O artista fala como quem transforma a madeira, esse material primitivo, em formas singulares. Como ele explica, é usar o "ritmo do gravar" para transformar aquilo considerado defeito em beleza. O processo é esmiuçado ao mesmo tempo em que o artista, reconhecido como Mestre da Cultura pelo projeto Tesouros Vivos da Cultura do Ceará em 2019, passeia pela exposição "Gravar Os Sonhos do Mundo" após a realização desta entrevista.
Com fala pausada e ajuda de uma muleta, necessária após um acidente vascular cerebral (AVC) no início de 2024, ele compartilha os processos por trás das obras que celebram seus 60 anos e compõem a mostra instalada no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc).
Nascido em Ipaumirim, Mestre João não esquece as raízes no Cariri cearense e frisa a trajetória construída em Fortaleza. Xilogravuras, quadros e cordéis expostos ilustram uma vida enlaçada pelas trocas. O artista aponta uma escultura das Irmãs Cândido, parte de uma linhagem de mulheres que mantém o artesanato familiar, que retrata bem este elo: a obra de Maria Cândida Monteiro e Maria do Socorro Cândido demonstra o professor Gilmar de Carvalho (1949 - 2021) entrevistando Patativa do Assaré.
Estas duas personalidades são relembradas por João, assim como os nomes de Padre Cícero; dos músicos Irmãos Aniceto; da jornalista Izabel Gurgel; da diretora do Mauc, Graciele Siqueira; do xilógrafo J. Borges (1935 - 2024) - apenas algumas das figuras mencionadas durante uma hora de conversa.
Mestre João Pedro traz consigo a tradição popular, os professores e os alunos, os desafios e triunfos da arte cearense, os artesãos, amigos e apoiadores. E reforça, com a generosidade de um mentor único, que o caminho é feito na coletividade: "A vida não é ruim, nós que não sabemos viver".
Sempre vivi da sustentabilidade familiar, da xilogravura, da literatura de cordel e dos livros. Eu vivia em Juazeiro vendendo artefatos de alumínio, comecei a vender bem jovem, com uns 25 anos.
O POVO: Nesta entrevista, vamos falar da sua trajetória e focar em alguns pontos profissionais até chegar na exposição de comemoração aos 60 anos…
Mestre João Pedro do Juazeiro: Eu nasci no Cariri, em Ipaumirim, vizinho à Paraíba. Iniciei na literatura de cordel com 19, na xilogravura em 1998 e cheguei a Fortaleza em 1999. E, aqui, tive o apoio de Gilmar de Carvalho (1949 - 2021), um dos maiores escritores, pesquisadores, jornalistas e professores. Eu aprendi com vocês, porque vocês aqui da Capital me ensinaram bastante a sobreviver. Esse trabalho (de artesão) é sustentabilidade familiar, não é um hobby. Fiz, no ano de 2004, a cirurgia de quatro safenas no coração. Fiz a do cateterismo, mas sempre trabalhando.
Sempre vivi da sustentabilidade familiar, da xilogravura, da literatura de cordel e dos livros. Eu vivia em Juazeiro vendendo artefatos de alumínio, comecei a vender bem jovem, com uns 25 anos. Fiquei na Lira (Lira Nordestina, famosa tipografia do Juazeiro) e, aos 35 anos, iniciei na xilogravura. Já tinha o apoio de Gilmar e não sabia.
Quando ele fez a minha primeira Bienal no Iphan, fiz um workshop e também fui receber um prêmio de gravura no Ibeu Ceará, daí me estabilizei em Fortaleza. Mudei minha profissão para a xilogravura e o pessoal da Universidade Federal do Ceará (UFC) me deu todo apoio. Estou até hoje, 25 anos depois, trabalhando com a xilogravura.
Fui Mestre da Cultura condecorado em 2019, me proporcionaram umas viagens pelo País. O POVO e outros jornais me proporcionaram a sobrevivência aqui, que sempre me acompanharam.
