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Girão critica "ansiedade" da direita por alianças contra o PT no Ceará
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Girão critica "ansiedade" da direita por alianças contra o PT no Ceará

|Oposição| Sem citar nomes, senador sugeriu que grupos que "se dizem de direita" têm atuado de forma precipitada
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O senador Eduardo Girão em evento de lançamento de sua pré-candidatura ao Governo do Ceará, nesta sexta-feira, 30, no Cariri (Foto: Josué Ernandes/especial para O POVO)
Foto: Josué Ernandes/especial para O POVO O senador Eduardo Girão em evento de lançamento de sua pré-candidatura ao Governo do Ceará, nesta sexta-feira, 30, no Cariri

O senador e pré-candidato a governador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou, sem citar nomes, articulações da direita cearense que, segundo ele, estariam sendo conduzidas com “ansiedade” para formalizar aliança para as eleições. Ele classificou aproximações como uma mistura de “água e óleo” (um sistema heterogêneo e imiscível), para enfrentar o PT nas eleições de 2026.

“Eu não entendo essa ansiedade de alguns setores que se dizem de direita aqui no Ceará, de resolver se juntar com água e óleo para no primeiro turno derrotar o PT”, disse Girão. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 30, durante evento de lançamento de pré-candidatura dele na região do Cariri.

A fala do parlamentar é uma crítica indireta ao grupo de oposição ao governo de Elmano de Freitas (PT), que reúne o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB), hoje aliado de ex-adversários, como o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), e novos líderes da direita no Ceará como o deputado federal André Fernandes (PL).

“Essa ansiedade é para não dar tempo de pensar que não tem nada a ver uma coisa com a outra? Então acho muito estranho alguém ficar chamando o outro de miliciano, de ladrão, de genocida e, hoje em dia, tem gente que ainda cogita em apoiar para derrotar o PT. Vale tudo para derrotar o PT? Como fica depois?”, questionou o pré-candidato durante o evento.

Em 2020, Ciro Gomes acusou Wagner de ser “miliciano”, além de afirmar que o deputado fazia parte de uma “estrutura de bandidos”. Na época, Wagner era candidato à Prefeitura de Fortaleza e entrou com um processo na Justiça contra o ex-ministro. Recentemente, em novembro de 2025, Wagner retirou este e outros dois processos contra Ciro, afirmando que “não faz mais sentido processar Ciro por uma fala que ele reconhece que foi equivocada”.

Também em novembro deste ano, no primeiro evento de pré-candidatura de Girão ao Governo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) defendeu a candidatura do senador e criticou a aproximação do PL com Ciro, até então costurada por André Fernandes.

Na ocasião, Michelle comentou indiretamente sobre Ciro: “A pessoa continua dizendo que a família é de ladrão, é de bandidos, compara o presidente Bolsonaro a ladrão de galinhas, quando fala das joias. Não tem como".

O prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), não compareceu ao evento. Apesar de ter sido companheiro de partido de Girão no Podemos, antes do senador migrar para o Novo, e os dois manterem uma boa relação, Glêdson vem demonstrando aproximação com o grupo de Ciro Gomes

Sobre o prefeito, Eduardo Girão foi evasivo ao comentar a ausência, mas manteve palavras de apoio. “A gente tem um relacionamento, claro, sempre falo com ele. Todos os prefeitos do Estado do Ceará são livres, esse é o tipo de política que a gente acredita”, afirmou. "Deixar a consciência de cada um, a coerência de cada um falar e justificar com a população as alianças feitas".

 

O ex-ministro Ciro Gomes deve cumprir agenda na região do Cariri no dia 7 de fevereiro. Ele é citado por integrantes do grupo oposicionista como nome para liderar projeto contra o governo Elmano. Glêdson foi um dos participantes de reunião de planejamento do evento no último dia 22, o que indica que ele deve fazer parte da comitiva que irá ao evento do tucano. 

 

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