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Com novos bares e programação, Dragão do Mar vive expectativa da retomada de público
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Com novos bares e programação, Dragão do Mar vive expectativa da retomada de público

Novos bares, eventos com milhares de pessoas, programação intensa no Centro Cultural e reforma de praça alçam expectativas positivas para retomada de público do Dragão do Mar em 2026
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FORTALEZA, CE,  BR - 23.12.25  - Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Fco Fontenele/O POVO) (Foto: FOTOS FCO FONTENELE)
Foto: FOTOS FCO FONTENELE FORTALEZA, CE, BR - 23.12.25 - Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Fco Fontenele/O POVO)

Não demorou muito para que, após inauguração oficial em 1999, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) se tornasse referência para a fruição cultural em Fortaleza e no Ceará. Cartão-postal por sua arquitetura imponente, logo ficou marcado pela programação — e pela vida noturna de seu entorno.

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Na região, diversas "tribos" e estilos musicais coexistiram ao longo dos anos. Rock, MPB, forró, reggae, pop e funk se entrelaçavam na extensão geográfica que foi ponto para a boemia em casas como o Órbita Bar, Donna Santa, Acervo Imaginário, Chopp do Bixiga e tantos outros bares e boates.

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Entretanto, assim como o imaginário popular da Cidade atribuiu as memórias afetivas e a referência da vida noturna ao Dragão, também o "condenou" em pechas que passaram a acompanhá-lo. Os problemas estavam ligados principalmente à sensação de insegurança, a falta de policiamento e deterioração da infraestrutura.

O fluxo de visitantes diminuiu nos últimos anos em comparação ao seu auge. Casas noturnas e bares foram fechando em diferentes épocas. Outras foram criadas, mas não resistiram as intempéries. Em 2026, porém, as perspectivas parecem apontar para outro rumo: a volta da efervescência do Dragão do Mar.

Afinal, novos estabelecimentos surgem na região, será entregue por completo a reforma da Praça Almirante Saldanha e eventos prometem ocupar o centro cultural e o entorno. Esses passos se intensificaram no final de 2025, com realização da ExpoFavela e do Festival da Diversidade e o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR).

Outra questão foi a abertura parcial da Praça Almirante Saldanha, onde está o CDMAC. A área de 24 mil m² passou pela demolição de estruturas antigas, recuperação de equipamentos, preparação e compactação do piso, instalação elétrica e concretagem do novo piso. Até o final de janeiro, serão implantados bancos, lixeiras, luminárias, mudas de plantas, pintura, academia ao ar livre e brinquedopraça.

O momento agrega a chegada de novas casas. Uma delas é o Lambe Lambe Bar - localizada na rua José Avelino, número 387. Aberto sexta-feira e sábado, das 20h à 1h, o estabelecimento se define como um "bar de calçada", mas também conta com espaço interno que pode servir como boate e área para eventos. Ele ocupa hoje o imóvel que um dia foi lar para a Music Box.

De acordo com Matheus Franklin, um dos nomes à frente do "bar de calçada", o empreendimento foca em apresentações de DJs, mas posteriormente há interesse de levar festas para o Lambe Lambe. Noite de show com participação de drag queens, noite do samba e noite da brasilidade são alguns dos exemplos de programação. A depender do fluxo, a ideia é abrir nas quintas-feiras

"O Lambe Lambe tem programação a ver com o Dragão do Mar, com essa pegada de festa. Em janeiro queremos colocar o projeto de começar a noite como bar e se transformar em uma festa, como era a Music Box", define Matheus.

O projeto poderia ter saído do papel anos atrás, mas a pandemia e a "decaída do Dragão do Mar" quanto ao fluxo e a insegurança atrasaram os planos. Posteriormente, a reforma da praça obrigou os donos a esperarem um pouco mais pela inauguração. Segundo Franklin, o Lambe Lambe quer ser também uma base (ou um "esquenta") para as casas noturnas da região.

Há pontos a serem melhorados em sua avaliação, como o sentimento de insegurança, pois alega frequência insuficiente de policiamento na área. Mesmo diante dos desafios anteriores à estreia do bar, o proprietário vislumbra um futuro positivo: "Acredito que o ponto de virada do Dragão é esse. Ou ele começa 2026 mudado, trazendo as pessoas de volta para a praça para vivenciar o Dragão do Mar, ou não tem mais jeito".