OP: O senhor começou a experimentar como poeta-cordelista ainda na juventude, aos 16 anos. Quais são as influências de Juazeiro, assim como a sua família, no interesse por essas linguagens?
Mestre João: Eu sou sessentão, já sou velho. Venho com uma cadeia de conhecimento muito grande da convivência interiorana, meus pais eram roceiros. Eu cheguei em Juazeiro um ano após nascer, em 1965, e lá eu estudo. Brinco com animalzinho feito de barro, cerâmica e isopor, porque nós não tínhamos gibi. Nosso gibi era literatura de cordel.
Só que eu não sabia que estava bebendo em uma fonte no meio de artistas. Meu primeiro cordel foi corrigido por Espedito Sebastião, grande poeta e diretor da Lira Nordestina. Em 2002, saio distribuindo cordel, continuo vendendo nas escolas. Quando eu chego aqui, passo uma semana no (curso de) Comunicação Social e vejo a oportunidade de unir o útil ao agradável: os professores e a xilogravura. Vi esse interesse deles pela nossa cultura popular, que é muito chamada de rupestre. Fiquei viajando por um ano e volto para cá com a família.
Aqui, eu obtive a oportunidade de ficar na oficina, com Gilmar e todos os arquitetos me apoiando. Inclusive, eu fiz essas safenas e eles não me deixavam sair de casa. Vocês (de Fortaleza) me abraçaram muito bem, me proporcionaram oportunidades como a Nícia Bormann, que fez a exposição, o Túlio Paracampos, o Sebrae, o Sesc. Só tenho a agradecer. Estou aqui, safenado, todo cortado, com um AVC e vocês estão me apoiando. Existe felicidade maior? Não tenho mais emoção porque estou praticamente paralisado, mas você está aqui comigo. Sei que não é por mim, é pela nossa cultura, e eu sou um escopo de composição da cultura. Hoje estou já com 25 anos de gravador, já maduro, todo torto, mas continuo trabalhando graças a vocês que impedem minha morte.
OP: A xilogravura é, também, algo que se desenvolveu no Ceará com identidade própria, principalmente em Juazeiro. Como o senhor percebe a expansão da área pelo Estado ao longo dos anos?
Mestre João: A xilogravura vem do antigo Egito, alguns dos historiadores falam de 4.000 anos antes de cristo. Quando chega na América, Johannes Gensfleisch (também conhecido como Gutemberg) cria a tipografia através da xilogravura e a tipografia se expandiu entre o planeta inteiro. Em 1932, meu Padre Cícero era vivo, José Bernado da Silva monta a Lira Nordestina, que na época era Folheteria Silva, a maior escola de xilogravura do Ceará, em Juazeiro do Norte, e talvez a melhor tipografia.
Nos anos 60, o Museu da Universidade Federal do Ceará (Mauc), encomenda álbuns e coleções de xilogravura do Juazeiro. Mestre J. Borges (falecido no dia 26 de julho), faz a primeira exposição na França e fortalece mais. Quando Gillmar de Carvalho faz o doutorado em 1999, ele edita o livro “Madeira Matriz”, lançado pelo Iphan. Ele expande muito a xilogravura e Gilmar leva os xilogravadores para fora do País.
Eu digo que Juazeiro teve duas épocas: a do meu Padre Cícero, que chega em Juazeiro em 1871 e diz que “cada casa é um oratório e cada quintal uma oficina”. Juazeiro é muito místico e misturado, composto por pessoas de fora que trouxeram sua cultura. Quando esses senhores, pais de famílias e agricultores, chegavam a Juazeiro, a cidade está seca. Meu Padre Cícero põe eles para fazer artesanato e faz a primeira exposição de artes populares no Rio de Janeiro, que na época era capital brasileira. Nós tivemos toda essa composição de oficinas criadas por Padre Cícero.
