Vertical é a coluna de notas e informações exclusivas do O POVO sobre Política, Economia e Cidades. É editada pelo jornalista Carlos Mazza
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O presidente em exercício do PT de Sobral, Emerson Cristiano, lamentou nesta terça-feira, 7, movimento recente do ex-prefeito Ivo Gomes (PSB) de rompimento com o governo Elmano de Freitas (PT). Apesar da crise, no entanto, o petista classifica postura de Ivo como “pessoal” e destaca que aliança entre PT e PSB no município continua.
“Nossa posição agora não é de rompimento. Por que é uma questão pessoal dele, não foi o Cid (Gomes, senador e irmão de Ivo), nem o PSB em si. A aliança continua”, resume. Apesar disso, o PT sobralense convocou reunião para esta sexta-feira, 9, para definir qual será a postura oficial do partido diante das declarações do ex-prefeito.
“Essa fala do Ivo nos pegou de surpresa, porque o Elmano sempre foi um grande parceiro dos governos dele, tanto Elmano quanto Camilo. Foram mais de R$ 300 milhões do Governo do Estado em Sobral na gestão dele, só de Escolas em Tempo Integral, foram seis ou sete construídas com o apoio dos governos do PT”, afirma Emerson.
Apesar disso, o líder petista diz “compreender” incômodo de Ivo com recente aproximação entre o partido e o grupo do atual prefeito, Oscar Rodrigues (União), adversário do ex-gestor. “Nós entendemos, mas era uma questão para se discutir para 2028, na eleição municipal. Agora em 2026 era para ele honrar o apoio que sempre teve do Elmano”, diz.
Ele também questiona declaração de Ivo afirmando que petistas estariam se aliando com pessoas que atacaram sua família e suas gestões no município. “Se for por isso, o Ciro também está com o Capitão Wagner (União), que liderou um motim que acabou fazendo com que o Cid, irmão dele, tomasse um tiro que até hoje está alojado no corpo”, afirma.
Reforçando que a aliança continua, Emerson afirma que ainda é cedo para afirmar que PT e PSB seguirão caminhos distintos nas eleições do município, mas que a mudança segue de alerta para que petistas invistam mais na construção de lideranças próprias em Sobral.
"No final das contas, não queremos seguir um caminho de maior divisão. O que importa é que estamos defendendo um projeto que é bem sucedido, que vem conseguindo fazer entregas para a população do Ceará. O Ciro, que ele diz que pode apoiar, não representa isso", afirma.
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