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De tédio ninguém morre em 2026
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Guilherme Gonsalves escreve sobre política cearense com foco nas atuações Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) e Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), mostrando os seus bastidores desdobramentos no jogo político e da vida do cidadão. Repórter de Política do O POVO, setorista do Poder Legislativo, comentarista e analista. Participou do programa Novos Talentos passando pelas editorias de Audiência e Distribuição e Economia, além de Política. Também escreve sobre cinema para o Vida&Arte

De tédio ninguém morre em 2026

Eleições presidenciais, para o Congresso Nacional e legislativos estaduais, além de uma acirrada disputa no Ceará vão gerar fortes emoções no ano ano que começa agora
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LULA e Flávio Bolsonaro são os mais bem colocados nas pesquisas (Foto: Ricardo Stuckert/PR e Evaristo Sá/AFP)
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Evaristo Sá/AFP LULA e Flávio Bolsonaro são os mais bem colocados nas pesquisas

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Enfim chegamos a 2026, um ano que promete não deixar nenhum, seja entusiasta ou não dos eventos que se avizinham, ficar entediado. Em outubro teremos eleições que definirão o presidente da República e os nossos representantes no Congresso Nacional.

Além disso, temos ainda uma Copa do Mundo disputada pela primeira vez em três países diferentes. Estados Unidos da América, México e Canadá. Este, talvez seja o torneio mais político de sua história, vide o protagonismo ianque com o seu presidente nada discreto, Donald Trump.

Lula em mais uma eleição

Desde a redemocratização brasileira, o PT esteve pelo menos em segundo lugar. Lula em 1989 quando perdeu para Fernando Collor, 1994 e 1998 para Fernando Henrique Cardoso. A primeira vitória petista veio em 2002 e de lá até 2014 uma hegemonia.

Lula se reelegeu com índices de aprovação recorde e fez sua sucessora Dilma Rousseff até que em 2016 ela sofreu impeachment na soma de diversos desgastes de quatro mandatos de um mesmo partido.

Em 2018, mesmo com o PT em sua pior fase e Lula preso, Fernando Haddad chegou ao segundo turno sendo derrotado por Jair Bolsonaro. Quatro anos mais tarde, Lula, já solto, derrota Bolsonaro.

 

Lula x Bolsonaro 2

Tudo leva a crer que o presidente disputará novamente uma eleição. Isso mostra duas coisas principais: a longevidade de uma das maiores lideranças políticas do país, se não a maior, mas a falta de um sucessor dentro do próprio PT.

Bolsonaro está preso e inelegível e apontou o seu primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para concorrer ao posto. Não foi o sucessor que muitos esperavam, mas fato é que a voz conservadora brasileira apontou uma.

O poder do Congresso

O foco não deve ser "apenas" com o presidente da República. A eleição para deputados estaduais, federais e senadores tem um peso tão grande quanto.

Com as configurações que o país vive, um presidente está refém da sua relação com os 513 deputados federais e 81 senadores. Um presidente do Senado ou da Câmara dos Deputados pode barrar projetos e complicar a vida de um governo. Lula tem sentido isso.

O foco da oposição é eleger senadores. Faz sentido. Pela Casa Alta se pode pautar impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e rever projetos da Câmara dos Deputados. Caso faça uma ampla maioria, a direita e extrema-direita imaginam "enquadrar" o Judiciário ou inviabilizar um quarto governo Lula.

Elmano, Ciro e Camilo (Foto: FÁBIO LIMA/ DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO)
Foto: FÁBIO LIMA/ DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO Elmano, Ciro e Camilo

A briga no Ceará

A disputa no Ceará deve ser animada. O atual grupo, já há 20 anos no poder, busca um recorde de hegemonia, hoje liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT) tendo também o ministro Camilo Santana (PT) e o senador Cid Gomes (PSB) como principais forças.

O governo deve encarar um velho conhecido que já fez parte deste mesmo grupo, o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Junto com ex-adversários como Capitão Wagner (União) e André Fernandes (PL), a oposição se articula para fazer uma eleição disputada, algo que não é de costume no Ceará.

 


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