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Adailma Mendes é editora-chefe de Economia do O POVO. Já foi editora-executiva de Cidades e do estúdio de branded content e negócios, além de repórter de Economia

Cautela e olho nos movimentos de Guedes

Os números da economia brasileira demonstram que ainda temos muita "poeira para comer" antes de celebrar uma retomada real e efetiva. Inflação em alta, taxa básica de juros sendo ajustada para cima e dólar a mais de R$ 5,30
Paulo Guedes e Jair Bolsonaro durante o lançamento dos programas Codex e SUPER.BR em 2020 (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Paulo Guedes e Jair Bolsonaro durante o lançamento dos programas Codex e SUPER.BR em 2020

Os números da economia brasileira demonstram que ainda temos muita "poeira para comer" antes de celebrar uma retomada real e efetiva. Por mais que o discurso do próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, siga sendo de que tudo acabará bem, os fatos são de inflação com mais uma alta - o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), uma prévia da inflação, em 1,14% em setembro, maior alta para o mês desde 1994 -, e a taxa básica de juros, a Selic, indo a 6,25% ao ano após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na quarta-feira, 22.

E ainda vale lembrar que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve queda de 0,1% no segundo trimestre do ano e o dólar cruzou os R$ 5,30.

No meio de tudo isso e não menos importantes, estão as especulações sobre o quanto Paulo Guedes, amigo dos Faria Lima, está garantido em seu posto de fiador de Bolsonaro. Basta uma leve sumida do economista da cena econômica para os ânimos se alterarem. Fato aconteceu antes da fatídica viagem da comissão brasileira aos EUA para encontro da ONU. O ministro não registrou o paradeiro quando foi fazer teste de Covid-19 e impressa e membros do ministério já ligaram as butucas.

Em abril de 2020, a coisa foi mais séria, tendo Guedes ido pedir ao mercado desculpas por um sumiço que deu. A preocupação do mercado em não ter que dizer "Oi sumido" é grande.

Por todo esse cenário é que o presidente precisa sempre reafirmar, como fez na sexta-feira, 24: "Não existe nenhuma vontade minha de demiti-lo".

 

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