Depois chega Gilmar com a expansão não só da xilogravura, mas da literatura de cordel e outras linguagens. Ele ultrapassa as barreiras oceânicas com as artes populares. Detentor de 54 livros, Gilmar de Carvalho viveu todo esse tempo pesquisando Juazeiro, Crato, Barbalha e Cariri por completo. Hoje a expansão cedeu um pouco devido à morte de Gilmar de Carvalho. Nós tínhamos mais exposições, mais vendas, mais pessoas firmadas na cultura popular através dele. Nós tivemos uma grande perda com a morte do professor.
OP: Naquela época, quando o senhor começou, como era viver de arte no Ceará? E como a sua vinda para Fortaleza mudou sua relação com o seu trabalho?
Mestre João: Em Juazeiro, eu fazia o cordel por hobby. Quando eu passei para a xilogravura na Lira Nordestina, fiquei alguns meses e viajava com o alumínio para vender. Chegando a Fortaleza, eu vejo essa possibilidade (de fazer da arte o ofício). Mesmo sofrido e arrastado, dá para sobreviver da arte, da cultura popular.
OP: A gente falou da importância de Gilmar para a sua trajetória e para a cultural popular. Falamos muito sobre o legado que ele deixou, mas o que a morte de Gilmar também deixa como lacuna?
Mestre João: Gilmar é uma das maiores mentes desse século, ele deixou um vácuo que jamais será preenchido. Nós o temos como um Gandhi, um desses grandes filósofos que tivemos em épocas passadas, um grande pesquisador. Ele é um Francisco de Assis, que andava pé no chão do sertão cearense pesquisando nossa cultural, é um Frei Damião, um Padre Cícero, proporcionando oportunidades e tirando os artesãos do anonimato.
Quando ele pega o cordel, o cordel levanta-se. Quando ele pega xilogravura, ela levanta-se. Quando ele pega a rabeca, ela expande-se. Gilmar levou o Ceará, o Interior, para as grandes capitais do Brasil e fora do País. Expandiu nossa cultura muito além do além-mar. Eu o tenho como uma lacuna que jamais será preenchida em nossa cultura por completo, na medicina, na alimentação, em tudo Gilmar está presente.
Eu aprendo muito com a modernização porque eu preciso, porque vocês estão me aceitando e me proporcionando estabilidade nesse tempo. Ela vai dentro da própria convivência.
OP: As releituras são pontos que chamam atenção no seu trabalho, que é fruto de uma mente inquieta. Quais elementos da tradição o senhor faz questão de manter e como o senhor imprime a modernidade dos tempos contemporâneos nas obras?
Mestre João: Eu desprezei o estudo na minha juventude, pensava que era coisa boba, então não aprendi a desenhar e a escrever. Eu não podia aprender agora na minha velhice a desenhar ou pintar, porque eu teria traços desse professor. Minha leitura é pouca, aprendi muito com Gilmar e com vocês (de Fortaleza). Convivi com Gilmar desde 1982 e ele me orientava sempre. Todos os dias, ele sabia por onde eu andava em Fortaleza. Quando eu chegava, ele dizia: “você foi ontem em lugar tal”.
Ele sabia de tudo que acontecia em Fortaleza, o chamo de senhor do tempo, ele tem o tempo dele, ele entregava tudo no tempo certo. E eu não podia me modernizar, mas podia aprender com vocês, foi o que fiz. Não tinha esse academicismo à minha disposição, minha expansão eu faço em cores. Trabalhei a religião, a política e o sertão. Nos orixás (série de releituras em xilogravura dos orixás), falo desse mundo (da religiosidade) do qual somos descendentes.
Eu aprendo muito com a modernização porque eu preciso, porque vocês estão me aceitando e me proporcionando estabilidade nesse tempo. Ela vai dentro da própria convivência.
OP: E as gerações mais novas, como elas recebem seu trabalho? De que maneira o senhor enxerga essa troca com os mais jovens?
Mestre João: Os jovens estão nascendo, (mas) o conservadorismo também é necessário. Iremos sempre viver no conservadorismo com essa cultura popular, o homem é feito do barro, tudo é feito do barro, tudo foi Deus que criou. Temos que evoluir, é certo, mas temos que levar conosco essa tradição.
