇÃO dos impostos terá efeito no preço ao consumidor final (Foto: Samuel Setubal/ Especial para Jornal O Povo)
Foto: Samuel Setubal/ Especial para Jornal O Povo REONERAÇÃO dos impostos terá efeito no preço ao consumidor final

Quem precisou abastecer o seu veículo em Fortaleza nesta segunda-feira, 26, pode ter sentido o aumento da gasolina na bomba. Em alguns postos, O POVO chegou a encontrar o combustível sendo vendido por R$ 5,59 (no pix, dinheiro ou débito).

Com isso, o valor teria saltado, pelo menos R$ 0,69, com relação aos R$ 4,90 que foi a média encontrada pela pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feita entre os dias 18 a 24 de dezembro.

O valor de R$ 5,59 foi constatado, por exemplo, em postos na avenida Antônio Sales, na Joaquim Távora, e também na avenida Oliveira Paiva, na Cidade dos Funcionários, e na BR-116.

Esse patamar de preços sequer foi captado no levantamento da ANP. Segundo os dados, o preço do litro da gasolina comum no Ceará teria caído R$ 0,03, em relação à pesquisa da semana anterior. Esta seria a 3ª semana consecutiva de queda no Estado. No período, foram pesquisados 106 postos de combustíveis no Estado e os preços oscilaram entre R$ 4,72 e R$ 5,50. 

"Cabe ao consumidor, pesquisar"

A diferença de preços é vista pelo assessor de Economia do Sindipostos, Antônio José Costa, como um "movimento natural do mercado", que leva em conta o preço que está sendo usado pelas distribuidoras independentes, que possuem 30% do mercado de combustíveis no País.

"Dependendo de quem o posto compra, ele repassa o valor que está pagando. O empresário que está praticando um preço mais elevado, está fazendo para cobrir os seus custos. É como na Ceasa, há laranja de todo o preço, vai do consumidor, pesquisar na hora da compra", diz Costa.

"Economia é especulação. Vamos ver como serão os acontecimentos nestes últimos dias do ano, porque eles impactam nos preços", ressaltou o assessor de Economia do Sindipostos, lembrando ainda que o que vem ocorrendo, com relação ao preço, são quedas no mercado internacional de petróleo e uma "certa estabilidade no dólar que vem chegando nas bombas".

Já, sobre 2023 ele afirma ser difícil fazer uma previsão. "Não sabemos como será dirigida à economia nacional mas, que fique claro, sempre o mercado externo influenciará no preço de combustíveis."


Mistura do etanol pode forçar a alta

O consultor na área de Petróleo e Energia, Ricardo Pinheiro, destaca que a elevação que pode estar sendo sentida em alguns postos de combustível, no preço da gasolina, tem relação com a mistura de etanol. Ele explica que por estarmos na entressafra da cana de açúcar, o etanol teria aumentado o custo da produção. “A nossa gasolina tem 23% de mistura e esse aumento no custo do etanol impacta no valor final da gasolina.”

Outro fator que pode ter colaborado para o aumento seria a elevação de outros custos dos donos de postos, como o fechamento de impostos e benefícios trabalhistas que aumentam o peso do final do ano.”

Na sua projeção para o próximo ano, Pinheiro prevê “mares calmos no primeiro trimestre”. Ele afirma que o novo governo vai acabar se beneficiando do cenário internacional, que tem o petróleo “com tendência de estabilização do valor e, até mesmo, queda”.

“O que neste momento, pode ameaçar este cenário é a ameaça da Rússia em suspender toda a venda de petróleo líquido para a Europa, mas, de fato, ainda não há nenhuma movimentação concreta nesse sentido”, pondera Pinheiro.

Já sobre as mudanças nas leis de cobrança do ICMS, que devem retornar o poder de arrecadação e gerência para os estados, com um teto de alíquota e podendo ser aplicado apenas uma vez sobre toda a cadeia de produção, o especialista reforça que “os estados não possuem margem para voltar aos patamares de arrecadação anteriores a medida de tirar a alíquota do governo Bolsonaro”.

“A gasolina já foi artigo de luxo, mas é extremamente essencial para a população. Além disso, impacta na inflação, por isso, acredito que vá subir, mas não aos patamares que já tivemos”, ponderou Pinheiro.

Mais dados da última pesquisa da ANP

A gasolina aditivada, analisada em 95 estabelecimentos, também caiu, registrando o preço médio de R$ 5,06, com o mínimo de R$ 4,75 e o máximo R$ 5,80.

Os números divulgados nessa semana mantém o Ceará em quarto lugar com o preço mais barato do litro de gasolina do Nordeste, ficando atrás de Maranhão, Paraíba e Sergipe.

A baixa na gasolina está ligada à redução nos preços da Petrobras nas refinarias em 6,1% ou R$ 0,20 por litro, anunciada em 9 de dezembro. Como os reflexos da precificação da Petrobras no preço final do insumo é gradual, a tendência é que o preço nas bombas ainda caia mais nas próximas semanas.

No Brasil, houve uma queda de R$ 0,01 em relação à semana anterior, com o litro sendo vendido em média a R$ 4,93, variando de R$ 4,19 a R$ 7,00.

Etanol

Em relação ao valor do litro do Etanol, pesquisados em 99 postos de combustíveis, o valor médio no Ceará é de R$ 4,04, registrando uma queda de R$ 0,08 em relação à semana passada. O preço mínimo encontrado foi de R$ 3,73 e o máximo de R$ 4,95.

Gás de cozinha

O gás de cozinha de 13 kg foi pesquisado em 78 estabelecimentos no Ceará e registrou um valor médio de R$ 112,31. Uma queda de R$ 0,06 em relação ao registrado na semana anterior. O valor mínimo registrado foi de R$ 97 e o máximo de R$ 125.

 

 

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Etanol

O valor médio do etanol no Ceará é de R$ 4,04, registrando uma queda de R$ 0,08 em relação à semana passada, segundo a ANP. A mínima foi de R$ 3,73 e a máxima de R$ 4,95.

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