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Aprece recomenda que prefeituras do Ceará atuem coletivamente para garantir vacina

| COvid-19 | Nilson Diniz defende uma estratégia unificada para que todos os municípios tenham as demandas prioritárias atendidas
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NILSON Diniz afirma que prefeituras e Governo do Estado têm trabalhado em plano operacional (Foto: Deísa Garcêz/Especial para O Povo)
Foto: Deísa Garcêz/Especial para O Povo NILSON Diniz afirma que prefeituras e Governo do Estado têm trabalhado em plano operacional

A Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) não recomenda que as prefeituras do Ceará ajam de forma isolada para garantir aquisição da vacina contra o coronavírus. O presidente da entidade, Nilson Diniz, comentou assunto em entrevista na rádio O POVO/CBN Cariri na manhã desta segunda-feira, 11.

Diniz diz acreditar que a compra do imunizante deve ser um processo coletivo e ações individuais podem comprometer a logística da distribuição da vacina e causar transtornos financeiros. "Não vai ter vacina para todo mundo. Não há como pensar de maneira isolada. Não é questão só financeira, é de estruturação", disse.

De acordo Diniz, caso o Governo Federal não tome a frente do processo, os municípios devem se alinhar com o Governo do Estado para trazer o imunizante.

A ideia é que, juntos, possam ver qual a melhor logística possível e conseguir que a vacina chegue nos grupos mais vulneráveis para diminuir logo a taxa de mortalidade no Ceará, que já passa dos 345 mil infectados.

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NILSON Diniz comemorou resultado da divisão de recursos do megaleilão do petróleo
Foto: Deísa Garcêz/Especial para O Povo
NILSON Diniz comemorou resultado da divisão de recursos do megaleilão do petróleo

Conforme Nilson Diniz contou à CBN Cariri, desde o ano passado as prefeituras e Governo do Estado trabalham um plano operacional para cuidar da chegada do imunizante. Ele projeta que a vacina CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, chegue mais rápido.

"Dentro dessa perspectiva, com trabalho unificado, a gente tem mais eficiência no processo. É preciso unificar esse discurso, criar uma logística boa e uma estratificação para dizer qual percentual da população vai receber e o porquê", afirmou o presidente da Aprece.

Trabalhar de maneira isolada, para ele, traria problemas para os grupos de maior risco de contágio. Diniz defendeu ainda o Sistema Único de Saúde (SUS) na vacinação em massa de cearenses e disse que ele é "extremamente eficaz, basta a gente organizar".

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Negociação

Em reunião na última sexta-feira, 8, representantes do Ministério da Saúde e do Instituto Butantan acertaram que a totalidade das vacinas produzidas pelo laboratório paulista serão adquiridas pelo Governo Federal e incorporadas ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Assim, brasileiros de todo o País receberão a vacina simultaneamente, dentro da logística integrada e tripartite feita pelo Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

O Ministério da Saúde e o Butantan já haviam assinado contrato para a aquisição de 46 milhões de doses da vacina fabricada pelo instituto.

Além da vacina fabricada pelo Butantan, outros imunizantes adquiridos ou em negociação pelo Ministério da Saúde, que tenham aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seguirão o mesmo caminho -  sendo incorporados e distribuídos a toda a população, ao mesmo tempo.

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