O advogado da família de Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, proprietário da casa onde Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, foi preso na ultima quinta-feira (18), negou em entrevista à rede de televisão CNN ontem, 21, que estivesse escondendo Queiróz. "Afirmar que ele mora lá, reside lá, está há mais de um ano, é mentira."
Wassef disse que Queiroz "não era um foragido, não estava sendo procurado" e estava os últimos 50 dias no Rio de Janeiro. "Esteve o tempo inteiro à disposição da Justiça", disse na entrevista na noite deste domingo. "Não há que falar em crime de obstrução da Justiça", repetiu diversas vezes. Mas neste momento ele disse não poder responder as razões de o assessor estar em sua casa naquele momento.
"Fazia pouquíssimos dias que Queiroz estava na localidade", afirmou o advogado, ressaltando que não poderia dar maiores informações por causa do caso em andamento. Wassef afirmou que não falava com o Queiroz, nem por celular, por email ou por outra forma. "Não tive contato direto."
"Não houve qualquer irregularidade ou ilícito penal o fato de Queiroz ter sido encontrado na minha casa", afirmou o advogado ressaltando que isso não configura obstrução de Justiça. No dia da prisão, disse o advogado que não sabia que Queiroz estava em sua casa em Atibaia, no interior de São Paulo. O advogado ressaltou que todas as vezes que Fabrício Queiroz foi procurado pelo judiciário ou a polícia o ex-assessor atendeu os pedidos.
 Os promotores do Ministério Público do Rio, que tocam as investigações, afirmam que paradeiro do ex-assessor era desconhecido das autoridades desde que ele recebeu alta após passar por uma cirurgia em São Paulo, no início de 2019.
Depois disso, Queiroz não compareceu aos depoimentos marcados e, obedecendo a alguém a quem os investigadores conhecem apenas como 'Anjo', se manteve escondido em Atibaia, no interior de São Paulo, em um imóvel do advogado.
Ainda em entrevista à CNN, o advogado disse que resolveu deixar de defender o filho do presidente no esquema de "rachadinha". A razão da desistência, afirmou Wasseff, é que há uma estratégia para atingir sua pessoa e, assim, chegar ao presidente. "Sim, sou advogado do presidente Jair Bolsonaro", disse na entrevista à CNN, ressaltando que a relação entre os dois é "única e exclusivamente de natureza jurídica".
Wassef contou que ligou ontem, 21, para Flávio Bolsonaro para falar de sua saída do caso e, apesar de o senador relutar e pedir para que ele continue, resolveu mesmo deixar e nesta segunda-feira, 22, será anunciado um novo advogado. "Fiz um telefonema ao senador e disse que estou sendo usado pelos inimigos da pátria, os inimigos do Brasil."