Foto de Marcelo Romano
clique para exibir bio do colunista

Jornalista especializado em esportes olímpicos. Trabalhos na TV Record, Yahoo, rádios Gazeta e Eldorado em São Paulo

Resumo da participação brasileira em Tóquio- 5º parte

Marcelo Romano analisa como os atletas brasileiros se saíram nas Olimpíadas de Tóquio
Tipo Opinião
Kelvin Hoefler foi o primeiro medalhista do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Ele conquistou a prata do skate street (Foto: Martin Bernetti / AFP)
Foto: Martin Bernetti / AFP Kelvin Hoefler foi o primeiro medalhista do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Ele conquistou a prata do skate street

Começamos pelo skate. A estreia da modalidade em Olimpíadas lembrou a do vôlei de praia com poucos países com medalhas. Em 4 provas do skate em Tóquio e 12 medalhas disputadas, só 5 nações no pódio. Japão com 3 ouros, uma prata e 1 bronze. Brasil 3 pratas, Austrália 1 ouro, Estados Unidos 2 bronzes e Grã-Bretanha 1 bronze. A surpresa foi o ouro do australiano Keegan Palmer no skate park. Ele tinha como melhor resultado um bronze no mundial de 2018. A decepção foi o americano Nyjah Hustoun, 6 vezes campeão mundial, que ficou sem medalha.

Para o Brasil as expectativas de que a modalidade ajudasse no quadro de medalhas foram correspondidas com 3 pratas. Rayssa Leal, de apenas 13 anos, no skate street, salvou o Brasil na final após as eliminações das mais experientes Letícia Bufoni e Pamela Rosa. Já no masculino duas pratas com os mais vitoriosos em suas carreiras: Pedro Barros campeão mundial em 2018 no park e Kevin Hoefler, campeão mundial 2015 no street (foto).

Pentatlo

O Brasil teve uma representante na prova feminina, Ieda Guimarães. Ela nem chegou a disputar a última prova e acabou em último entre as 36 atletas. Desde o fim de carreira de Yane Marques, o Brasil não teve mais nenhum atleta de destaque na modalidade. Mas é sempre importante classificar para a Olimpíada e incentivar futuras competidoras. Os 2 ouros em Tóquio ficaram com a Grã-Bretanha: Kate French e Joe Choong, ambos constavam entre os favoritos. França e Belarus, cotados para medalhas acabaram zerados.

Hipismo

Em 6 provas, 3 ouros da Alemanha que dominou como esperado no adestramento e ainda venceu o CCE individual. Nessas provas o Brasil teve João Victor Oliva em 26º no adestramento e o time do CCE em 11º. O melhor brasileiro no CCE foi Marcelo Tosi em 21º. Na sempre imprevisível prova de saltos, o Brasil foi 6º por equipes. Na fase de classificação, Rodrigo Pessoa precisou usar toda sua experiência de campeão olímpico para evitar que seu cavalo refugasse em duas ocasiões e desclassificasse toda a equipe. Na final, Rodrigo foi substituído.

No individual, só Yuri Mansur conseguiu passar a final entre os 30 melhores. Marlon Zanotelli, que está entre os 10 melhores do ranking, cometeu uma falta em sua apresentação e não avançou. A Suécia foi o destaque com o título por equipes e uma prata no individual, em que o vencedor foi o britânico Ben Mayer.

Levantamento de peso

Em 14 provas, 24 países com medalhas. Foram 7 ouros para a China em 8 possíveis e outros 7 países com 1 ouro cada. O momento mais emocionante foi a final dos 55kg feminino, em que a filipina Hidilyn Diaz derrotou a chinesa Qiuyun Liao garantindo o 1º ouro da história de seu país. O Brasil não contou com sua principal esperança de medalha, Fernando Reis, suspenso por doping dias antes do início da Olimpíada. Nosso país contou apenas com Jaqueline Ferreira que terminou em 12º nos 87kg e Natasha Rosa, 9º nos 49kg.

 

LEIA MAIS OPINIÃO DE MARCELO ROMANO

Resumo da participação brasileira em Tóquio - 4ª parte

Resumo da participação brasileira em Tóquio- 3º parte

Brasil encerra Tóquio com melhor posição na história no quadro de medalhas

 

 

Essa notícia foi relevante pra você?
Logo O POVO Mais