Vertical é a coluna de notas e informações exclusivas do O POVO sobre Política, Economia e Cidades. É editada pelo jornalista Carlos Mazza
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Desde que foi anunciada, ainda no ano passado, a federação União Brasil/PP tornou-se objeto de contenda entre base e oposição no Ceará. As razões para a queda de braço são conhecidas. Se de fato homologada pelo TSE, trata-se de megaestrutura partidária com poder de fogo para desequilibrar qualquer eleição. Daí que os governistas assumam o risco de melindrar Cid Gomes (PSB) em Sobral a fim de atrair as legendas. Por outro lado, isso explica também os sucessivos encontros de Capitão Wagner (UB), Ciro Gomes (PSDB) e Roberto Cláudio (UB) com os dirigentes de UB e PP em Brasília, mas sem que o martelo seja batido. A agenda mais recente foi nessa terça, 3, da qual os adversários de Elmano de Freitas saíram convencidos de que terão o reforço da União.
Além do trio de aliados, participaram da nova rodada Ciro Nogueira, dirigente do PP; Antonio Rueda, presidente do UB; ACM Neto, pré-candidato do UB ao Governo da Bahia; e o deputado federal Danilo Forte (UB), anfitrião cearense.
Segundo os presentes, as conversas giraram em torno dos rumos da federação no Estado. Entre eles, há consenso de que a musculatura dessa máquina é fundamental na tarefa de enfrentar a chapa encabeçada por Elmano na eleição.
Antes disso, contudo, a ala governista da federação, formada por Fernanda Pessoa, AJ Albuquerque e Moses Rodrigues, manteve conversa com Rueda. A intenção é fazer a balança do União/PP pender para o prato do Executivo.
O principal trunfo dos deputados federais que integram o arco de sustentação do Governo é a perspectiva de eleger uma bancada robusta e, em caso de coligação com PT e PSB, compor uma das duas vagas para o Senado.
Embora a oposição esteja otimista quanto ao comando da federação, emissários palacianos não jogaram a toalha. Para essa turma, se Lula e Camilo Santana mergulharem de fato nas tratativas, é ainda possível reverter esse quadro.
A estimativa é de que União/PP sejam homologados no TSE neste mês de fevereiro, no máximo após o Carnaval, conforme interlocutores ouvidos pela coluna. Só depois disso é que os diretórios locais começam mesmo a ser definidos.
Durante o encontro de terça-feira na capital federal, dirigentes de União Brasil e PP manifestaram a vontade de que o ex-deputado Capitão Wagner assuma a presidência da federação no Estado. Entre opositores, no entanto, a postura ainda é de cautela.
Parte dessa barafunda no União/PP foi alimentada pelo próprio Rueda, que fez acenos dúbios a ambos os lados da arenga. Cortejado, atendeu a "camilistas" e a "ciristas" no mesmo dia, enquanto cumpria agenda no Ceará.
Um dos episódios já se tornou folclórico: convidado a uma festa à fantasia (para a qual foi de Zorro ou Batman, os relatos divergem), o chefe do UB se viu acossado por governistas e oposicionistas, indo se refugiar no palco do show.
O governador Elmano de Freitas (PT) deve entrar de cabeça nas articulações para fortalecer sua base de prefeitos, deputados e vereadores no Interior do Estado e em Fortaleza, atendendo a demandas represadas e que vinham resultando em queixas de parlamentares. A ordem é resolver pendências.
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