O índice do volume de vendas no Ceará do comércio varejista ampliado foi o segundo maior do Nordeste no acumulado de 2025 até novembro, com um crescimento de 4,1%, ficando abaixo apenas da Paraíba (4,7%).
Esta categoria, além do varejo normal, inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo.
No cenário nacional, o índice foi o quinto maior, com um desempenho 5 pontos percentuais (p.p.) acima do nacional (-0,3%). Os dados foram compilados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta quinta-feira, 15.
De acordo com o levantamento, no período, apenas duas das onze atividades de divulgação analisadas apresentaram recuo: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-11,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%).
Nas altas, destacaram-se os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,8%) e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (8%).
Ainda no acumulado, considerando apenas o comércio varejista, o desempenho do Estado também foi positivo no acumulado dos onze meses do ano. A alta foi de 3,3%, 1,8 p.p. maior que a do Brasil (1,5%).
Na avaliação dadiretora institucional da Fecomércio-CE, Cláudia Brilhante,oresultado que coloca o Ceará como o segundo maior crescimento do comércio no Nordeste em 2025 evidencia a força do nosso mercado interno e a capacidade de reação do setor produtivo diante de um cenário nacional ainda marcado por instabilidade e desafios.
"O avanço foi puxado, sobretudo, por segmentos essenciais, como o de artigos farmacêuticos, perfumaria, atacado de alimentos e o comércio de veículos, o que demonstra maior confiança do consumidor e recomposição gradual do poder de compra.
Ela afirma que esse desempenho também é reflexo de investimentos em qualificação profissional, inovação, modernização das empresas e de um ambiente institucional mais atento às demandas do comércio.
"Para sustentar e aprofundar esse movimento em 2026, será decisivo avançar em uma agenda focada na ampliação do acesso ao crédito, na preservação do poder de compra, na redução da carga burocrática e no fortalecimento do empreendedorismo. Esses vetores são fundamentais para transformar o bom desempenho conjuntural em um crescimento estruturalmente sustentável."
Considerando o comparativo mensal com outubro de 2025, a atividade comercial cearense também cresceu. As taxas foram de 2,1%, no varejo comum, e 0,4% no ampliado.
Em novembro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1% frente a outubro, na série com ajuste sazonal, e a média móvel trimestral foi de 0,5%. Frente a novembro de 2024, o volume de vendas do varejo cresceu 1,3%. O acumulado no ano e o dos últimos 12 meses foi de 1,5%.
No comércio varejista ampliado, o volume de vendas cresceu 0,7% em novembro. A média móvel foi 0,6%. Entretanto, na comparação anual frente ao mesmo período de 2024, no mês e no acumulado do ano, houve variação negativa, de -0,3%.
Na passagem de outubro para novembro de 2025, o comércio varejista teve taxas positivas em sete das oito atividades pesquisadas. O único resultado negativo foi em tecidos, vestuário e calçados (-0,8%). Na mesma comparação, o ampliado apresentou um resultado positivo, com material de construção (0,8%), e outro negativo, com veículos e motos, partes e peças (-0,2%).
Regionalmente, no comparativo mensal, o varejista normal teve resultados positivos em 23 das 27 UFs e o ampliado em 22 das 27.
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Em novembro, o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 1% frente a outubro, na série com ajuste sazonal. Frente a novembro de 2024, o avanço foi de 1,3%