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Corpos de Bruno e Dom serão entregues hoje às famílias

| Crime na Amazônia | Polícia Federal conclui perícia, mas continua analisando provas a partir dos exames
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INDIGENISTA Bruno Pereira e jornalista Dom Phillips foram assassinados no último dia 5 de junho (Foto: SERGIO LIMA/AFP)
Foto: SERGIO LIMA/AFP INDIGENISTA Bruno Pereira e jornalista Dom Phillips foram assassinados no último dia 5 de junho

Os peritos do Instituto Nacional de Criminalística de Brasília concluíram ontem os exames nos restos mortais do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. A previsão é de que os corpos sejam entregues hoje às famílias.

A Polícia Federal afirmou que todos os testes realizados confirmaram a identidade de Bruno e de Dom. Em nota, a corporação também confirmou que não há restos mortais de outra pessoa. "Os trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística continuarão nos próximos dias concentrados na análise de vestígios diversos do caso", disse a PF.

Os corpos ficaram seis dias em Brasília. As perícias foram concluídas em prazo bem mais curto do que o padrão em casos de procedimentos semelhantes. Geralmente, os testes duram entre 30 e 60 dias. Os peritos fizeram exames de DNA, impressão digital e antropologia forense - método que analisa características físicas, como estrutura óssea.

 

Com a liberação dos corpos, as famílias poderão organizar as despedidas ao indigenista e ao repórter. O transporte será feito de avião pela PF. Até o momento, os investigadores identificaram oito suspeitos de envolvimento nos assassinatos. Três deles estão presos temporariamente.

O trabalho de investigação continua em duas frentes. No Amazonas, o comitê de crise criado para encontrar Bruno e Dom continua em busca de elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.

O próximo passo é a análise da embarcação usada pelo indigenista e pelo repórter quando eles foram assassinados. O barco, afundado pelos criminosos, foi encontrado na noite do último domingo, 19. Em Brasília, os peritos examinam as provas colhidas a partir dos exames nos restos mortais.

Crime

Bruno Pereira e Dom Phillips desapareceram no dia 5 de junho, na região do Vale do Javari, na Amazônia. O caso ganhou repercussão internacional pela atuação do indigenista brasileiro em projeto de vigilância de aldeias indígenas contra exploradores ilegais e narcotraficantes.

De acordo com os peritos do Instituto Nacional de Criminalística de Brasília, o repórter britânico e o servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai) foram assassinados a tiros de arma usada para caça.

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