Após anunciar, em duas oportunidades, Lula cumpriu o prometido e vetou integralmente, em 8 de janeiro, o projeto de Lei da Dosimetria, que prevê a redução de penas dos envolvidos na trama golpista após as eleições de 2022. Agora, a decisão do presidente será encaminhada ao Congresso Nacional para que deputados e senadores votem se derrubam ou se mantêm o veto presidencial.
O bloco governista vai entrar na avenida antes do Carnaval para tentar manter a decisão do presidente e vê na boa relação com Davi Alcolumbre (União-AP) essa possibilidade. O presidente do Senado voltou a se encontrar com Lula, JANTOU COM ELE e emplacou Otto Lobo na presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Caso Lula consiga se reaproximar de Rodrigo Pacheco, entusiasta da Dosimetria, a manutenção do veto fica factível. Pacheco é um dos cotados para substituir Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça.
Outro que terá de entrar em campo é Geraldo Alckmin (PSB) para garantir os votos do partido dele a favor do veto de Lula. Liderado por Cid Gomes (PSB) no Senado, a sigla contribuiu com 4 dos 48 votos alcançados para aprovar a Dosimetria na Casa.
Nesse cenário, a ideia é concentrar a articulação pela manutenção do veto no Senado. Hoje, a chance maior é de retomada do benefício dado a Jair Bolsonaro (PL-RJ), mas a conjuntura mudou e o governo vê possibilidades de derrotar, mais uma vez, o ex-presidente.