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Relembre casos de advogados suspeitos de envolvimento com facções

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Alexandrina Cabral Pessoa

Presa em 2017, conforme o Ministério Público Estadual (MPCE), usava-se de "conhecidos" para conseguir "informações privilegiadas" e "interferir no rumo de investigações policiais", assim como intermediaria "subornos de grande monta junto a agentes da segurança pública".

Advogada de nome não divulgado

Presa por força de um dos 36 mandados de prisão expedidos no âmbito da operação Piranji II, em 2019. Investigação tinha como alvo facção criminosa que domina o tráfico de drogas em municípios do Litoral Leste e da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Ela não teve a participação divulgada à época e o processo que apura o caso tramita em segredo de justiça até hoje.

Leandro Skeff Cortez

Conforme o MPCE, o advogado extrapolava "a mera atuação profissional e embaraça", impedindo "as investigações de infrações penais que envolvem os integrantes da organização
criminosa liderada por (Francisco) Patrick (Alencar Amaral)", que é acusado de ser um dos chefes do Comando Vermelho em Pacajus. 

Elisângela Maria Mororó

Presa em 2019, é acusada de diversos crimes, entre eles, repassar mensagens com detalhes sobre um plano de resgate de chefes de uma facção criminosa e intermediar negociação de 40 quilos de cocaína. Ela foi presa em flagrante, ao lado de integrantes de supostos faccionados, com pistola e drogas.

Alberto Lucas Nogueira Lima

O advogado foi flagrado em 2019 entregando um bilhete a Luciano Bezerra da Silva Filho, conhecido como Mossoró, enquanto o visitava no Centro de Detenção Provisória (CDP). Conforme a Polícia Civil, o advogado "atuava em prol da organização criminosa denominada Guardiões do Estado (GDE), seja repassando as informações dos líderes atualmente presos com os demais integrantes externos, seja atuando no plano de fuga arquitetado pelo grupo criminoso, visando libertar os principais líderes atualmente presos".

Lucas Arruda Rolim
Foi preso em flagrante durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua casa, em 2019. Conforme a Polícia Civil, ele seria mensageiro da facção criminosa Comando Vermelho, tendo sido envolvido em conversas que tramavam um plano para fuga de presos.

Rafael Paulino Pinto Neto

Preso em 2019 após perícia em aparelhos celulares flagrar conversas que mostrariam que o advogado praticaria crimes como integrar a organização criminosa Comando Vermelho, assim como faria tráfico de influência e exploração de prestígio.

Artur Frota Monteiro Junior

Preso em 2020, flagrado tentando sair com bilhetes da Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias Alves da Silva (CPPL III), após visita a clientes. De acordo com o MPCE, ele "agia como informante dos integrantes das facções criminosas denominadas Guardiões do Estado (GDE) e Comando Vermelho (CV), levando e trazendo recados, por meio de bilhetes, sobre o tráfico de drogas, compra de armas, prestação de contas e lavagem de dinheiro, de forma a contribuir para o fortalecimento dos grupos criminosos".

Alaor Patrício Júnior

Preso três vezes, a última, em março último, após ser flagrado em vídeos ostentando armas de fogo e usando drogas. Conforme o MPCE, ele integra o Comando Vermelho. Na primeira vez que foi preso, em 2019, ele havia sido flagrado com bilhetes após visita em uma unidade prisional. Nas mensagens constavam orientações sobre contabilidade do tráfico de drogas, represália a desafetos e até um plano de fuga.

 

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