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Novo ano com triste marca para o Estado

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IMAGEM OARA GALERIA DOS 6 MESES DA PRIMEIRA MORTE DE COVID NO CEARA. Retirada de caixao com com uma vitima de covid, no IJF, no centro. (Foto Fabio Lima) (Foto: Fabio Lima)
Foto: Fabio Lima IMAGEM OARA GALERIA DOS 6 MESES DA PRIMEIRA MORTE DE COVID NO CEARA. Retirada de caixao com com uma vitima de covid, no IJF, no centro. (Foto Fabio Lima)

Retirada de caixão com com uma vítima de Covid-19, no IJF
Foto: Fabio Lima
Retirada de caixão com com uma vítima de Covid-19, no IJF

A ativista Thina Rodrigues, a empresária Gládia Girão, os jornalistas Marcos Dublê e Alexandre Rangel, o cantor Evaldo Gouveia, o músico Cigano Barroso, o oficial de justiça Marcos Uchoa, o empresário João Batista Fujita, o ator e dramaturgo Wellington Rodrigues, o militar Carlos Augusto Fecury Sydrião Ferreira, padre Pedro Vicente, pastor Neto Nunes, o técnico Marcelo Veiga, o radialista e empresário Normando Sóracles e os mestres da cultura Raimundo Aniceto e Luciano Carneiro. Eles e tantos outros conterrâneos fazem parte da trágica estatística que se concretizou na última sexta-feira, 1º de janeiro de 2021: o Ceará ultrapassou as 10 mil mortes por Covid-19.

Mais de 10 mil vidas ceifadas pelo coronavírus só no Estado. Com elas, pais, mães, maridos, esposas, filhos, tios, sobrinhos, primos, amores e amigos em luto. Até 21 de dezembro de 2020, segundo a Secretaria da Saúde do Ceará, 1.836 Marias, 1.028 Franciscos e 1.013 Josés haviam sido vítimas da doença. Já o Brasil soma mais de 195,4 mil óbitos desde o início da pandemia, com o primeiro caso confirmado pelo Ministério da Saúde, em 26 de fevereiro.

Enquanto a população segue na expectativa pelo início da campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil e no Ceará para que ainda mais mortes sejam evitadas, há quem desdenhe dessa tragédia. Há quem siga promovendo ou comparecendo a festas, aglomerando em bares e restaurantes e se recusando a utilizar máscara. Quando vejo ou escrevo sobre cenas como essas, sinto um misto de indignação com descrença na capacidade de as pessoas pensarem no coletivo.

Ao contrário do que alguns seguidores — não só do O POVO — nas redes sociais expressam em comentários, a imprensa não torce pelo vírus nem gosta de noticiar as mortes causadas por ele. Mas é nosso papel falar cotidianamente sobre a pandemia e não deixar que esse cenário caia no esquecimento ou seja naturalizado a ponto de as vítimas tornarem-se apenas números. Que 2021 traga, ao menos, mais consciência para quem ainda nega a gravidade do que atravessamos há mais de nove meses.

 

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