E completa: "A praça está muito bonita. Tem iluminação, falta a questão da segurança ainda, mas as pessoas que amam o Dragão resistem por gostar daquele espaço e da história construída ali. Acho que 2026 vai ser o ano chave para ele voltar a ser o que era. Tem casa resistindo desde a pandemia esperando por esse retorno", analisa.

O clima de "retorno" é simbólico para uma casa em particular: o Gandaia Club. Após o encerramento das atividades do Fuzuê Club, o Gandaia volta ao local onde esteve até 2023. O estabelecimento retorna ao Dragão para temporada de três anos, funcionando até 2029, após focar em produção de festas em São Paulo. A boate reúne festas como "Fica, Vai Ter Pop!", "Amem", "Superafim", "Queens of Pop" e "PopStalgia". A previsão de estreia é março.

Ao lado do Gandaia Club, o espaço que já foi ocupado pelo Gandaia Bar também tem previsão de receber novo empreendimento. Um dos condutores da iniciativa é Leco Lima, sócio-proprietário da Valentina Club (que também funciona no Dragão do Mar), da Amsterdam e do antigo Gandaia Bar.

Como relata, os proprietários esperavam o término da reforma da praça para começar a investir no espaço. Leco afirma que há possibilidade de inauguração após o Carnaval. Sua experiência se acumulará para mais um estabelecimento na região. "Vimos oportunidade nesse novo Dragão, com seu ressurgimento, a reforma da praça e muitos negócios sendo colocados. Acho que vai ser um espaço muito bem aproveitado", indica.

Suas principais lembranças do Dragão do Mar no auge remetem à uma memória coletiva: "O Dragão era aquele fervor. Se você falava de noite em Fortaleza era no Dragão do Mar. É bem nostálgico. Estou torcendo muito para que volte ao que era. As coisas estão caminhando para isso".

Enquanto um estabelecimento inaugurou recentemente e outro retornará ao Dragão do Mar, há um espaço com estreia marcada para o próximo fim de semana. É o caso do Skina de Ksa, que ocupará, a partir de sábado, 10, o imóvel que por mais de 20 anos foi a casa do Chopp do Bixiga. O empreendimento é voltado para karaokê, música ao vivo e gastronomia.

A entrada do Skina de Ksa no Dragão do Mar é uma expansão de suas atividades, pois atualmente conta com a matriz na Rua dos Tabajaras, na Praia de Iracema. Uma das novidades prometidas é a oferta do chopp de vinho, bebida que ficou consagrada no próprio Chopp do Bixiga - estabelecimento que fechou as portas em 2023.

Uma das proprietárias do Skina de Ksa, Silvia Medeiros Valentim afirma que o interesse em abrir uma unidade no Dragão do Mar ocorreu após a percepção de que o espaço na Rua das Tabajaras havia ficado "pequeno para atender o público". "No Dragão do Mar, vimos uma boa oportunidade de ampliar nosso estabelecimento. É um ambiente bem conhecido e um ponto turístico. Com a revitalização (da praça Almirante Saldanha), somamos para movimentar ainda mais essa área, trazendo novos públicos", explica.

Silvia deseja que seja oportunidade para "voltar a ter fluxo maior de pessoas no Dragão do Mar". "Acredito que isso já está se tornando realidade. O Dragão do Mar está voltando a ser o que era antes. Espero que possamos fazer parte dessa nova fase levando muito entretenimento", pontua.

Nos últimos anos, em meio a movimentos de idas e vindas de clubes noturnos, um estabelecimento que se manteve na região foi o Kosmika Club. Inaugurado em 2022 no imóvel onde existia o Órbita Bar, o espaço atravessou períodos marcados por fechamentos de casas noturnas e a própria reforma da Praça Almirante Saldanha.

"Faltava público e estrutura ao nosso redor. Ficamos ansiosos pela inauguração da praça na esperança de que aquecesse a vida noturna, que sempre foi muito forte no Dragão do Mar", compartilha Darlivan Almeida, um dos proprietários do Kosmika. Como relata, no período inicial pós-pandemia o público lotava a praça, mas o movimento passou a cair. Ele compreende ser necessário mais segurança no local e cita a retirada de estrutura para a Polícia Militar na praça.

