Lucas Mota é editor-chefe de Esportes do O POVO e da rádio O POVO CBN. Estudou jornalismo na Universidade 7 de Setembro e na Universidad de Málaga (UMA). Ganhou o Prêmio CDL de Comunicação na categoria Webjornalismo e o Prêmio Gandhi de Comunicação na categoria Jornalismo Impresso, e ficou em 2º lugar no Prêmio Nacional de Jornalismo Rui Bianchi
Foto: JOILSON MARCONNE/CBF
Série B terá playoff de acesso em 2026
Às vésperas do primeiro Clássico-Rei da temporada 2026, Ceará e Fortaleza estiveram em lados opostos nos bastidores das mudanças da Série B. O Alvinegro fez campanha a favor do playoff de acesso e da continuidade do torneio durante a Copa do Mundo, medidas que foram aprovadas, enquanto o Tricolor defendia a manutenção do formato tradicional e a pausa no período do Mundial.
A coluna detalha os posicionamentos e as motivações de Ceará e Fortaleza no Conselho Técnico da Série B, realizado na última quinta-feira. O presidente alvinegro, João Paulo Silva, e o CEO da SAF tricolor, Pedro Martins, representaram os clubes no encontro, na sede da CBF, no Rio de Janeiro.
As motivações, embora divergentes, passam por questões financeiras e pela avaliação particular de qual modelo aumentaria as chances de acesso.
A cúpula alvinegra enxergava a paralisação, com mais de um mês de calendário interrompido, como prejuízo. Sem jogos, o clube arcaria com a folha salarial do elenco sem retorno esportivo imediato.
Além disso, o formato com playoff eliminaria a possibilidade de pausa. Para o Vovô, uma Série B sem interrupções tornaria o campeonato mais justo e reduziria o crescimento de equipes com maior poder financeiro no “sprint” final da competição.
Já a posição tricolor parte de uma análise de probabilidade esportiva aliada à capacidade de investimento. O Fortaleza, assim como o Ceará, está entre os maiores orçamentos da Série B de 2026. O entendimento da diretoria do Leão é de que o clube tem alta probabilidade de figurar no G-4 ao fim da fase classificatória. Nesse cenário, o playoff não seria a alternativa mais vantajosa, pois ampliaria o risco esportivo mesmo para equipes mais estruturadas.
Quanto à pausa, o clube do Pici via o período como estratégico para fortalecer o elenco antes da reta final. A diretoria apostava na possibilidade de realizar um mercado mais agressivo, corrigir carências do time e usar sua maior capacidade de investimento em relação aos concorrentes.
Ao fim, o Ceará esteve ao lado da maioria na votação que definiu a mudança de formato da Série B e a manutenção do calendário durante a Copa. O placar foi de 17 a 3. Apenas Fortaleza, Sport e Náutico votaram contra.
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