Plínio Bortolotti integra o Conselho Editorial do O POVO e participa de sua equipe de editorialistas. Mantém esta coluna, é comentarista e debatedor na rádio O POVO/CBN. Também coordenada curso Novos Talentos, de treinamento em Jornalismo. Foi ombudsman do jornal por três mandatos (2005/2007). Pós-graduado (especialização) em Teoria da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
Os Estados Unidos são uma potência em declínio, porém, a força militar mais poderosa do mundo. E Donald Trump parece disposto a usá-la para impor-se como uma espécie de imperador do planeta
Foto: OLAFUR STEINAR GESTSSON / RITZAU SCANPIX / AFP
O Ministro da Saúde da Dinamarca, Magnus Heunicke, a Primeira Ministra da Dinamarca Mette Frederiksen e o Diretor do Conselho Nacional de Saúde Soren Brostrom dão uma entrevista coletiva conjunta sobre a situação de pandemia
O ataque militar americano à Venezuela e o sequestro do autocrata Nicolás Maduro reacenderam o alerta de outros territórios ameaçados por Donald Trump. Conforme divulgado pela plataforma de notícias DW, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, exigiu que o governo dos Estados Unidos pare de ameaçar a Dinamarca com uma intervenção na Groenlândia.
“Devo dizê-lo muito claramente: é absolutamente absurdo dizer que os Estados Unidos devem assumir o controle da Groenlândia”, afirmou a primeira-ministra. Em entrevista à revista The Atlantic. Após o ataque à Venezuela, Trump reafirmou sua intenção de tomar pela força o território da Dinamarca. “Precisamos da Groenlândia, com certeza”, disse Trump, afirmando que a ilha estaria “rodeada de navios russos e chineses”.
Segundo a agência de notícias Euronews, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, também se manifestou em uma rede social. “Já chega”, escreveu Nielsen, após as repetidas ameaças americanas de anexar o território autônomo dinamarquês.
“Chega de pressões. Acabaram-se as insinuações. Acabaram-se as fantasias de anexação”, continuou Nielsen. Estamos abertos ao diálogo. Mas isso deve acontecer pelos canais adequados e com respeito pelo direito internacional”.
Trump quer ir além da “doutrina Monroe”, que considera a América Latina e o Caribe quintais dos EUA, que devem ser submetidos pela violência. Os seus pesadelos de grandeza estão baseados na lei do mais forte — e podem atingir a qualquer país que ele suponha mais frágil, em qualquer lugar do planeta. É uma política que põe em risco a já precária estabilidade mundial.
Os Estados Unidos são uma potência em declínio, porém, a força militar mais poderosa do mundo. E Donald Trump parece disposto a usá-la para impor-se como uma espécie de imperador do planeta. Mesmo sabendo a tragédia que provocará a continuidade dessa política.
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