Jocélio Leal
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Colunista e editor-chefe dos núcleos de Economia e Negócios do O POVO. Também é âncora da rádio O POVO-CBN e apresenta flashes na rádio CBN Cariri. É o editor-geral do Anuário do Ceará e do Guia de Investimentos de São Paulo

Opinião

O que querem pais, escolas e governo

No já longínquo agosto de 2020, quando o Governo do Ceará vetou o funcionamento das escolas, havia um impasse semelhante a este em curso. Era algo entre a pressão e diplomacia, com notas de desespero por parte das pequenas escolas, sem gordura para queimar ante a crise. Desta vez o clima parece ainda pior, com um panelaço marcado para a tarde desta sexta-feira, em frente à Assembleia Legislativa.

Tal qual naquele momento da pandemia, ninguém quer ver ninguém sendo contaminado. Nada mudou. Nem o Governo do Estado, nem as escolas, nem os pais/mães e, tampouco, os alunos. Nisso todos concordam.

Os colégios bradam, mas padecem da falta de conexão com o mundo para além da relação deles com os clientes. No mais das vezes, as grandes escolas se limitam a comunicar índices de aprovação. Mas vivemos tempos de indicadores para ESG (em português, Ambiental, Social e de Governança). Em horas de crise, como essa, a falta de um posicionamento mais bem elaborado emerge.

Colégios e pais estão unidos. A união é apenas circunstancial, mas representa imenso desgaste para o Governo, já a enfrentar a ira de bares e restaurantes. Pais e mães se preocupam com o estudo e com a guarda dos filhos, duas funções das escolas.

Repare: esta briga é no âmbito privado. Na Escola pública há a força das corporações de professores a concordar com a suspensão (não há risco de quebra e demissão) e a dificuldade de mobilização das famílias. Lá, também existe quem defenda a volta às aulas, mas não tem a mesma voz da classe média. Nem se pode faltar o trabalho para ir à rua hoje.

Ao Governo falta a capacidade de convencimento do quão grave é o quadro na rede hospitalar, pública e privada, bem como demonstrar que a suspensão das aulas é medida pertinente. A propósito, em dezembro do ano passado, o cenário global era de vários países da Europa em lockdown com bares fechados, mas colégios abertos e com aulas presenciais.

Em tempo: a emoção faz perder a razão. Havia gente defendendo levar os pimpolhos fardados ao protesto de hoje na rua.

Mas quem ama não leva o filho à aglomeração.

FIBRA ÓPTICA

Servnac entra no mercado telecom

O Grupo Servnac entrou no mercado de serviços de Telecom. Passou a operar a Servnacnet. Tudo começou em dezembro de 2020, ao comprar dois provedores de internet. No princípio, apenas no bairro Jangurussu, sede do Grupo. Após menos de dois meses, está em 15 bairros de Fortaleza. Usa fibra óptica. A Servnac já havia anunciado a expansão dos serviços de facilites para São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

LUIZ Girão, fundador da cearense Betânia Lácteos
Foto: Fabio Lima
LUIZ Girão, fundador da cearense Betânia Lácteos

DÁ LEITE

Betânia intermedia bancos

O Instituto Luiz Girão, braço da Betânia Lácteos, se tornou correspondente bancário. Assinou convênio com o Banco do Brasil, Sicredi e Banco do Nordeste para financiar produtores de leite com capital de giro e promessa de prazo maior de pagamento. O dinheiro mais fácil pode bancar compra de animais e investimento em infraestrutura das fazendas. David Girão, presidente do Instituto e filho do fundador, Luiz Girão (foto), diz que a Betânia compra hoje 1 milhão de litros de leite/dia. Lida com 3,5 mil famílias produtoras em cerca de 130 municípios do Nordeste.

Horizontais

Papel passado - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vendeu cerca de 25% da posição que detinha no capital da Klabin - com uma unidade no Ceará. Com a operação, o BNDES levantou R$ 598,1 milhões e ainda se manteve no capital da Klabin, com 5,4%.

Corolla - A Toyota do Brasil lança o Corolla Cross no Brasil no dia 11 de março.

5G - O CEO da Brisanet, Roberto Nogueira, vai debater sobre o leilão da frequência 5G no Brasil, o que muda no mercado e os desafios regulatórios do setor depois do leilão. Será na segunda-feira (22) durante o Seminário de Políticas de Telecomunicações promovido pela Teletime (https://teletime.com.br/politicas/). O evento será online.

Bom censo - O IBGE fará a contratação temporária de mais de 8 mil pessoas no Ceará, para atuar no Censo Demográfico 2021. São 7.313 vagas para recenseador, 660 para agente censitário supervisor e 233 para agente censitário municipal. As vagas estão distribuídas nos 184 municípios.

 

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