A cesta básica de Fortaleza registrou uma redução de 3,61% entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023. É a primeira vez em sete anos que a pesquisa apresenta queda para a Grande Fortaleza no acumulado de 12 meses. A última vez que isso aconteceu foi em dezembro de 2017, quando a cesta registrou uma redução anual de 6,78%.
O conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta da Capital foi estimado em R$ 630,38 em dezembro. A queda de 1,49% em relação ao mês imediatamente anterior foi a terceira maior dentre as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese).Veja no fim da matéria o comportamento dos alimentos.
De acordo com o estudo, o trabalhador fortalezense que ganha um salário mínimo (R$ 1.320) teve de comprometer 51,63% do seu rendimento, após desconto previdenciário, para garantir a cesta básica.
No semestre, dos 12 alimentos pesquisados, os que sofreram maiores reduções nos preços foram o feijão (-22,22%), o tomate (-20,64%) e a farinha (-9,52%).
Quatro itens ficaram mais caros, dos quais, destacam-se: a banana (14,15%), o arroz (12,41%) e a manteiga (1,65%). Na série de 12 meses, os produtos que ficaram mais baratos foram o óleo (-22,65%), o feijão (-19,76%) e a carne (-12,01%).
Enquanto isso, os itens que apresentaram as maiores altas foram: o arroz (16,36%), o pão (7,33%) e o açúcar (4,52%).
De acordo com o Dieese, em novembro, o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 13 das 17 capitais pesquisadas. As altas mais importantes ocorreram em Brasília (4,67%), Porto Alegre (3,70%), Campo Grande (3,39%) e Goiânia (3,20%).
Já as quedas mais expressivas foram registradas em Recife (-2,35%), Natal (-1,98%), Fortaleza (-1,49%) e João Pessoa (-1,10%). Porto Alegre foi a cidade onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 766,53), seguida por São Paulo (R$ 761,01), Florianópolis (R$ 758,50) e Rio de Janeiro (R$ 738,61).
Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde são coletados 12 produtos, os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 517,26), Recife (R$ 538,08) e João Pessoa (R$ 542,30).
A comparação dos valores da cesta, no ano inteiro de 2023, mostrou que 15 capitais tiveram redução do preço médio, com destaque para Campo Grande (-6,25%), Belo Horizonte (-5,75%), Vitória (-5,48%), Goiânia (-5,01%) e Natal (-4,84%).
Com base na cesta mais cara, que em dezembro foi a de Porto Alegre, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Além de levar em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Assim, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.439,62 ou 4,88 vezes o mínimo de R$ 1.320,00.
Em dezembro de 2022, o salário mínimo necessário foi de R$ 6.647,63, ou 5,48 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 1.212,00.