Vertical é a coluna de notas e informações exclusivas do O POVO sobre Política, Economia e Cidades. É editada pelo jornalista Carlos Mazza
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D e volta de uma viagem de dez dias ao Japão, o senador Cid Gomes (PSB) manteve conversas com o deputado federal Júnior Mano (PSB) nas quais reafirmou a defesa do pessebista para uma vaga no Senado no bloco do Abolição. Internamente, Cid fez saber que não recua da indicação do aliado para a cadeira congressual, embora o ex-governador do Estado já tenha sido comunicado que existe um veto da direção do PSB e também do próprio ministro Camilo Santana (Educação) ao nome do parlamentar. Para governistas, uma chapa composta por Mano na majoritária apresentaria grau elevado de incerteza quanto ao futuro, diante de investigações em curso no Supremo e com potencial para criar embaraços concretos à reeleição de Elmano de Freitas (PT).
Júnior Mano, por sua vez, tem se sentido insatisfeito dentro do PSB por causa das pressões palacianas para que não concorra como senador. Caso ele não se viabilize, há a tendência de que não permaneça na legenda de Eudoro.
Entre os partidos da base do governador, o Podemos, comandado por Bismarck Maia no Ceará, está entre as agremiações que poderiam acolher Mano e seus 40 prefeitos. Nesse cenário, o parlamentar tentaria reeleição.
As movimentações do deputado Eunício Oliveira (MDB) entre prefeitos têm gerado incômodo dentro da cozinha governista. Para esse núcleo, nenhum gestor deve afiançar apoio a postulante antes de sinalização de Camilo.
Nos últimos dias, Eunício, ex-presidente do Congresso, passou a articular ainda mais sua candidatura ao Senado. Dos nomes postos à mesa, além do emedebista, José Guimarães também vem se movimentando pelo estado.
Uma resolução no caso do Ceará deve ficar para depois de março, quando o presidente Lula faz uma rodada de conversas com Elmano e Camilo sobre o quadro eleitoral. É quando o Planalto bate o martelo sobre a estratégia.
Entre aliados, o entendimento é de que, até lá, o governador deve ampliar sua presença nas redes e nas ruas, mostrando-se mais ao eleitorado e concluindo as "entregas" da gestão. O esforço é de turbinar o petista nas pesquisas.
Em agenda no Cariri no fim de semana, Ciro Gomes (PSDB) evitou cravar que será candidato ao Governo. Segundo ele, está diante de uma "briga: meu juízo dizendo para eu não ser candidato e meu coração já todo balançado para eu ser candidato".
Para interlocutores, trata-se de "charme" do tucano, ou seja, Ciro já estaria decidido a concorrer ao Executivo estadual. A postura mais cautelosa tem uma função: não atropelar aliados e contornar a artilharia governista.
A preço de agora, conforme "ciristas", a dúvida sobre a candidatura do ex-presidenciável é mais produtiva porque agenda o debate e provoca ruído na comunicação do governismo. Nesse sentido, deve ser mantida como tática.
Formação: a Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) do Estado lançou na última sexta, 6, o projeto "Caravana Ceará um só 2026", voltado para o compartilhamento de "boas práticas de gestão e governança pública com os municípios". A iniciativa é uma ação itinerante que começou em 2025.
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