Tiago Ranieri, outro proprietário da boate, ressalta que a praça ainda precisa de adaptações, mas "antes era um lugar abandonado e agora está no calendário de grandes eventos que movimentam a região".

Diante disso, dá para dizer que o Dragão está voltando a ter efervescência de antes? Para Ranieri, é preciso mais tempo para chegar a uma conclusão definitiva. Um aspecto, porém, é certo: a movimentação está diferente.

 

Números

Cerca de 10 mil pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo participaram do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR Ibero-América). Foram 350 empreendedores. Na ExpoFavela, mais de 23 mil pessoas passaram pelo Dragão do Mar ao longo do evento, segundo a organização.

O centro cultural

Inevitavelmente, as discussões em torno do que ocorre em torno do Dragão do Mar também afetam, por tabela, seu centro cultural. Como dito ao Vida&Arte em 2023 pela então gestora Helena Barbosa, "o Dragão é um equipamento que se confunde muito com a rua". Por isso, por mais que tenha programação pulsante, a sensação de esvaziamento da área ao seu redor impacta frequentemente a percepção sobre o prédio.

Nos últimos anos, a gestão do espaço tem se preocupado em promover ações que dialoguem com as áreas circunvizinhas, a exemplo do programa "Da Ponte Pra Cá" e do Núcleo de Articulação Territorial (NAT), criado para realizar atividades com comunidades vizinhas.

Se em 2025 a praça Almirante Saldanha esteve em reforma, é possível dizer que o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) também passou por manutenções. Em agosto, foram recuperadas estruturas metálicas da passarela, além da reestruturação da fachada e teto do Café Santa Clara.

Houve também pintura de ambientes internos e externos e impermeabilização de lajes, tetos e pisos. O Museu da Cultura Cearense (MCC) e o Museu de Arte Contemporânea (MAC) foram alguns dos equipamentos do CDMAC atravessados pelas obras. "O aspecto de infraestrutura é um ponto que faz as pessoas voltarem a acessar o espaço", enfatiza Camila Rodrigues, atual superintendente do CDMAC.

Como lembra a gestora, agosto foi marcado pela retomada de atividades importantes na programação do CDMAC, a exemplo das temporadas cênicas (teatro, dança e circo) para atender a uma demanda recorrente da classe artística.

Nas terças-feiras, segundo Camila, há grande público circulando no equipamento. O Cinema do Dragão também tem tido crescente de espectadores a partir de mostras importantes. Outra linguagem contemplada foi a música instrumental com o retorno do projeto Pôr do Som, com parceria da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual do Ceará (Osuece) e da Koisa&Tao.

"Estamos em uma crescente com o investimento nas linguagens artísticas desde agosto. As expressões populares também voltaram para o Dragão do Mar com o programa Dragão das Encantarias. Os maracatus, afoxés e as culturas afro têm um investimento específico agora no Dragão do Mar", indica a superintendente.

A ocupação dos espaços do Centro Dragão do Mar também se deu a partir de eventos como o MICBR, a Expofavela e o Festival da Diversidade, que atraíram milhares de visitantes e de profissionais do mercado das indústrias criativas. Exposições de grande porte, como a Bloco do Prazer, contribuíram para maior fruição de público.

Vale mencionar shows como o de Mano Brown na Praça Verde em novembro como incentivadores de fluxo. "O Dragão do Mar voltou a ser a edificação-cidade, um local de fruição e de encontro entre as pessoas e a artes. Estamos muito felizes com esse momento", diz a gestora, e destaca as expectativas para o CDMAC em 2026: "Aumentar a circulação de pessoas e oferta de atividades que o Dragão do Mar pode oferecer".

 

Vem aí

O imóvel onde funcionava o Complexo Armazém será transformado em uma casa de música para absorver diversos estilos. O espaço será totalmente reformado. O quadro de diretores conta com empresários já conhecidos na cidade nos segmentos do forró, sertanejo, pop e rock. Haverá também uma casa de rock no imóvel onde ficava o Reggae Club, vizinho ao Armazém. As informações foram adiantadas com exclusividade ao Vida&Arte por um dos responsáveis do grupo à frente dos empreendimentos.

