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Colunista do O POVO, Alan Neto é o mais polêmico jornalista esportivo do Ceará. É comandante-mor do Trem Bala, na rádio O POVO/CBN e na TV Ceará. Aos domingos, sua coluna traz os bastidores da política e variedades.

Alan Neto esportes

Ceará e Fortaleza tropeçam nas próprias pernas

Tipo Análise
Robson em duelo entre Internacional e Fortaleza pelo Brasileirão, no Beira-Rio.  (Foto: Samuel Andrade /Fortaleza EC)
Foto: Samuel Andrade /Fortaleza EC Robson em duelo entre Internacional e Fortaleza pelo Brasileirão, no Beira-Rio.

CEARÁ empata no Castelão e Fortaleza perde para o Internacional, no Beira-Rio, na reta final do jogo. O empate, mesmo que fosse a repetição do 0x0 de um dia antes, partida do Ceará, teria premiado a ruindade dos dois times. Internacional aproveitou uma das raras chances, muito mais pela inestimável colaboração da falta de atenção da defesa do que pelos méritos da equipe gaúcha.

FORTALEZA, contudo, foi castigado pelas chances desperdiçadas até onde quatro dedos da mão deram. A partir daí deixei de contar. Tricolor não perdeu sua forma de atuar, sempre em busca do gol, fórmula que os adversários já aprenderam. Nem sempre atacar em demasia significa domínio de uma partida, principalmente se a pontaria dos atacantes não funcionam, aliada a pressa em querer balançar as redes.

MENOS QUE o Internacional tenha uma grande equipe, mesmo atuando dentro do Beira-Rio. Vai longe esse tempo. Venceu o Fortaleza, tudo bem, embora não tenha sido superior à equipe tricolor. Quem mandou as chances surgidas não terem sido aproveitadas? Falta de pontaria ou ansiedade em tentar liquidar a fatura, antes que o adversário arrumasse suas peças em campo?

HÁ no Fortaleza do argentino Vodjova a vontade desmedida de tentar vencer o jogo, quanto mais cedo melhor. Este caminho além de perigoso, tem duas vias. A primeira delas, a ansiedade que a de todos toma conta. A segunda, a de que enfrentando um adversário que atua em seus domínios há que se ter a precaução necessária. Aquela que a lição mais elementar do futebol ensina. Qual? A de estudar os pontos mais nevrálgicos de quem vai ter pela frente.

POUCO A VONTADE


O QUE se deu pra perceber claramente é a de que, mesmo atuando em casa, o Colorado esteve pouco à vontade pra tomar a iniciativa das rédeas do jogo. Podia ter sido seu erro fatal, não fora a falta de pontaria dos atacantes tricolores. Simples exemplo - Ângelo Henriquez perdeu a melhor oportunidade de balançar as redes favorável ao Fortaleza. Aliás, sua pontaria precisa ser recalibrada.

ADICIONE-SE mais um outro detalhe. Qual? Esperava-se, por exemplo, que Vodjova fosse repetir a mesma formação que enfrentou e venceu, aqui, o São Paulo pela Copa do Brasil. Elementar - se o figurino tático tinha dado certo que ele fosse repetido.

PARECE não ser do gosto de Vodjova estar repetindo a mesma formação de um jogo para o outro. Essa mania de ficar sempre mudando a equipe, aparecendo sempre com um elemento surpresa não pode funcionar sempre. Uma equipe bem entrosada, repete-se a mesma formação duas ou três vezes seguidas até o entrosamento se fixar de vez. Mexe-se aqui, improvisa-se acolá, os caminhos tendem a desandar.

VITÓRIA do Internacional, mesmo não sendo justa, nem merecida, deveu-se muito mais a colaboração de bola errada de Edinho da qual se aproveitou o Inter para, em contra-ataque rápido, marcar seu gol da vitória de 1x0. Depois daí, mesmo buscando ao menos o empate, as forças do Fortaleza já estavam exauridas.

DOIS TIMES PARECIDOS

SABEM aquele tipo de jogo em que duas equipes vão a campo sem a menor vontade de vencer? Aconteceu no empate (0x0) entre Ceará x Santos. Dois times parecidos, inclusive e principalmente, em ruindade. Se o Ceará trocou de técnico recentemente, a equipe santista também trocou. Um pelo outro, por enquanto, nenhum de volta.

MUDANÇAS prometidas pelo técnico Tiago Nunes, principalmente de tornar o Ceará um time mais agudo e agressivo, por enquanto nada foi demonstrado. Introduziu, sim, algumas mudanças, cujos efeitos nem com o auxílio de uma lupa consegue se detectar. O Alvinegro carece de atacante de área, defeito que não é de agora. Não consegue ter uma meia de ligação, entre defesa e ataque. As experiências feitas redundaram em fracasso. O futebol de Vina nem com a mudança da cor do cabelo mudou. Alguém pra chutar em direção ao gol é outro enorme sacrifício. Sai Jael entra Cléber. Vale morrer?

QUANTO ao Santos não passa de uma equipe opaca, sem qualquer brilho. Ninguém que faça a diferença. Seu objetivo é muito claro - vai a campo pra tentar não perder e o empate na casa do adversário está de bom tamanho. Resumindo o que aconteceu no Castelão: Ceará e Santos atravessariam a noite, entrariam pela madrugada, amanheceriam o domingo e jamais sairiam daquele 0x0 insípido e insosso de dois times ruins de doer.

 

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