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Governo quer PLs para H2V e eólicas offshore votados neste semestre
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Governo quer PLs para H2V e eólicas offshore votados neste semestre

| Diz Secretário | Metas serão conhecidas hoje na apresentação do plano de ação do Programa Nacional de Hidrogênio feito pelo grupo liderado pelo MME
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COMPLEXO do Pecém é alvo de 31 projetos de H2V (Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE COMPLEXO do Pecém é alvo de 31 projetos de H2V

Os marcos legais para a geração de hidrogênio verde e eólicas offshore no Brasil devem ter o primeiro passo hoje, 23, com a apresentação do plano de ação do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2). As metas, que consistem em dois projetos e lei para regulamentar os dois tipos de geração, serão conhecidas no documento, segundo adiantou ao O POVO Thiago Barral, secretário de Planejamento e Transição Energética do Ministério de Minas e Energia (MME).

A ação faz parte do PNH2, que é liderado por Barral como representante do MME. O secretário, inclusive, foi citado pelo governador Elmano de Freitas (PT) como um dos que seriam convidados pelo Consórcio Nordeste para debater a urgência da aprovação de uma legislação para o H2V.

No total, são 31 memorandos de entendimento para a geração de hidrogênio verde assinados entre o Ceará e investidores (nacionais e internacionais), além de 23 projetos de parques eólicos offshore projetados para o litoral cearense.

Durante a terceira edição da Latin American Cities Conference Brasília 2023, o secretário reafirmou o compromisso do governo com a geração de energia limpa. Dados do MME apontam que 80% da energia usada no mundo é de fonte fóssil: carvão mineral, gás natural e petróleo. O Brasil, porém, opera na contramão dessa situação. O país tem cerca de 50% de participação de fontes renováveis na geração de energia, mas o objetivo é ampliar esse número.

“Nós estamos fazendo uma Política Nacional de Transição Energética, que é fundamental para o nosso futuro como um todo. O Brasil tem característica, tem capacidade de produção de energia limpa e renovável”, apontou.

Marco legal previsto para ser votado neste semestre

Barral afirmou que o ministério já iniciou as tratativas com o Congresso Nacional para a tramitação de dois projetos de lei: o primeiro para regulamentar a geração de energia por meio de eólicas offshore; logo depois, entra em debate o hidrogênio verde.

“O momento é muito favorável, mas o governo ainda está definindo estratégias políticas. Temos a oportunidade de avançar rápido com o PL que trata da energia eólica offshore. Na sequência, o Governo Federal abre a discussão sobre o hidrogênio de baixo carbono”, disse o secretário.

O plano de ação prevê a votação do projeto de lei até o fim de 2023. Caso isso não ocorra, o Brasil pode perder US$30 bilhões em investimentos por falta de regulamentação do setor.

Desse montante, R$ 20 milhões serão investidos no Ceará, mas a demora na tributação deixa o governador Elmano de Freitas (PT) receoso. “Não tenho dúvidas que se o Brasil não regulamentar logo o hidrogênio verde, os investidores vão migrar para países que já oferecem incentivos”, opinou.

"Eu não tenho dúvida que o Senado vai se debruçar sobre isso, até porque é muito importante que o Brasil priorize essa agenda. A regulação do mercado de crédito de carbono, hidrogênio verde, os incentivos ao etanol, que é uma alternativa formidável... Então, naturalmente, que o Senado vai se debruçar sobre isso e o relator vai ter essa responsabilidade", afirmou ao O POVO, o senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG), presidente do Senado.

Compromisso do governo

A ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, garantiu que todas as pastas do governo Lula promovem esforços pela transição energética. Segundo a ministra, o país é expoente mundial no tema e a região Nordeste será protagonista na redução do uso de carbono em território nacional.

“Pela vocação do Nordeste na produção de energias renováveis, o hidrogênio verde tem potencial para garantir que o Brasil tenha mais uma matriz energética limpa. Nós, do ministério, estamos envolvidos na produção de hidrogênio verde principalmente no financiamento de laboratórios científicos”, concluiu a ministra.

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