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Em ano de tarifaço, exportações do Ceará para os EUA crescem quase 60%
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Economia

Em ano de tarifaço, exportações do Ceará para os EUA crescem quase 60%

As exportações brasileiras atingem recorde histórico de US$ 348,7 bi em 2025, superando a marca de 2023. O volume cresceu 5,7%
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PLACAS de aço seguem como o principal item de exportação cearense (Foto: JÚLIO CAESAR)
Foto: JÚLIO CAESAR PLACAS de aço seguem como o principal item de exportação cearense

Dados divulgados nesta terça-feira, 6 de janeiro, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) mostram que, em 2025, as exportações cearenses para os EUA, mesmo em ano de tarifaço, cresceram 59,45%. As exportações do Ceará no ano passado somaram US$ 2,3 bilhões, um crescimento de 55,6% em relação ao ano de 2024.

No plano nacional, no entanto, houve queda de 6,6% no ano nas exportações para os EUA, concentrada entre agosto e dezembro, como resultado do tarifaço imposto pelo governo norte-americano a parte dos produtos brasileiros. A maior redução ocorreu em outubro (–35,4%). Em dezembro, porém, houve melhora, com queda de apenas 7,2% e embarques acima de US$ 3 bilhões (US$ 3,4 bi).

Em compensação, a exportação para a China cresceu 6% e atingiu US$ 100 bilhões, impulsionada por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferrogusa. Para a União Europeia, o crescimento foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, minério de cobre, milho e aeronaves. Para a Argentina, as exportações cresceram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo.

Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, calçados e frutas lideram a lista de produtos mais exportados pelo Ceará. Além dos Estados Unidos, países como México (180%), Itália (123%), Países Baixos (41,64%) e China (50,43%) se destacam como principais destinos dos produtos “made in Ceará”. Todos apresentando alta.

Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), destaca que indústrias que exportam para os EUA, monitoraram riscos e negociaram preços e prazos com seus importadores.

“Além disso, o desempenho positivo foi sustentado pela continuidade da recuperação nos embarques do setor de ferro e aço, que mostrou avanço significativo nos registros de averbação. Destaco também a performance positiva do setor de rochas ornamentais, calçados, frutas, etc”, aponta Karina.

De acordo com ela, o resultado evidencia o fortalecimento da presença internacional dos produtos cearenses em mercados estratégicos. A especialista pontua que as tarifas seguem em revisão. “Equipes econômicas nas duas nações negociam diariamente”, diz Karina.

Ela destaca um estudo recente do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, que fez uma análise sobre os impactos regionais do tarifaço e suas assimetrias. A análise foi assertiva, segundo a gerente do CIN.

“O resumo, com foco no Ceará, ressaltou de forma positiva a performance do Estado como um dos poucos estados que apresentaram resiliência e crescimento em suas exportações para os EUA no período analisado”, informa, acrescentando que o estudo ainda destacou o crescimento agregado e “a maestria em reconfigurar rapidamente o mix e crescer, inclusive nos bens sob tarifa, explorando nichos com melhor elasticidade de demanda”.

Conforme os dados da Secex/MDIC, a indústria de transformação, que inclui aço e calçados, sozinha foi responsável por US$ 1,97 bilhão, ou seja, 85,75% do total exportado no Ceará. Ela registrou em 2025 um crescimento de 54,33% em relação ao ano anterior.

A agropecuária cearense também teve um ano de crescimento. Registrou US$198,5 milhões em 2025, ante US$ 135,8 milhões em 2024. Um acréscimo de 46,11% no total. Mas o maior crescimento percentual foi a da indústria extrativa, que passou de US$ 48,4 milhões exportados em 2024 para US$ 106,5 milhões em 2025, 120,12% a mais.

É importante notar que o registro da balança comercial brasileira tem apresentado dados defasados devido a um erro de sistema do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que afetou os registros de exportações a partir de setembro de 2024.

Este problema levou a revisões nos números divulgados pelo Mdic, resultando em dados maiores em 2025 em comparação com os meses afetados pelo erro no ano anterior.

Exportações brasileiras alcançaram recorde histórico

Os dados divulgados pelo Secex/MDIC mostram que as exportações do Brasil no ano passado somaram US$ 348,7 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, que era de 2023. Os últimos três anos apresentaram os melhores resultados históricos para a balança comercial.

Em relação a 2024, o aumento das exportações no ano passado, em valores, foi de 3,5%. Em volume, o crescimento foi ainda maior: 5,7%. Esse último percentual é mais do que o dobro do previsto pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento global em 2025, de 2,4%.

Além disso, mais de 40 mercados registraram recorde de compras de produtos brasileiros em 2025, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

“Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos.”, afirma o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin. “O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”.

Exportações por setores, produtos e países

No ano, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor, influenciadas pelo aumento de 6% em volume, alcançando o montante recorde de US$ 189 bilhões.

Destacamse, neste setor, os recordes nas exportações de carne bovina (US$ 16,6 bi), carne suína (US$ 3,4 bi), alumina (US$ 3,4 bi), veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 3,1 bi), caminhões (US$ 1,8 bi), café torrado (US$ 1,2 bi), máquinas e aparelhos elétricos (US$ 1,0 bi), máquinas e ferramentas mecânicas (US$ 729 mi), produtos de perfumaria (US$ 721 mi), cacau em pó (US$ 598 mi), instrumentos e aparelhos de medição (US$ 593 mi) e defensivos agrícolas (US$ 495 mi).

Já a indústria extrativa registrou aumento de 8% no volume exportado. Minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas) bateram recordes de embarque. Os bens agropecuários cresceram 3,4% em volume e 7,1% em valor. O café verde atingiu valor recorde (US$ 14,9 bi), enquanto a soja registrou volume recorde (108 milhões de toneladas), assim como o algodão em bruto (3 milhões de toneladas).

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Exportações brasileiras alcançam US$ 349 bilhões em 2025

No Brasil, os dados divulgados pelo Secex/MDIC mostram que as exportações somaram US$ 349 bilhões no ano passado, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, que era de 2023. Os últimos três anos apresentaram os melhores resultados históricos para a balança comercial.

Em relação a 2024, o aumento das exportações no ano passado, em valores, foi de 3,5%. Em volume, o crescimento foi ainda maior: 5,7%. Esse último percentual é mais do que o dobro do previsto pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento global em 2025, de 2,4%.

Além disso, mais de 40 mercados registraram recorde de compras de produtos brasileiros em 2025, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

"Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos.", afirma o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin. "O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano".

No ano, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor, influenciadas pelo aumento de 6% em volume, alcançando o montante recorde de US$ 189 bilhões.

Destacam-se, neste setor, os recordes nas exportações de carne bovina (US$ 16,6 bilhões), carne suína (US$ 3,4 bilhões), alumina (US$ 3,4 bilhões), veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 3,1 bilhões), caminhões (US$ 1,8 bilhões) e café torrado (US$ 1,2 bilhões).

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