A visão de quem foi

Em um lado, proprietários de estabelecimentos no entorno do Dragão do Mar. Em outro, lojistas e profissionais à frente do centro cultural. De forma alguma essas perspectivas se excluem. Entretanto, para falar sobre os sentimentos ligados a esses espaços, a equação solicita outra variável: a de quem os visita. Afinal, abordar um possível "retorno" do Dragão do Mar envolve diretamente o público.

Nesse leque, há quem vá somente para as casas noturnas e há quem deseje também passear pelo CDMAC. Esse último caso é parte da rotina da psicóloga Lisiane Forte. Em novembro, foi ao Cinema do Dragão para assistir ao filme "O Agente Secreto". Ela gosta de frequentar o cinema pela sua curadoria.

A profissional visitava o Dragão do Mar quando ele estava no auge. Para ela, o mais marcante foi vê-lo como "um lugar que educa a visão". "Você entrava pela curadoria (programação) e saía com a cabeça mexida, deslocada do automático. Fortaleza precisa desses espaços que não tratam a cultura como enfeite, mas como experiência que reorganiza por dentro", avalia.

Em sua opinião, a reforma na praça melhorou o entorno do CDMAC. Para Lisiane, "ficou mais caminhável e mais claro por onde se passa", além de estar com "ar de cuidado", o que muda a disposição de permanecer no local. Entretanto, chama atenção para a segurança, aspecto ressaltado ao longo dos anos por proprietários de casas noturnas e pelo público.

"Acredito que segurança não é só a sensação. O desenho urbano ajuda (iluminação, áreas mais abertas, trajetos mais definidos), mas o que vejo consolidar segurança é o que vai se sustentar no cotidiano… manutenção regular, limpeza, presença de equipes, fluxo constante de pessoas e uma programação cultural que mantenha o entorno vivo, além de políticas públicas no território", enfatiza.

Ela acrescenta: "O imaginário não muda na mesma velocidade que a reforma. Mesmo quando o espaço melhora, ainda existe uma memória coletiva de risco, um hábito de cautela, que só vai se deslocando com tempo, repetição de experiências positivas e constância de ocupação".

Diante disso, ao ser questionada se acha que este é um novo momento para o Dragão do Mar e que o movimento de antes retornará, Lisiane destaca que até pode ser uma nova fase, mas não exatamente a volta do que um dia o espaço já foi, "porque a Cidade mudou e o modo de ocupar o Centro também".

"O que dá certo agora é programação consistente, comunicação que convide diferentes públicos, cuidado com o entorno e uma política de manutenção e segurança que não seja só reação ao problema. Se isso acontecer, o Dragão volta a cumprir a função mais importante: ser um lugar onde Fortaleza encontra repertório, se reconhece e não fica fora do circuito cultural", pontua.

 

O Dragão e as lojas

Para além de espaços como o Cinema do Dragão, o Anfiteatro e os museus, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) é formado por lojas que contribuem para a circulação no equipamento. Seis empreendimentos preenchem o local, desde livraria a loja de artesanato.

Segundo Camila Rodrigues, superintendente do CDMAC, a gestão mantém "relação estreita de diálogo com todas as lojas", desde compreender suas demandas de espaço a realizar eventos em conjunto. Um exemplo é o "Dragão no Andar de Cima - Vitrine Criativa", evento que transforma o espaço da Varanda dos Museus e o passeio das lojas em um ponto de encontro.

A iniciativa, cuja primeira edição ocorreu em junho de 2025, é realizada no primeiro sábado de cada mês e reúne lojas parceiras do Dragão e artistas convidados para a divulgação e comercialização de produtos autorais. Evidentemente, maior circulação de pessoas no CDMAC e no entorno contribui para maior visitação às lojas. Por isso, eventos são importantes para aumentar o fluxo, e a reforma na Praça Almirante Saldanha tende a facilitar essa movimentação.

Talles Azigon, proprietário da editora e livraria Substânsia, analisa a conjuntura: "Como lojistas, esperamos que as atividades continuem para gerar esse fluxo de público. Conseguiremos ter visão mais realista sobre a movimentação após um tempo, mas acho que há mais movimento, sim. As pessoas em Fortaleza são muito ligadas a tentar entender o que está acontecendo de novidade".

