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A primeira crônica
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Marília Lovatel cursou Letras na Universidade Estadual do Ceará e é mestre em Literatura pela Universidade Federal do Ceará. É escritora, redatora publicitária e professora. É cronista em O Povo Mais (OP+), mantendo uma coluna publicada aos domingos. Membro da Academia Fortalezense de Letras, integrou duas vezes o Catálogo de Bolonha e o PNLD Literário. Foi finalista do Prêmio Jabuti 2017 e do Prêmio da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil – AEILIJ 2024. Venceu a 20ª Edição do Prêmio Nacional Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil - 2024.

A primeira crônica

Que a saúde abençoe a minha vida e a de todos que me rodeiam. Que o Igor viva um grande amor. Que os happy hours com as minhas amigas sejam mais frequentes. Que o Brasil vença a Copa do Mundo de Futebol
Tipo Crônica
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Imagem ilustrativa de apoio. Queima de fogos (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)
Foto: MAURO PIMENTEL / AFP Imagem ilustrativa de apoio. Queima de fogos

Começo o ano de 2026 desejando que cheguem bem a este mundo a filha de Eriberto e Gabi e o bebê da Mariana, cujo sexo ainda não sabemos. Que a querida Stellinha, a caminho de seus 95 anos, publique o seu livro de crônicas. Que tudo corra bem no semestre de Matheus na Universidade de Bolonha e que ele se forme ao retornar. Que mamãe tome muitos cappuccinos e gelatos em nossa viagem e estique o tempo.

Que a saúde abençoe a minha vida e a de todos que me rodeiam. Que o Igor viva um grande amor. Que os happy hours com as minhas amigas sejam mais frequentes. Que o Brasil vença a Copa do Mundo de Futebol. Que Hollywood reconheça outro filme brasileiro.

Que o amor de Marcela e Saymon se fortaleça dia a dia. Que Marcelo faça muitas caminhadas satisfeito por conduzir — ou ser conduzido — pela Mila na coleira. Que não faltem projetos literários bem-sucedidos ao Delirantes, Coletivo de Escritores — de que faço parte.

Que nas aulas online, como sempre, eu compartilhe com meus colegas as lições do nosso grande mestre, Prof. Luiz Antonio de Assis Brasil, decisivas para o aprimoramento do meu texto. Que a Tatielly continue a usar o seu condão de iluminar palavras.

Que os bons ventos da literatura mantenham o sopro em meus dias. Que eu leia e escreva sem parar. Que minha irmã supere qualquer razão que impeça o sorriso mais bonito que eu conheço — o dela. Que se cumpram todas as promessas dos almoços e dos cafés com gente querida, marcados e não acontecidos em 2025.

Que Ana Argentina prospere em sua biblioteca comunitária e que essa prosperidade alcance todas as outras. Que a leitura se revele uma doce descoberta no cotidiano de muitas pessoas. Que o querido Ignácio de Loyola Brandão conclua o seu romance. Que Antônio Torres seja feliz em seu novo endereço no Rio. Que Renato Pessoa movimente a cena cultural, assim como Talles Azigon e Mileide Flores.

Que haja muitos motivos para abraçar meus companheiros de ofício. Que o Ceará e o Fortaleza retornem à série A.

Que eu possa maratonar “Stranger Things” com meus filhos. Que Nina Rizzi brilhe mais e mais e permaneça generosa como ela é. Que a sala de aula não deixe de ser a minha bússola.

Que não me faltem ideias que levem a redigir apaixonadamente essas minhas crônicas semanais para o Vida & Arte e O POVO+. Que os breves romances me mostrem o caminho — que não sei aonde vai dar e, apesar disso, sigo em frente, confiante.

Que, mesmo fora das redes sociais, meu círculo de amigos reais somente se amplie. Que os ciclos se fechem e se reiniciem com serenidade. Que a primeira crônica do primeiro sábado do primeiro mês traga bons desejos.

Que meus leitores não se cansem de ler sobre coisas miúdas de uma vida nada extraordinária, mas é a que eu tenho e por ela agradeço.

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