Jornalista, repórter especial do O POVO, tem mais de dez anos de experiência em jornalismo econômico
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Não dá mais para adiar o debate sobre o fim da escala 6x1 no Brasil. A precarização do trabalho e o impacto sobre a saúde mental de trabalhadores que atuam em funções-chave para a economia do País sinalizam o limite já atingido e o Governo Federal parece ter enxergado isso.
Uma nova investida capitaneada, desta vez, pelos ministros Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) atestam o interesse político nas vésperas das eleições de 2026, o que também pressiona o Congresso a não se esquivar sobre o tema.
Os dois chegaram a citar o relatório do deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE), relator da Subcomissão da Escala 6x1, o qual propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, mas mantém a escala 6x1. A meta dos ministros mira 36 horas de trabalho por semana, com quatro dias de expediente e três de folga (4x3).
Na certa, miram o meio termo de 5x2 e 40 horas semanais. Este é o modelo mais adotado nas experiências de trabalho que puseram fim à escala 6x1. Exemplos práticos cujos resultados apontaram sucesso. A 4 Day Week Brazil se aproximou da proposta dos ministros e indicou ganhos mútuos ao término da experiência de 12 meses.
A lista é expressa em números e, segundo eles, os trabalhadores relataram: 84% avaliaram sua saúde mental como boa ou excelente; 93% relataram mais colaboração entre equipes; 97% passaram a priorizar o que realmente importa; 76% perceberam mais criatividade e inovação, e houve queda de até 59% em sintomas de exaustão emocional.
Hoje, profissionais dos setores de comércio e serviço, principalmente, exercem as funções na escala 6x1. Mas outros trabalhadores de áreas tão importantes quanto, como seguranças e enfermeiros, já têm expedientes diferenciados, acordados entre os sindicatos patronais e com ganhos para os dois.
Ou seja, há exemplos funcionais do fim da escala 6x1 e é essencial tocar esse debate, calcular ganhos e perdas e modelos com centrais sindicais e confederações patronais. Não dá para mais adiar.
por cento foi o crescimento dos microempreendedores individuais no Ceará entre janeiro e dezembro de 2025, segundo atesta a plataforma da Receita Federal. O número de profissionais neste setor saltou de 442.672 para 476.204 no período. No Estado, a maioria (34.121) é do CNAE 4781400, que é o referente ao comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios. A principal vocação da economia local lidera a lista que ainda tem com mais de 20 mil inscritos: cabeleireiros, manicure e pedicure (27.945); minimercados, mercearias e armazéns (22.953); e promotores de vendas (20.738).
milhões de reais foi o investimento da Medicar na primeira clínica cardiológica do Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. Instalado no Shopping BuenaVista, a expectativa dos sócios - os médicos cardiologistas Gabriel Albuquerque e Jair Alves Pereira - é realizar 1,5 mil consultas, 1 mil ecocardiogramas, 500 testes ergométricos por mês, o que ancora a projeção de um faturamento mensal entre R$ 400 mil e R$ 500 mil.
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