Lucas Mota é editor-chefe de Esportes do O POVO e da rádio O POVO CBN. Estudou jornalismo na Universidade 7 de Setembro e na Universidad de Málaga (UMA). Ganhou o Prêmio CDL de Comunicação na categoria Webjornalismo e o Prêmio Gandhi de Comunicação na categoria Jornalismo Impresso, e ficou em 2º lugar no Prêmio Nacional de Jornalismo Rui Bianchi
Primeiro Clássico-Rei tem futebol pobre e poucas chances
Houve apenas um lance real de perigo em toda a partida. No primeiro tempo, em uma das raras jogadas trabalhadas do clássico, Rafael Ramos cruzou na área e Lucca cabeceou próximo da trave
Foto: Samuel Setubal
Imagens do primeiro tempo do Clássico-Rei entre Ceará e Fortaleza, válido pela terceira rodada da segunda fase do Campeonato Cearense 2026. Partida disputada no domingo, 8 de fevereiro, na Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
O 0 a 0 no primeiro Clássico-Rei da temporada 2026 reflete bem a baixa produção ofensiva de Ceará e Fortaleza dentro de campo. Sobrou entrega e disposição, mas faltou futebol bem jogado. Foram 90 minutos de um duelo travado, amarrado pela forte marcação dos dois lados.
Houve apenas um lance real de perigo em toda a partida. No primeiro tempo, em uma das raras jogadas trabalhadas do clássico, Rafael Ramos cruzou na área e Lucca assustou em cabeceio que passou próximo da trave. A etapa inicial, aliás, ficou mais marcada pela temperatura elevada nas disputas do que por qualquer construção técnica. Teve empurra-empurra, bate-boca, cartões… e quase 20 faltas.
O Tricolor reclamou de um toque no braço de Zanocelo dentro da área, mas Marcelo de Lima Henrique mandou o jogo seguir, com aval do VAR. A decisão é correta, já que o braço do atleta estava em movimento natural, para baixo.
O Ceará, que vinha mostrando evolução na posse de bola e na criatividade ofensiva, travou diante do Fortaleza. Jogadores como Vina e Zanocelo, peças importantes na articulação, encontraram pouco espaço para jogar.
Já o Fortaleza se armou para explorar o erro do rival. Até conseguiu encaixar a marcação, preenchendo o meio-campo com três volantes, mas faltou válvula de escape. Sem Moisés, vendido ao Santos, Carpini tinha apenas um ponta de origem no banco. Vitinho entrou no segundo tempo, mas teve estreia discreta. Bareiro, artilheiro do Leão, ficou isolado.
É preciso ponderar o momento de reconstrução das duas equipes, com elencos reformulados e novos treinadores. Ainda assim, pelo peso do clássico, dava para esperar um pouco mais de futebol.
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