Talles, também poeta, viveu por muito tempo o "lugar nostálgico" ao qual as pessoas se referem quando se fala do Dragão do Mar. Hoje, aos 36 anos, vê com esperança a possibilidade do retorno a um maior movimento: "Quem ganha é a Cidade. Com a reforma da praça, está muito legal, interessante e bonito. Para nós, que estamos no Dragão, é muito bom, porque entendemos que houve redução de fluxo tanto de turistas quanto de moradores pela dificuldade de achar as entradas (durante a reforma). Do modo que está agora, com todos os acessos liberados, a tendência é uma ocupação muito forte".

O artista visual Júnior Pimenta, da loja Reticências, percebe aumento no fluxo de pessoas no Dragão nos últimos meses, principalmente após a reforma da praça. Ele relata comentários compartilhados por visitantes: há pessoas que não iam o Dragão há dez anos e se sentiram felizes ao ver as mudanças.

Segundo Júnior, houve alterações nos horários de visitação aos museus — frequentadores reclamavam que os espaços fechavam bastante cedo. Pós-reforma, percebe aumento nas vendas em comparação ao período anterior às obras. A esperança, segundo ele, é de que o fluxo cresça em 2026: "Quando reabrir restaurantes nos arredores haverá mais movimento e quanto mais gente na rua até a sensação de segurança melhora, com mais pessoas ocupando a Cidade".

 

A insegurança noDragão

O tópico da insegurança na região do Dragão do Mar foi levantado em dois momentos nesta reportagem, tanto por parte de proprietário de casa noturna quanto de quem visita. Diante disso, o Vida&Arte entrou em contato com a Polícia Militar do Ceará (PMCE) para saber se há efetivos atuando fixamente na área e quais medidas estão previstas para a diminuição da sensação de insegurança no local.

Por meio de nota, a PMCE afirmou que o policiamento no entorno do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) ocorre de forma contínua por meio do Policiamento Ostensivo Geral (POG), Força Tática (FT), motopatrulhamento, ciclopatrulhamento e Base Móvel do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM).

Além disso, informou que a região conta com motopatrulhas e viaturas do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) e com o reforço de efetivo especializado. Alguns exemplos são o Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE), o Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) e o Comando de Policiamento de Choque (CPChoque). A PMCE pede que sempre que um cidadão for vítima de qualquer crime registre o Boletim de Ocorrência em uma delegacia da Polícia Civil.

 

FORTALEZA-CE, BRASIL,27.11.2025: Centro cultural Dragão do Mar após reforma.  (Fotos: Fabio Lima/OPOVO)
FORTALEZA-CE, BRASIL,27.11.2025: Centro cultural Dragão do Mar após reforma. (Fotos: Fabio Lima/OPOVO)

E os food trucks?

Com a requalificação da Praça Almirante Saldanha, um imbróglio se formou entre os permissionários de food trucks que ocupavam o espaço e a Prefeitura de Fortaleza. Eles não poderão mais ocupar o local. Segundo Adams Gomes, titular da Secretaria Regional 12, que atende ao Dragão do Mar, a legislação municipal não permite food trucks em cima de praças.

O secretário destaca que o intuito é cumprir um modelo ordenado de ocupação e que se adeque às leis municipais. Para resolver o impasse de onde ficariam os vendedores, reuniões foram feitas entre as partes interessadas. De acordo com Adams Gomes, após diálogos entre a Prefeitura e o Governo do Estado, ficou acertada a instalação dos permissionários em uma estrutura fixa localizada na lateral entre a Praça do Dragão e a Praça Verde.

"O nosso intuito é de fechar a rua José Avelino na sexta, sábado, e domingo à noite para criar uma grande rua de entretenimento, já que, com a reforma da praça, várias das boates do Dragão do Mar já tinham abertura para a José Avelino", indica. A previsão de entrega é em maio. Enquanto isso, os comerciantes trabalham em uma das ruas nos arredores do Dragão. Os vendedores ambulantes de bebidas ainda tiveram suas situações definidas.

 

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