Plínio Bortolotti integra o Conselho Editorial do O POVO e participa de sua equipe de editorialistas. Mantém esta coluna, é comentarista e debatedor na rádio O POVO/CBN. Também coordenada curso Novos Talentos, de treinamento em Jornalismo. Foi ombudsman do jornal por três mandatos (2005/2007). Pós-graduado (especialização) em Teoria da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
Foto: FEDERICO PARRA / AFP
A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado ganha o Prêmio Nobel da Paz de 2025, anunciou o Comitê Nobel Norueguês em 10 de outubro de 2025
A extrema direita brasileira se regozija com o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, prestando vassalagem a Donald Trump.
Mas nada diferente se poderia esperar dos Bolsonaros, seus fanáticos e alguns de seus aliados da direita “limpinha e cheirosa”. Mais uma vez postaram-se genuflexos frente ao totem de Donald Trump, enrolados na bandeira encarnada dos Estados Unidos, ao tempo em que pisoteiam o verde-amarelo do pavilhão nacional.
Além disso, eles demonstram dificuldade em aprender uma lição simples: Trump não tem aliados. Ele manobra uma escumalha de sectários, descartando as peças que se tornaram inúteis de acordo com sua conveniência. Com gente assim, é preciso ter os dois pés atrás, mas como os fundamentalistas só manobram o direito, é difícil perceber o engodo.
Foi assim quando os Bolsonaros traíram os interesses do Brasil, incentivando os Estados Unidos a aplicarem sanções contra o país. Mas quando Trump sentiu uma “química” com Lula, deu-lhes um até logo, sem ao menos emendar um “passar bem”.
Agora, os nativos vendilhões da pátria falam que Trump livrou os venezuelanos de uma ditadura. Porém, as declarações que saem da Casa Branca não tocam nesse assunto, nem falam em democracia. Três são os argumentos recorrentes para justificar o ataque militar: petróleo, petróleo e petróleo.
Da mesma forma que os bolsonaristas foram abandonados no Brasil, Trump deixou sem rumo María Corina Machado, a principal opositora do governo venezuelano, dizendo que ela carecia de apoio e de respeito em seu país. Isso, depois de Corina ter dedicado a Trump o Nobel da Paz, ganho por ela. Se fosse menos subserviente, ela não teria passado por essa humilhação.
E a quem Washington dá o apoio para assumir a presidência no lugar do sequestrado Maduro? A Casa Branca entregou a chefia do governo da Venezuela à vice-presidente Delcy Rodríguez. E nada indica, pelo contrário, que ela vá desmantelar a estrutura autoritária herdada de seu antecessor.
Ué, mas não foi para acabar com a ditadura que os Estados Unidos intervieram militarmente na Venezuela? Por essa lógica, os aliados naturais de Trump deveriam ser os opositores do regime. Mas esses, Trump já usou e descartou.
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