Logo O POVO+
Demanda de crédito cresceu 8,9% entre as empresas no Ceará
Economia

Demanda de crédito cresceu 8,9% entre as empresas no Ceará

| Indica Serasa | Baixa da Taxa Básica dos Juros operado pelo Banco Central é apontado como propulsor de movimento no qual as micro e pequenas empresas se destacam
Edição Impressa
Tipo Notícia Por
Comércio é o segundo em demanda por crédito (Foto: FERNANDA BARROS)
Foto: FERNANDA BARROS Comércio é o segundo em demanda por crédito

As expectativas de diversos setores para com o segundo semestre de 2023 também foram refletidas na busca por crédito, segundo atesta o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian. Em agosto, primeiro mês da segunda metade do ano, a demanda por crédito cresceu 8,9% entre as empresas no Ceará.

O Estado registrou a quarta maior marca do Nordeste e a 11ª entre as 27 unidades da federação pesquisadas. A procura por mais dinheiro é encarada na economia como positiva, pois os recursos tomados em empréstimo são investidos em estoque, melhorias e expansão dos negócios.

"Na visão nacional, em agosto foi registrada uma alta de 10,1% na busca das companhias por recursos financeiros no comparativo com o mesmo mês de 2022. Esse número é o mais alto de 2023 até agora, após reações tímidas e quedas acentuadas nos meses anteriores", observa o relatório.

Como O POVOmostrou, varejo e construção apostam no período entre agosto e dezembro para acelerar o ritmo das atividades e alcançarem crescimento neste ano.

Juros ajuda no movimento

"O número positivo pode indicar que a retração da Selic no país possa estar surgindo efeito ao dar mais fôlego para as empresas buscarem crédito no mercado", avalia o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Ponto de tensão entre o governo federal e o Banco Central, a taxa básica de juros começou a ser reduzida apenas no segundo semestre de 2023. Foi em agosto que a Selic saiu de 13,75% para 13,25% após 16 meses sem alteração. Hoje, segundo o último Boletim Focus do BC, a expectativa é de que a Selic se mantenha em dois dígitos, fechando o ano em 11,75% - apesar da insistência do governo e o apelo de setores produtivos por baixas mais agressivas.

Destaque para MPEs

O indicador do Serasa atesta ainda que as micro e pequenas empresas (MPEs) foram as mais sensíveis a este movimento. Elas saltaram de 1,1% de demanda por crédito em julho de 2023 para 10,2% no mês seguinte.

Já as médias saíram de um interesse negativo, de -1,8%, para 1,4%. Maior ainda que os -7,3% observados em agosto de 2022. As grandes empresas, por sua vez, ampliaram a demanda de 8,6% (julho/2023) para 9,8% (agosto/2023).

"Ter recursos financeiros para ter dinheiro em caixa e pagar seus fornecedores é crucial para que os negócios existam e operem, por isso as MPEs reagiram de forma mais agressiva no período da análise", aponta Rabi.

Setores

Em um cenário no qual apenas duas unidades, das 27 pesquisadas em todo o Brasil, tiveram queda na demanda por crédito entre as empresas, o setor de serviços foi o que mais se destacou.

Vocação econômica do Ceará, com participação superior a 70% no Produto Interno Bruto estadual, os Serviços tiveram 13,8% de maior demanda por crédito, "seguidos por Comércio (6,9%), Indústria (4,1%) e Demais (2,6%), onde posicionam-se as companhias do segmento Primário, Financeiro e do Terceiro Setor".

Mais notícias de Economia

Demanda das empresas

Rio de Janeiro: 27,3%

São Paulo: 15,5%

Maranhão: 15,5%

Roraima: 13,6%

Minas Gerais: 11,7%

Piauí: 10,3%

Espírito Santo: 9,7%

Goiás: 9,6%

Pará: 9,3%

Paraíba: 9,2%

Ceará: 8,9%

Acre: 8,4%

Bahia: 7,7%

Tocantins: 7,4%

Mato Grosso do Sul: 7,1%

Amapá: 6,3%

Rondônia: 6,1%

Mato Grosso: 5,8%

Pernambuco: 3,9%

Rio Grande do Norte: 3,5%

Amapá: 3%

Santa Catarina: 2,2%

Sergipe: 1,7%

Paraná: 0,9%

Alagoas: 0,8%

Rio Grande do Sul: -,03%

Distrito Federal: -1,1%

Fonte: Serasa Experian

 

O que você achou desse conteúdo?