O crescimento acumulado de 7,9% no turismo do Ceará é 2,9 p.p. maior que a média nacional (5%)
O volume de serviços no Estado cresceu 3,1% em 2025, acima da média nacional (2,7%)
Serviços profissionais, administrativos e complementares registraram queda (-3,6%), enquanto outros serviços avançaram 17,1%
Nacionalmente, o volume de serviços ficou estável em novembro (-0,1%) após nove meses de alta, mas cresceu 2,7% no acumulado do ano.','nm_citno':'','width':'180','height':'120','cd_tetag':'103104','align':'Left','js-changed':'1','id_tetag_tipo':7}">
Resumo
O Ceará, apesar de apresentar o pior desempenho do Nordeste no volume de atividades turísticas na passagem de outubro para novembro, com índice de -1,7%, quando se somam todos os 11 meses de 2025, o resultado ainda é de liderança local. Foi o percentual mais alto da Região, dentre todos os nove estados, no período, com alta de 7,9%.
A taxa foi 2,9 ponto percentual (p.p.) maior que a do Brasil (5%). Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ainda no comparativo anual, entre novembro de 2024 e de 2025, a tendência de aumento também foi observada, com crescimento de 5,4%. O segundo maior do Nordeste no recorte. Sobre a receita nominal, no ano, houve um acréscimo de 14,2%.
Outro ponto investigado pela pesquisa é o volume de serviços, que apresentou uma alta de 3,1% no acumulado de 2025 até novembro na comparação com igual período de 2024. Ficou acima do nacional (2,7%).
A taxa positiva do semestre não foi acompanhada por apenas uma atividade de divulgação: serviços profissionais, administrativos e complementares (-3,6%). As demais registraram crescimento:
No comparativo mensal, entretanto, o índice apresentou um recuo de 0,5%, tendo o quarto pior desempenho do Nordeste no recorte.
Em novembro de 2025, o volume de serviços do Brasil se manteve estável (-0,1%), na série com ajuste sazonal e interrompeu uma sequência de nove resultados positivos, período em que acumulou um ganho de 3,8%.
Com isso, o setor se encontra 20% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e opera 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025. O gerente da PMS, Rodrigo Lobo, explica, inclusive, que o desempenho estável do mês se deu ao "patamar elevado" no qual o setor estava operando.
“O resultado reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que no mês anterior o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011", destacou.
Duas das cinco atividades de serviços pesquisadas mostraram queda no recorte: transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). Por outro lado, os profissionais e administrativos (1,3%) e os outros serviços (0,5%) registraram avanços. Já os serviços prestados às famílias (0,0%) ficaram estáveis neste mês.
Já no acumulado até novembro de 2025, o setor nacional cresceu 2,7%, com taxas positivas em quatro das cinco atividades. As contribuições positivas mais importantes vieram do setor de informação e comunicação, que cresceu 5,4%.
Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%); dos profissionais, administrativos e complementares (2,4%); e dos prestados às famílias (0,9%). Em sentido oposto, os outros serviços (-0,9%) exerceram a única influência negativa do período.
Sobre as atividades turísticas, o índice de novembro teve variação positiva de 0,2% em comparação ao mês anterior, sendo o quarto resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 2,4%. No comparativo ano anual também houve alta, com 2,1%.