A unidade da Gerdau em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará, retomará oficialmente a produção de aço na próxima segunda-feira, dia 2 de fevereiro.
O reinício das atividades na aciaria ocorre após uma paralisação programada de quase dois anos, período em que a planta passou por um processo de modernização tecnológica orçado em R$ 400 milhões.
No Estado, a companhia de origem gaúcha (Porto Alegre, no Rio Grande do Sul), mas que migrou de sede para São Paulo em 2017, possui ainda uma unidade no município de Caucaia.
O movimento sinaliza o fim de um período de incertezas que cercou a unidade em 2024, quando a suspensão temporária das atividades para as obras gerou especulações sobre uma possível saída da empresa do Estado à época.
O Grupo chegou a frisar, em 30 de maio de 2024, que não estava reduzindo investimentos no Estado, tal como chegou a ser especulado, quando do anúncio da suspensão das atividades fabris.
“Nesse período, é natural que você não consiga produzir aço na planta, porque você tem que parar a fábrica para exatamente modernizá-la. Isso gerou uma leitura de que nós estaríamos saindo do Estado, o que é um grande erro. Muito pelo contrário! Nós estamos dobrando uma aposta no Ceará. Acontece que em um processo de médio prazo e com mão de obra diferente daquela que opera a fábrica, não é possível reaproveitar todos os operadores”, explicou a empresa ao O POVO, no ano do anúncio do investimento.
Também foi dada a garantia, à época, de que os cerca de 300 postos de trabalho seriam repostos com a volta neste ano.
O projeto da planta de Maracanaú foi noticiado pelo O POVO em maio de 2024, quando foi informado que o principal diferencial da unidade residia na capacidade do laminador, que produz tarugos de 12 metros, item que anteriormente precisava ser trazido de outras regiões.
Vale lembrar que o aporte de R$ 400 milhões na modernização de unidade fabril em Maracanaú faz parte de um plano de investimentos maior da empresa produtora de aço em todo o País.
Do início da obra, em 2024, até este início de 2026, o pico da obra foi estimado em 400 empregos gerados.
Quando do anúncio do aporte no Brasil, segundo a Gerdau, cerca da metade do montante foi para uma nova plataforma de mineração sustentável e o restante na otimização e modernização de plantas produtoras de aço no País. No total, com os projetos em curso, foram estimados mais de 5 mil empregos.
Neste caminho de modernização de instalações existentes até a ampliação de novas capacidades de produção, o estado de Minas Gerais teve o maior volume de recursos, cerca de R$ 5 bilhões.