A juventude está se empenhando muito bem, é dos jovens que vem o mundo novo, que nós encontramos novos conhecimentos. E é juntando a tradição com a contemporaneidade que fazemos a história. Você diz: “onde está o meu presente?”. Ele está na raiz do seu passado. Você vai olhar para seus pais, seus avós. Antigamente, os velhos eram orientadores. Hoje os mais velhos são mantidos e protegidos pelos novos. Penso que a sociedade é esse espelho que se agarra muito às teses de vocês das capitais, de mestrandos e doutorandos. Isso também desenvolve nossa tradição, a junção do modernismo ao antigo.
OP: Falando sobre manutenção, como as novas gerações de artistas de Juazeiro mantém a riqueza da tradição popular da região?
Mestre João: Nós juntamos o útil ao agradável. Lá em Juazeiro temos tudo que é antigo. A caça, por exemplo, sai de campo num mundo mais moderno, mas nós temos espingardas no museu. É preciso que os equipamentos do governo mantenham essas tradições vivas em museus. Nós temos alguns Mestres da Cultura Popular em Juazeiro que morreram, é preciso eles estejam em alguns museus e, assim, a arte vai se conservando e se modernizando.
OP: O senhor é um dos 44 Mestres da Cultura do Ceará a partir do programa Tesouros Vivos, promovido pela Secretaria de Cultura do Ceará (Secult - CE). Quais são os benefícios e falhas desses projetos? O que ainda falta para esse aporte ser completo?
Mestre João: É necessário estudar um pouco o projeto. Nós estamos em uma época em que o Mestre da Cultura quer trabalhar. Nós recebemos uma ajuda de custos, que é um salário por mês, para pagar nosso aluguel, geralmente somos pobres. Se é tesouro vivo, um tesouro você tem que estar polindo todo dia. Nós precisamos de escolas para trabalharmos, de projetos, precisamos de pessoas. Como seremos tesouros vivos dentro de casa? Seremos tesouros empoeirados e enferrujados.
É preciso um estudo para que os mestres possam trabalhar, criar a família, repassar seus conhecimentos. Tem mil e uma possibilidades para os tesouros vivos, eles estão deixando morrer a tradição. Quando um tesouro vivo fica em casa parado, a cultura para. Eu acho que aqueles que podem trabalhar, eles poderiam dar trabalho para eles, e para os que podem sair de casa, porque também tem isso. Os que não podem sair de casa, eles devem levar os jovens até eles.
Acho que (o projeto) deixa muito a desejar. Só não estou passando fome porque meus amigos desde janeiro, quando eu entrei em colapso, estão comigo. Suzete, da Bece, está me dando meus medicamentos, o pessoal do Dragão do Mar veio me ajudar, a Izabel Gurgel está comigo desde janeiro, a Nícia Borman me deu uma muleta, vocês estão de braços abertos comigo.
As secretarias não estão me ajudando, nem a mim, nem a outros, eu não recorro às secretarias, porque as portas estão fechadas para nós, as pessoas não nos recebem. Nós somos desprezados. A nossa cultura é querida, mas nós somos desprezados. Nós dividimos o que ganhamos com a família e com a cultura, e são vocês que ajudam, não é nenhuma secretaria.
O projeto Tesouros Vivos é uma política interna e externa. Nós somos oito milhões de artesãos no Brasil inteiro, somo três por cento do PIB anual, mais de 100 milhões de reais por ano. Temos que ver isso, nós elegemos deputados, vereadores, prefeitos, governadores e temos agora ministros eleitos por nós, artesãos. Vamos olhar mais para o artesanato.
O Gilmar de Carvalho, quando morreu, já tinha um projeto nessa Estação das Artes para os Mestres da Cultura, esse projeto foi abandonado. Fecharam, venderam e esqueceram dos Mestres da Cultura depois que Gilmar morreu. Isso não pode acontecer, sou contra o que fizeram com os mestres.
