Em meio à reformulação no elenco para a disputa da Série A do próximo ano, o Ceará também tem decisões importantes a tomar longe dos gramados depois da reeleição do presidente João Paulo Silva e do acesso à elite nacional. O Vovô deverá ter em breve a votação do orçamento de 2025 no Conselho Deliberativo e projeta um aumento de 25% nas receitas em relação a este ano.
De acordo com a coluna Lucas Mota, do O POVO, a previsão é de que o valor gire em torno de R$ 180 milhões, que será o maior da história do Alvinegro. Até então, o maior montante projetado havia sido em 2022: R$ 163,8 milhões. Naquela temporada, o Ceará acabou rebaixado para a Série B.
O crescimento dos valores que podem entrar nos cofres de Porangabuçu são baseados nos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro — nos novos contratos negociados pela Liga Forte União (LFU) —, o montante restante do percentual vendido para os investidores da liga, patrocínios e aumento do número de sócios. Há também a possibilidade de vendas de jogadores.
Para 2024, o Vovô aprovou o orçamento de R$ 149 milhões — o terceiro maior da história — e deve fechar o ano com receitas na casa de R$ 140 milhões. Para a próxima temporada, portanto, seria um salto de cerca de 25%.
As cifras — ou de 2024 ou 2025 — ainda podem crescer em caso de negociação de atletas do atual elenco alvinegro. Saulo Mineiro, por exemplo, tem negociação avançada com o Shanghai Port, da China. O também atacante Erick Pulga é bastante cobiçado nesta janela de transferências, e o Ceará pretende vendê-lo por cerca de R$ 30 milhões — o Vovô é dono de 40% dos direitos econômicos. O zagueiro David Ricardo também desperta o interesse de outras equipes.
"Se for uma coisa interessante para o clube, vai ser positivo para gente entrar o ano com caixa", disse o presidente João Paulo Silva em entrevista ao programa Esportes do Povo, da Rádio O POVO CBN, no último dia 2.
A diretoria alvinegra pretende investir cerca de R$ 110 milhões no futebol profissional, incluindo salários, encargos, comissões, aquisição de direitos econômicos de atletas e demais despesas. A folha salarial deverá girar em torno de R$ 6 milhões, de acordo com o mandatário do clube. Diante de um mercado da bola inflacionado na principal prateleira do País, o Ceará sabe que terá de usar a maior parte dos recursos para ser competitivo na elite.