Escreve sobre política, seus bastidores e desdobramentos na vida do cidadão comum. Já foi repórter de Política, editor-adjunto da área, editor-executivo de Cotidiano, editor-executivo do O POVO Online e coordenador de conteúdo digital. Atualmente é editor-chefe de Política e colunista
O senador já chegou a ter o rompimento com a base governista dado como certo por aliados, no fim de 2024. Ele tem reafirmado o compromisso com a reeleição do governador e o constrangimento com a candidatura do irmão. Mas há gente preferindo aguardar
Foto: Fabio Lima
GOVERNADOR Elmano de Freitas, Camilo Santana e Cid Gomes
O ambiente político cearense está carregado. A perspectiva de Ciro Gomes (PSDB) candidato de oposição tornaria a eleição tremendamente acirrada. Soma-se o fato de que o senador Cid Gomes (PSB) é irmão de Ciro, embora exista afastamento não só político. Ele é aliado do governador Elmano de Freitas (PT) e já disse seguidamente que a eventual candidatura do hoje tucano seria um constrangimento. Outro irmão, o ex-prefeito de Sobral Ivo Gomes (PSB), já disse não ter compromisso com Elmano e sinalizou apoio a Ciro.
Nesse contexto, Camilo Santana (PT) caminha para deixar o Ministério da Educação (MEC). Deve fazê-lo até o começo de abril. Garante que é para se dedicar às campanhas à reeleição de Elmano e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apenas pela campanha, poderia se afastar só em agosto, quando ela começa oficialmente. O ministro planeja pedir exoneração no prazo de desincompatibilização, que permite a ele ser candidato.
Pesquisas já mostraram que, hoje, uma disputa entre Elmano e Ciro seria, no mínimo, muito equilibrada. Camilo, neste momento, teria números melhores.
À Folha de S.Paulo, Cid deu uma declaração capaz de apimentar bastante o cenário. “Se ele (Camilo) sair, isso é terrível para o Elmano. O Camilo, como foi um excelente governador, saiu muito bem avaliado; ele não deixa de ser uma sombra para o governador Elmano. Agora, se ele sai do ministério, isso deixa de ser uma sombra e passa a ser um fantasma”.
Vale lembrar algo que o senador falou em 2011. Em entrevista à Rede TV, ele comentou sobre o governo de Dilma Rousseff (PT), que estava bem no início. E explicou o que faria, se estivesse no lugar da presidente.
“Se eu fosse a Dilma, faria tudo para estar bem em 2014, mas convidaria o Lula para ser candidato. É o que eu faria. A Dilma se elegeu pela força do Lula e gratidão é uma virtude que eu prezo muito. O caminho seria esse”.
A declaração é interessante porque, em 2014, Camilo se elegeu pela força de Cid. Em 2022, Elmano se elegeu pela força de Camilo.
A se aplicar o mesmo raciocínio usado no plano federal, teria sido o caso de Camilo ter convidado Cid para ser candidato em 2018, o que não consta que tenha ocorrido. O chamado existiu, o próprio senador revelou, em 2022, quando o candidato acabou sendo Elmano.
Seria, também, o caso de Elmano oferecer a vaga a Camilo. Porém, para o senador, hoje a situação soa a assombração.
Verdade que se passaram 15 anos e a opinião pode ter mudado.
Além disso, há uma diferença importante: no cenário sugerido por Cid 15 anos atrás, a iniciativa de abrir mão para o antecessor partiria de quem está no cargo.
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