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Ceará atrai duas novas indústrias de beneficiamento de rochas
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Jornalista, repórter especial do O POVO, tem mais de dez anos de experiência em jornalismo econômico

Ceará atrai duas novas indústrias de beneficiamento de rochas

Unidades de exploração são planejadas para a Região Metropolitana de Fortaleza e para a Uruoca e soma R$ 100 milhões em investimentos
Tipo Opinião
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EXPORTAÇÃO de blocos são maioria no Ceará (Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE EXPORTAÇÃO de blocos são maioria no Ceará

O setor de rochas ornamentais do Ceará promete mais um ano de expansão em 2026, a partir da chegada de mais duas unidades industriais de beneficiamento cujos investimentos somam R$ 100 milhões. A primeira já entra em operação até junho, enquanto a segunda inicia as atividades no segundo semestre. É parte dos preparativos para mais uma temporada de recordes após dez anos sucessivos de crescimento nas exportações, como destaca a esta coluna Carlos Rubens Alencar, presidente do Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Ceará (Simagran-CE).

“As duas unidades corresponderão a investimentos de aproximadamente R$50 milhões cada, totalizando R$100 milhões. A industrialização vai agregar valor ainda mais às nossas exportações, que até então, 80% pelo menos, tem sido de blocos. E temos muitos projetos novos, muitas áreas novas de materiais para entrar no mercado e certamente o setor mineral”, projeta.

Carlos Rubens destaca um ponto crucial para a evolução do setor: o beneficiamento. A exportação em blocos é a maioria na movimentação, mas enviar essas pedras laminadas, prontas para a aplicação em pisos, revestimentos e obras em geral traz mais tecnologia ao Ceará e atribui valor a produtos cada vez mais cobiçados no exterior.

Há, ao menos, 10 anos, o Simagran mirava a atração de empreendimentos do tipo para o Ceará, chegou-se a falar em um polo de laminação de pedras na ZPE do Ceará, mas as duas unidades mencionadas por ele são as primeiras iniciativas concretas.

RMF e Uruoca

Sem revelar os investidores, ele aponta os locais de instalação das plantas como estratégicos. Uma das fábricas fica localizada na Região Metropolitana de Fortaleza, onde estão as principais empresas de logística - especialmente portuária, o modal que movimenta essas cargas. Já a segunda fica em Uruoca, cidade de maior produção de rochas ornamentais do Ceará.

As indústrias devem beneficiar quartzitos, granitos e mármores extraídos do subsolo cearense e “a produção será 70% para exportação, sobretudo Estados Unidos e Oriente Médio”, segundo Carlos Rubens. Estes destinos já consomem parte da produção cearense e mais essa negociação deve equilibrar a divisão entre os países.

Hoje, a Itália é a principal compradora das rochas cearenses, mas a China saltou para a terceira posição em um movimento que representou uma alta de 300% na compra de quartzitos do Estado.

Destaque nacional

O desempenho do Ceará também foi atestado pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas, que calculou um crescimento dez vezes maior dos que os principais polos de exploração de rochas do Brasil e se consolidou como “o principal vetor de expansão do setor no país”.

Ao mesmo tempo que o Ceará registrou um avanço de 141% no ano passado, os mercados do Espírito Santo e da Bahia, respectivamente primeiro e segundo em tamanho, avançaram 12,2% no período.

"Os números nos impressionaram, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, que provocou quedas relevantes nas exportações de granitos, mármores e ardósia. Esse movimento reforça a posição do estado como polo emergente no setor de rochas e aponta para novas perspectivas de crescimento nos próximos anos", afirma Tales Machado, presidente da Centrorochas.

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