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Especialistas divergem sobre populismo na América do Sul

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De acordo com o cientista político Magno Karl, o empobrecimento financeiro é linha que passa por todos os países sul-americanos. Agrava esse quadro, ele diz, a pouca capacidade que as nações têm de se integrarem entre si e com outros países.

Para ele, o Continente ainda é excessivamente desigual e fica pra trás no processo de globalização. Karl diz que indícios como esse perpetuam a exposição das pessoas a concepções populistas, à direita ou à esquerda, e os discursos aquém da complexidade dos problemas.

“Dada a fragilidade, a gente fica muito vulnerável a caudilhos. A gente elege vários inimigos e depois elegemos os heróis que nos salvam destes inimigos. E a culpa do atraso é sempre dos outros, dos EUA, da colonização, do capitalismo.”

O entendimento de Emannuel Furtado contrasta com o de Karl. Embora entenda que o tema do populismo deva ser levado em conta, o professor sustenta, por outro lado, que são tachadas “medidas populistas” aquelas que visam atender necessidades imediatas de “uma camada mais esquecida.”

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O professor sublinha que um dos principais problemas a serem ultrapassados é o das escravidão cultural. “Nos conscientizar a valorizar o trabalho humano, reconhecer na nossa autonomia e lutar por isso. Reconhecer que somos atores sociais, Brasil e América Latina.”

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