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Epstein e cúmplices falavam de brasileiras como objetos
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Epstein e cúmplices falavam de brasileiras como objetos

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Jean Luc Brunel era considerado
Foto: Departamento de Justiça dos EUA e Wikimedia Jean Luc Brunel era considerado "braço direito" de Epstein

Nos novos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA no dia 30 de janeiro, e-mails trocados por Jeffrey Epstein e cúmplices da rede de abuso sexual mantida pelo magnata mostravam interesse em vítimas brasileiras.

Em conversas com o comparsa Ramsey Elkholy, jovens brasileiras de diferentes idades eram oferecidas a Jeffrey, quase como objetos. Ele só precisava escolher o dia e a hora para vê-las. Elkholy e Epstein discutiram ainda a compra de uma agência de modelos do Brasil para ter acesso facilitado a elas.

O maior elo com o País era mantido através do agente de modelos Jean Luc Brunel. Como apontam as correspondências, Brunel teria visitado Fortaleza em mais de uma ocasião. Ele citava para Epstein também praias cearenses, como Morro Branco e Canoa Quebrada.

O contexto das visitas do agente não fica claro nos e-mails. Sabe-se, no entanto, que Brunel costumava recrutar meninas com promessas de trabalhos no ramo da moda. Sonhando com a carreira de modelo, as jovens eram aliciadas e acabavam vítimas do esquema de Epstein.

Testemunha ouvida pela Justiça da Flórida em 2010 afirmou que Brunel levava meninas brasileiras, inclusive adolescentes, para a mansão de Epstein. O agente teria ainda uma conexão no Brasil que fornecia jovens para a prostituição.

A cada nova divulgação de arquivos do caso, fica evidente que talvez a Justiça nunca chegue à quantidade exata de meninas e jovens que foram enganadas, aliciadas e violentadas no esquema. Homens poderosos tiveram acesso quase ilimitado a vítimas que a sociedade falhou em proteger.

 

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