Guilherme Gonsalves escreve sobre política cearense com foco nas atuações Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) e Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), mostrando os seus bastidores desdobramentos no jogo político e da vida do cidadão. Repórter de Política do O POVO, setorista do Poder Legislativo, comentarista e analista. Participou do programa Novos Talentos passando pelas editorias de Audiência e Distribuição e Economia, além de Política. Também escreve sobre cinema para o Vida&Arte
Foto: Oliver Contreras / AFP
O presidente dos EUA, Donald Trump
"E no pedestal aparecem estas palavras: 'Meu nome é Ozymandias, rei dos reis: Contemplai as minhas obras, ó poderosos e desesperai-vos!' Nada mais resta: em redor a decadência Daquele destroço colossal, sem limite e vazio As areias solitárias e planas se espalham para longe".
Em 1818, Percy Bysshe Shelley escreveu o poema "Ozymandias". O título faz referência ao faraó Ramsés II, um dos maiores governantes de todo o Egito, conhecido pelos gregos como Ozymandias.
Com a imagem de destroncadas pernas de pedra e um rosto despedaçado perdidos na areia do deserto, o soneto fala sobre os poderosos e seus efêmeros impérios, que por maior que possam ser, são passageiros.
Temos um histórico ruim com a presença de déspotas nos quatro cantos do mundo. Já foi Alexandre Magno da Macedônia, o homem que chegou mais perto de dominar o planeta, Genghis Khan do Império Mongol e os antigos imperadores de Roma e Egito. Acharam por algum momento que conquistar todo o mundo era possível.
Séculos depois, as imagens de tiranos são expostas em estátuas e seus costumes seguem sendo exemplo para uma nova leva de "imperadores". O mais recente império é o dos Estados Unidos da Américam com a sua mania de sair espalhando a "democracia" e "paz" em forças menores sempre que acha conveniente.
Donald Trump anunciou por meio da própria rede social que os EUA invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Maduro, diga-se, está no poder desde 2013 e vem se mantendo com eleições pouco confiáveis em um regime também pouco democrático.
Posto isso, nem Trump e nem o seu país pouco exemplar têm autoridade para entrar ilegalmente na Venezuela e tirar de lá o presidente. Assim como Vladimir Putin, um czar russo moderno, não tem qualquer justificativa para invadir a Ucrânia.
A Rússia foi sancionada de diversas formas, inclusive banida da Fifa, maior organização esportiva. Esta mesma Fifa terá um comportamento parecido perante os EUA? Claro que não. Trump aparelhou a instituição que criou um prêmio fajuto para entregá-lo como "promovedor da paz". Sim, alguém que ataca outro país está supostamente disseminando paz.
Este modus operandi dos Estados Unidos é taxado e falho. O seu objetivo não é paz. A América é um agente do caos. Vive de guerras e conflitos, são ótimas para os negócios e a popularidade de presidentes parlapatões e perdidos. George W. Bush, Barack Obama e agora Trump, para falar só desse século. Iraque, Cuba e outros, estão melhores após os EUA espalharem seus exemplos de paz e democracia?
Coreia do Norte, uma das ditaduras mais duras do mundo não é alvo de ataques americanos. Aliás, Trump tem até ótima relação com Kim Jong-Un, atual líder da dinastia. Deve ser porque o presidente ianque caiu no carisma do ditador ou porque o país asiático possui bomba nuclear? Algo que a Venezuela tem que a Coreia do Norte não tem é uma grandiosa indústria de petróleo e terras raras. Isso brilha os olhos dos EUA. Não é a democracia do que eles estão atrás. Se fosse, estariam preocupados em reatarem a sua própria.
Donald Trump é o primeiro presidente americano condenado criminalmente. Sua condenação pela Justiça de Nova York ocorreu por comprar o silêncio de Stormy Daniels, ex-atriz pornô, por US$ 130 mil, para que ela não expusesse suas relações.
Este homem — que a cada dia tem divulgada uma imagem nova e laços de proximidade ao lado de Jeffrey Epstein, em um dos maiores escândalos de pedofilia — é símbolo da extrema direita conservadora. Pois é.
Trump, assim como todos os ditadores que pensaram que são donos do mundo, passará. O seu pseudo-império americano deixará também.
Alexandre Magno tentou, Genghis Khan também, Roma e Egito idem, mas hoje suas demonstrações de poder são estátuas perdidas no vão do tempo e empoeiradas de areia. Nenhum, por mais poderoso que pensou que fosse, conseguiu vencer o tempo. Este sim é senhor dos senhores.
Lula se pronuncia sobre ataque dos EUA à Venezuela | O POVO NEWS
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