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Cidade Negra leva a essência do reggae à festa de Carnaval em Fortaleza
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Vida & Arte

Cidade Negra leva a essência do reggae à festa de Carnaval em Fortaleza

Liderada por Toni Garrido e Bino Farias, Cidade Negra, nome de peso do reggae nacional, chega aos 40 anos da primeira apresentação. Grupo realiza show em Fortaleza
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Toni Garrido e Ras Bernardo comandam o Cidade Negra
 (Foto: Renato Pagliacci/divulgação)
Foto: Renato Pagliacci/divulgação Toni Garrido e Ras Bernardo comandam o Cidade Negra

Bino Farias garante que a essência do grupo Cidade Negra "continua a mesma de 40 anos atrás". Em 2026, é celebrado o marco da primeira apresentação da banda de reggae que, em quatro décadas, tornou-se referência no gênero no Brasil

Ao lado do vocalista Toni Garrido e contando com participações de outros integrantes em várias fases, o músico lembra que o Cidade Negra "nunca parou, nunca pausou". O movimento constante com lançamentos e shows colaborou com a formação da base de fãs que, na sexta-feira, 23, vão assistir ao show "De Agora Em Diante" em Fortaleza.

A programção é realizada dentro do Emoções de Verão. Ao O POVO, Bino e Toni falam sobre as reviravoltas do mercado musical e a aproximação com Jimmy Cliff. (colaborou Isabel Costa)

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O POVO - Em 2026 celebra-se os 40 anos da primeira apresentação da banda com o nome Cidade Negra. De lá pra cá, músicos entraram e saíram, discos fizeram sucessos, nasceram outros projetos, afastamentos e retornos. Que saldo você tira dessa história e quem é o Cidade Negra que volta agora aos palcos?

Bino Farias - O Cidade nunca parou, nunca pausou. Tivemos mudanças e carreira solo em paralelo, mas nunca paramos. Acho que a banda amadureceu junto com os integrantes, mais experiência, mais sensibilidade. Mas a nossa essência continua a mesma de 40 anos atrás.

OP - Não bastasse o retorno da banda, essa turnê ainda marca os 30 anos do disco "Sobre todas as forças", que, de certa forma, é o que marca a história do Toni com a banda. Esse é um álbum muito forte na história da banda. Queria relembrar os momentos de preparação daquele repertório, os convidados, como foi trabalhar com o Liminha e criar aquele disco.

Bino Farias - Ah, foi realmente memorável. Esse é um disco emblemático pra nós. Foi o momento da entrada do Toni, da vinda do Liminha e é um disco importantíssimo pra gente em termos de expansão mundial da música brasileira. Lembro que foi algo natural, que fluiu muito bem, tanto no momento de criação quanto de gravação. As faixas tocaram nas rádios, os videoclipes rodavam muito na MTV. Foi a primeira vez que conquistamos disco de ouro, de platina, de diamante.

OP - Uma figura que marcou a trajetória do Cidade Negra foi o Jimmy Cliff, que esteve no disco de estreia e, tempos depois, vocês gravaram "Querem meu sangue". Que importância tem a obra dele para a história do reggae e para a história do Cidade Negra?

Bino Farias - Sim, em 1990, quando Cliff esteve no Brasil, ele nos deu essa grande honra de participar da gravação do nosso disco "Luz para Viver", o primeiro da banda com uma gravadora. Quando chegamos no estúdio, havia um piano de cauda, ele se sentou e começou a tocar e cantar maravilhosamente com aquela voz única. Jimmy era e sempre será um grande ídolo pra nós. Foi uma enorme referência para moldar nosso som.

OP - O Cidade Negra virou um sinônimo de reggae e sempre foi muito fiel a esse estilo. No entanto, isso não impediu a banda de cantar Legião Urbana, gravar com Martinho da Vila, Gabriel O Pensador, MV Bill e outros. Que importância tem esses outros estilos para a banda e como eles se conectam ao reggae?

Toni Garrido - Eu vejo o reggae como um estilo agregador, que abraça, que traz na essência essa mensagem de conexão, amor e respeito. Então nada mais bacana do que termos essa liberdade de unir nosso som com outros artistas e outros gêneros. No final o que mais importa é a mensagem.

OP - Uma das marcas do Cidade Negra é o discurso politizado, crítico e antirracista. Hoje, muitas dos assuntos que vocês levantaram dominam o debate nacional. De que forma vocês acham que a geração de artistas da qual vocês fazem parte contribuiu para esse debate?

Toni Garrido - Essa é a essência do reggae, falar sobre paz, justiça e igualdade. Acho que nossa geração foi uma das que acendeu esses debates de forma natural e direta através da música. Acho que a arte como um todo é um espaço de ideias, além do entretenimento.

Cidade Negra - De Agora em Diante

  • Quando: sexta-feira, 23, às 23h50min
  • Onde: Marina Park (Avenida Presidente Castelo Branco, 400 - Moura Brasil)
  • Quanto: de R$ 120 a R$ 260
  • Vendas no site Eventim

 

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