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Partido de Moro lança Bivar à Presidência, mas mira vice em chapa da terceira via

| Eleições | União Brasil, MDB e PSDB se comprometeram a anunciar nome único na disputa pelo Planalto até dia 18 de maio
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LUCIANO Bivar é o indicado do União Brasil para a disputa presidencial (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil LUCIANO Bivar é o indicado do União Brasil para a disputa presidencial

O União Brasil formalizou ontem a pré-candidatura à Presidência do deputado Luciano Bivar (PE), presidente da sigla. A bancada da legenda na Câmara já havia anunciado apoio ao dirigente na terça-feira passada. Nos bastidores, porém, ele é apontado como um candidato a vice na eventual chapa entre os partidos do centro político que se comprometeram a anunciar um nome único na disputa pelo Planalto.

Além de Bivar, estão oficialmente na disputa a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB). Uma ala tucana, contudo, tenta emplacar o nome do ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite.

Sem perspectiva de recursos para sua campanha presidencial no Podemos, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, por sua vez, decidiu migrar para o União Brasil, mas a ala do partido liderada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto não tem interesse em lançá-lo ao Planalto. No fim, o partido optou pelo nome de Bivar, embora o próprio Moro não tenha desistido da ideia de concorrer a presidente e venha dizendo nos últimos dias que ainda está "no jogo presidencial".

Na semana passada, União Brasil, PSDB, MDB e Cidadania fecharam um acordo para anunciar, até 18 de maio, um nome de consenso para a corrida presidencial. O nome da senadora Simone Tebet tem ganhado força entre partidos do centro.

"A partir de agora, conforme combinado previamente, o União Brasil se reunirá com os demais partidos que compartilham os mesmos ideais e projetos em busca de um nome de consenso", diz nota da Executiva nacional da legenda, que aprovou por unanimidade a indicação de Bivar em uma reunião realizada.

Nas últimas semanas, a terceira via passou por altos e baixos. Apesar de o nome de Simone Tebet ter despontado como o mais provável para representar o grupo, caciques do MDB defendem embarcar na candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto já no primeiro turno.

Na última segunda-feira 11, o petista foi a um jantar na casa do ex-senador cearense Eunício Oliveira (MDB-CE), em Brasília, para arregimentar o apoio dessa ala "lulista" do MDB, que conta com o senador Renan Calheiros (AL). Em reação, ao menos 14 diretórios emedebistas declararam apoio a Tebet.

"Eu acho que a gente larga na frente a partir do momento em que nós temos um candidato absolutamente unificado do partido, sem qualquer tipo de contestação interna", afirmou o deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) na terça-feira em uma indireta ao MDB e ao PSDB, partidos divididos com relação à eleição presidencial. "A gente não pode renunciar a essa pré-candidatura para ficar em torno de alguém que não tenha a unidade de seu próprio partido."

No PSDB, Doria chegou a avisar a aliados, no fim de março, que desistiria de disputar a Presidência e se manteria no cargo, mas voltou atrás após uma reação do partido e uma carta de Bruno Araújo, presidente nacional da legenda, garantindo apoio a sua pré-candidatura.

No fim, o tucano renunciou ao governo paulista e se manteve na corrida eleitoral. Enquanto isso, Leite, que também abriu mão do cargo, faz uma campanha paralela com o objetivo de substituir Doria como nome do PSDB.

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