Nossa tradição não morre, ela continua, ela não vai para o folclore, porque folclore é aquilo que teima em morrer, e nossa cultura não teima em morrer, ela está sempre viva. Mas já estamos em tempo que o nosso artesão não pode mais dividir o seu salário com a cultura, existem verbas que não são super divididas. A maioria dos mestres é interiorano, do sítio, muitos morreram nessa pandemia devido à escassez.
OP: Quando a gente fala dessa mudança de olhar em relação aos artesãos do Ceará, qual deveria ser a prioridade para a Secult?
Mestre João: A abertura de equipamentos para atender esse pessoal que faz cultura, faz artesanato,e não tem conhecimento da tecnologia. Nossas subsecretarias deveriam abrir pequenos escritórios, ou mesmo locais para essas pessoas que não têm conhecimento sobre a tecnologia de ponta. Nós perdemos editais, perdemos oportunidades e tem muitos artesãos no anonimato. Eles deveriam olhar para esses que estão no anonimato, abrir as portas.
Quando Gilmar era vivo, ele abria as galerias, os museus, os teatros. Acho que uma visão mais alargada do passado, do presente e do futuro seria bom ser utilizada agora. Ainda estamos necessitando de subsecretarias regionais para o artesão, que ainda sofre no ostracismo e à mercê da contemporaneidade.
OP: Estamos aqui no Mauc, que também é a sua casa. Como se deu a construção da mostra “Gravar Todos os Sonhos do Mundo”?
Mestre João: Eu não presenciei por completo, deixei eles livres porque acho que essa liberdade de expressão seria necessária. Eles tiveram a mesma visão minha. Devo tudo que eu sou a vocês e à universidade. Quando eu cheguei, o então reitor da UFC estava vivo, vinha todo dia me ver. Todo semestre eu fazia uma oficina nas Ciências Sociais, na Arquitetura. Os professores da Universidade davam apoio ao Cariri e aos artistas interioranos.
O Mauc é uma porta aberta para o nosso Brasil, sempre foi, me apeguei a eles. Digo que sou filho adotivo da Universidade, porque devo toda minha vida e da minha família. Tudo da exposição foi feito de acordo com a UFC, porque fui feito por ela.
OP: E como foi o momento da inauguração? Com 60 anos completos, quais reflexões lhe trazem sobre a trajetória daquele menino de Juazeiro?
Mestre João: Quando eu chego aqui, eu vejo o Juazeiro de fora para dentro, um Juazeiro diferente. Observo que vocês estão de braços abertos, olho para eles, e para mim, eu vejo orgulho. Nós (artesãos) devemos pedir a vocês, vocês estão de braços abertos.
Às vezes, nós somos orgulhosos, não podemos ser porque somos apenas uma ferramenta de composição da arte, muitos outros virão, temos que repassar para eles. Quando eu entrei aqui e vi a releitura por completo, vi o Patativa, o Gilmar.
Nós precisamos abrir a nossa boca, porque a Graciele está aí, o museu está aqui, você está aqui, e a gente (artesãos) fingindo orgulho ou com medo. Não é por nós, somos sobreviventes com tempo limitado, somos temporais. A cultura é atemporal.
Mais sobre Mestre João Pedro
A relação entre o artista e o Museu da Universidade do Ceará (Mauc) existe desde os anos 1990. Esta ligação é celebrada com a exposição "Guardar Todos os Sonhos do Mundo", que celebra os 60 anos de atuação do Mestre João Pedro, e segue disponível para o público até o dia 9 de agosto.
Além das xilogravuras, o artista também desenvolve trabalhos com a literatura de cordel. Os próximos lançamentos devem ser os livros “Barro, Vida e Tradição” e o “O Cordel de Zé Mutuca”. Os trabalhos devem ser disponibilizados a partir de agosto e exemplares podem ser adquiridos por meio das redes sociais.
O professor, escritor e pesquisador Gilmar de Carvalho foi um dos grandes mestres de João Pedro. Esta relação está presente nas obras disponíveis na mostra "Gravar Todos os Sonhos do Mundo" e no livro "O Gilmar Que Eu Conheci" (2023), que gerou uma exposição homônima no ano passado.
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