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Leonardo Araripe: Eventos e turismo como política pública no Ceará
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Opinião

Leonardo Araripe: Eventos e turismo como política pública no Ceará

O Réveillon de Fortaleza ativou a economia turística, em larga escala, com alta ocupação hoteleira, bares e restaurantes aquecidos, comércio em movimento, e uma ampla cadeia de serviços impactada
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Leonardo Araripe. Presidente da Câmara Setorial de Turismo e Eventos da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e presidente da ABEOC Ceará. (Foto: Arquivo Pessoal)
Foto: Arquivo Pessoal Leonardo Araripe. Presidente da Câmara Setorial de Turismo e Eventos da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e presidente da ABEOC Ceará.

O debate sobre o turismo do Ceará precisa avançar para o campo da política pública estruturante. Viramos o ano com evidências concretas desse potencial. O Réveillon de Fortaleza, por exemplo, reuniu mais de um milhão de pessoas e foi muito além de um grande espetáculo. O evento ativou, em larga escala, a economia turística, com alta ocupação hoteleira, bares e restaurantes aquecidos, comércio em movimento, e uma ampla cadeia de serviços impactada. Os bons efeitos se estenderam por vários dias, amplificando o tempo de permanência e o consumo dos visitantes, e os impactos positivos sobre emprego, renda e arrecadação.

Em paralelo, nos consolidamos como Estado referência no turismo de negócios e eventos. O desempenho do Centro de Eventos do Ceará, que superou a marca de um milhão de visitantes em 2025, confirma nossa capacidade de atrair congressos, feiras e encontros técnicos de grande porte. Esse segmento gera ocupação hoteleira qualificada, movimenta serviços especializados, atrai investimentos, estimula inovação, reduz a sazonalidade do turismo, e posiciona, principalmente, Fortaleza como destino competitivo para os eventos de negócios.

Essas duas frentes demonstram, portanto, que não estamos tratando de agendas isoladas, mas de uma estratégia consistente de desenvolvimento territorial, que integra turismo, cultura, infraestrutura, serviços, qualificação profissional e promoção econômica. Dito isso, reflitamos: turismo e eventos precisam ser tratados como política pública permanente, integrada e orientada por evidências. Isso exige planejamento, articulação institucional entre áreas de governo e uso sistemático de dados de impacto econômico, social e fiscal para orientar decisões e justificar investimentos.

Como novo presidente da Câmara Setorial de Turismo e Eventos - órgão vinculado à Adece, empunho a bandeira do turismo e dos eventos como política pública de desenvolvimento social e econômico. Quando tratados como política de Estado, esses setores interdependentes deixam de ser apenas contribuintes pontuais para gerar impactos duradouros. Sim, o turismo e os eventos também podem fazer do Ceará um lugar ainda melhor para quem nos visita e, naturalmente, para mim e para você.

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