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Bom mandante, Ceará tentará melhorar números contra o Atlético-GO

Vovô conquistou 16 dos 22 pontos que possui atuando em seus domínios. Entre os mandantes, tem a quarta melhor campanha, empatado com o Atlético-MG
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Apesar do retrospecto positivo no Castelão, Ceará adapta a sede do clube para receber jogos
 (Foto: Felipe Santos / Ceará SC)
Foto: Felipe Santos / Ceará SC Apesar do retrospecto positivo no Castelão, Ceará adapta a sede do clube para receber jogos

A marca do Ceará na Série A de 2020 foi ser um visitante indigesto. O Vovô conquistou metade dos 52 pontos que fez ano passado jogando na casa do adversário, fechando o G-4 deste quesito após 38 rodadas do Campeonato Brasileiro.

Na atual edição, porém, o Vovô tem seguido o caminho mais tradicional e fez do seu quintal um território minado para quem o visita. Dos 22 pontos que o Alvinegro faturou em 14 rodadas, 16 foram na condição de mandante. São cinco vitórias, um empate e uma derrota, o que significa um aproveitamento de 76,2%, o mesmo do Atlético-MG.

Ceará e Galo só são menos letais em casa que Palmeiras e Fortaleza, que não perderam para ninguém nos respectivos campos. Sobre o maior rival, um adento. O Clássico-Rei de domingo passado, de vitória alvinegra, só entra na conta do mandante, o Vovô. Por outro lado, o time comandado por Guto Ferreira foi quem interrompeu uma sequência de 19 jogos do Tricolor no Castelão sem saber o que é derrota.

É em casa que o ataque alvinegro também se sente melhor. A maioria dos gols que o time marcou na Série A foram atuando na “Arena Vozão”, como o time chama o Castelão quando manda partidas lá. Dos 17 tentos totais do Ceará, 13 foram feitos em solo alencarino. A artilharia “caseira” é divida por Rick, Jorginho, Lacerda, Saulo Mineiro — que foi vendido para o futebol japonês — e Cléber. Todos balançaram as redes duas vezes.

No mês de agosto, os planos da diretoria do Ceará são de jogar algumas partidas em seu próprio estádio, o Carlos de Alencar Pinto. Para isso, a sede do clube, em Porangabuçu, está como um canteiro de obras, adaptando o local para as exigências da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), principalmente com adaptações para instalação de cabines para árbitro de vídeo (VAR). O clube não dá uma data certa para o término dos trabalhos no local.

A ideia de jogar onde treina tem muito a ver com a qualidade do gramado do Castelão, que apresenta problemas pela alta carga de jogos que sofreu do ano passado para cá. No Clássico-Rei, inclusive, Mendoza chegou a errar dois escanteios devido ao problema e, revoltado, arrancou grama com vários chutes no local.

Fato é que mesmo sem a condição ideal, o Gigante da Boa Vista tem rendido boa campanha ao Vovô e domingo, 8, mais três pontos podem ser conquistados lá. O Ceará vai receber o Atlético-GO, pela 15ª rodada da Série A, às 18h15min.

Apesar da boa fase em casa, não se pode baixar a guarda. O Dragão tem se mostrado perigoso quando atua longe de seus domínios. É o quinto visitante mais indesejado, tendo conquistado mais da metade dos pontos na casa dos adversários. Foram três vitórias, um empate e um revés, com sete gols marcados. (Colaborou Horácio Neto / Especial para O POVO)

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Atacante Jael em treino do Ceará no estádio Carlos de Alencar Pinto, em Porangabuçu
Atacante Jael em treino do Ceará no estádio Carlos de Alencar Pinto, em Porangabuçu

Ceará pede conversão de pena para o atacante Jael, último suspenso por briga

Depois de Gabriel Dias e Mendoza, foi a vez do departamento jurídico do Ceará pedir a conversão do restante da pena de Jael em medidas de interesse social. A solicitação foi feita ontem e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não tem prazo para responder.

Jael foi apenado com dez partidas de suspensão pelo Tribunal Pleno do STJD, no dia 15 de julho, devido a participação na confusão da final da Copa do Nordeste. Ele havia cumprido duas partidas da primeira punição, imposta pela terceira comissão disciplinar, portanto, efetivamente, precisaria ficar oito jogos fora.

Pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), porém, quando o réu cumpre metade da pena, pode solicitar a conversão do restante. Com mais três jogos suspensos, portanto, o clube poderia solicitar o benefício. Jael não jogou contra Athletico-PR, Sport-PE e Fortaleza pela Série A do Campeonato Brasileiro.

Havia uma dúvida se a partida contra o Furacão, pela 12ª rodada, contaria como pena, já que o jogador também estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Via assessoria, o clube esclareceu nesta quinta que a partida contou, sim, mas ressaltou que caso o Ceará consiga a conversão, Jael ainda terá que cumprir a suspensão pelo terceiro amarelo. Isso significa que se o jogador for liberado antes do jogo contra o Atlético-GO, ainda assim não poderá jogar, somente na partida seguinte.

O Ceará aguarda o despacho. Mendoza e Gabriel Dias tiveram de pagar valores na casa dos R$ 30 mil para ter o restante das suspensões convertidas em doações para instituições de amparo.

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