Logo O POVO+
Capitão Wagner comemora apoio de Roberto Pessoa, mas quer PSDB em aliança já no primeiro turno
Politica

Capitão Wagner comemora apoio de Roberto Pessoa, mas quer PSDB em aliança já no primeiro turno

O pré-candidato objetiva ter de oito a nove partidos em sua aliança em 2020
Edição Impressa
Tipo Notícia Por
Capitão Wagner (Foto: Tatiana Fortes/O POVO)
Foto: Tatiana Fortes/O POVO Capitão Wagner

O deputado federal Capitão Wagner (Pros) comemorou sinalização do colega de Câmara dos Deputados, Roberto Pessoa (PSDB), na direção de sua candidatura a prefeito de Fortaleza. O tucano afirmou que apoiará o amigo na disputa ao Paço Municipal, no próximo ano. Desta forma, Pessoa descumpre orientação partidária, já que o PSDB de Tasso já se definiu pela postulação de Carlos Matos, também nome de oposição, ao mesmo posto em 2020. 

Para entrar na segunda corrida ao Executivo municipal da carreira - ele foi candidato em 2016 -, Wagner não se satisfaz somente com a manifestação do ex-prefeito de Maracanaú e outra vez pré-candidato a prefeito na cidade: o capitão reservista da Polícia Militar quer ter o apoio integral do PSDB já no primeiro turno. Na contramão desta pretensão, Luiz Pontes, presidente estadual peessedebista, assegura que Matos é "candidatíssimo." O POVO Online ainda não conseguiu contato com Matos.

Segundo os cálculos políticos de Wagner, uma aliança com oito a nove partidos o dará suficiente fôlego para concorrer ao Paço. Além do peso político simbólico que um agrupamento robusto de partidos proporciona num contexto de disputa, alianças maiores têm mais tempo de TV e rádio, por exemplo. Hoje, Wagner possui apoio de quatro siglas: a própria, o Podemos do senador Eduardo Girão (CE); o Avante, ex-base de Roberto Cláudio (PDT), e o PSC.

"Tenho conversado com Carlos Matos, Luiz Pontes. A gente quer unidade (da oposição), quer o apoio do PSDB. O Carlos Matos é conhecido em Fortaleza", elogia Wagner, ressaltando a boa relação que construiu com o tucano nos tempos em que os dois estiveram na Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE). 

Wagner adicionou ainda que outro partido deverá ser anunciado em janeiro como novo integrante de sua composição, sem dizer qual. Hoje na base do prefeito, inclusive com a Vice-Prefeitura da Capital, ocupada por Moroni Torgan, o DEM chegou perto de transferir-se para a oposição.

A comissão estadual do partido havia sido destituída em julho último. Porém, numa reviravolta com ida ao encontro de ACM Neto, presidente nacional do partido e prefeito de Salvador, Chiquinho Feitosa e aliados conseguiram voltar ao comando da legenda.

Nome da oposição que se move nos bastidores, a ex-candidata ao Senado Mayra Pinheiro, ainda no PSDB, disse ao O POVO Online no dia 1º de novembro que a possibilidade de ida para o DEM não está descartada, quando questionada sobre avanços em conversas com o partido. Antes de Feitosa recuperar o DEM, era ela o nome pretendido para comandar a agremiação no Ceará.   

O que você achou desse conteúdo?