O deputado federal Capitão Wagner (Pros) comemorou sinalização do colega de Câmara dos Deputados, Roberto Pessoa (PSDB), na direção de sua candidatura a prefeito de Fortaleza. O tucano afirmou que apoiará o amigo na disputa ao Paço Municipal, no próximo ano. Desta forma, Pessoa descumpre orientação partidária, já que o PSDB de Tasso já se definiu pela postulação de Carlos Matos, também nome de oposição, ao mesmo posto em 2020.
Para entrar na segunda corrida ao Executivo municipal da carreira - ele foi candidato em 2016 -, Wagner não se satisfaz somente com a manifestação do ex-prefeito de Maracanaú e outra vez pré-candidato a prefeito na cidade: o capitão reservista da Polícia Militar quer ter o apoio integral do PSDB já no primeiro turno. Na contramão desta pretensão, Luiz Pontes, presidente estadual peessedebista, assegura que Matos é "candidatíssimo." O POVO Online ainda não conseguiu contato com Matos.
Segundo os cálculos políticos de Wagner, uma aliança com oito a nove partidos o dará suficiente fôlego para concorrer ao Paço. Além do peso político simbólico que um agrupamento robusto de partidos proporciona num contexto de disputa, alianças maiores têm mais tempo de TV e rádio, por exemplo. Hoje, Wagner possui apoio de quatro siglas: a própria, o Podemos do senador Eduardo Girão (CE); o Avante, ex-base de Roberto Cláudio (PDT), e o PSC.
"Tenho conversado com Carlos Matos, Luiz Pontes. A gente quer unidade (da oposição), quer o apoio do PSDB. O Carlos Matos é conhecido em Fortaleza", elogia Wagner, ressaltando a boa relação que construiu com o tucano nos tempos em que os dois estiveram na Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE).
Wagner adicionou ainda que outro partido deverá ser anunciado em janeiro como novo integrante de sua composição, sem dizer qual. Hoje na base do prefeito, inclusive com a Vice-Prefeitura da Capital, ocupada por Moroni Torgan, o DEM chegou perto de transferir-se para a oposição.
A comissão estadual do partido havia sido destituída em julho último. Porém, numa reviravolta com ida ao encontro de ACM Neto, presidente nacional do partido e prefeito de Salvador, Chiquinho Feitosa e aliados conseguiram voltar ao comando da legenda.
Nome da oposição que se move nos bastidores, a ex-candidata ao Senado Mayra Pinheiro, ainda no PSDB, disse ao O POVO Online no dia 1º de novembro que a possibilidade de ida para o DEM não está descartada, quando questionada sobre avanços em conversas com o partido. Antes de Feitosa recuperar o DEM, era ela o nome pretendido para comandar a agremiação no Ceará.