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TRF-5 nega habeas corpus a empresário Bruno Borges
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TRF-5 nega habeas corpus a empresário Bruno Borges

| OPERAÇÃO ONZENÁRIO | Ele e Zé do Gás, ex-genro de Arialdo Pinho, foram presos temporariamente quinta-feira
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OPERAÇÃO Onzenário prendeu 4 pessoas e apreendeu carros de luxo na última quinta-feira  (Foto: Fabio Lima)
Foto: Fabio Lima OPERAÇÃO Onzenário prendeu 4 pessoas e apreendeu carros de luxo na última quinta-feira

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) negou habeas corpus impetrado pela defesa de Bruno Barbosa Borges, dono da construtora Manhattan*. Ele, Luiz Antônio Ribeiro Valadares de Souza, conhecido como Zé do Gás, e mais duas pessoas foram presas na última quinta-feira, 3, no âmbito da operação Onzenário, da Polícia Federal (PF).

"Houve determinação por parte da Justiça para que o delegado se pronunciasse sobre a necessidade da manutenção da prisão", diz Waldir Xavier, advogado de Borges, sobre o procedimento tomado após a apresentação do habeas corpus.

"O delegado informou à Justiça que precisaria realizar algumas outras diligências e que manteria a decisão da prisão. O juiz indeferiu nosso pedido e entramos já com outro pedido liberatório", explica.

A investigação gira em torno de fraudes na operação de empréstimos consignados aos servidores do Estado. Borges foi proprietário da ABC (Administradora Brasileira de Cartões S.A). Ele era sócio de Zé do Gás na Promus.

Essas empresas eram as estruturas que serviam de base para o suposto esquema. A operação Onzenário tenta detectar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, crimes contra o sistema financeiro e organização criminosa.

O secretário do Governo do Ceará Arialdo Pinho (Turismo) teve quatro endereços visitados durante a operação da PF. A suspeita é de que todo o esquema tenha movimentado R$ 600 milhões. Destes, foram bloqueados R$ 106 milhões via contas bancárias, investimentos e apreensão de objetos como carros de luxo e obras de arte.

Ontem, o deputado estadual Heitor Férrer (Solidariedade) foi à fachada da PF defender que, assim como Borges e Zé do Gás, Pinho teria de estar preso já que, segundo ele, é o mentor intelectual de toda a engrenagem.

"Os dois estão presos e o Arialdo veio apenas prestar o depoimento e voltou pra casa, pra continuar sendo secretário do Camilo Santana. O que é que explica isso?", questionou em tom de protesto.

Ele ainda protocolou requerimento no âmbito da Assembleia Legislativa para que o Governo do Ceará exonerasse o secretário. Procurado, o Palácio da Abolição são se manifestou até o fechamento desta página.

"Paro senso comum, parece que é mais gravoso ser preso. Mas para uma pessoa que exerce cargo de Turismo no Estado, não. Se ele fosse preso temporariamente por cinco dias, poderia pegar o passaporte dele e ir para os EUA depois. (...) Foi determinado o bloqueio de R$ R$ 106 milhões. É o direito de o Estado tentar reverter o dinheiro", defendeu, por outro lado, fonte da PF reservadamente. Ernando Sobrinho, advogado de Arialdo, afirmou ter tido acesso ao inquérito ontem.

*A assessoria de comunicação da Manhattan entrou em contato com a reportagem às 9h10min deste sábado, 5, informando que Bruno Borges não é o proprietário da empresa, e sim o pai dele. Além disso, a assessoria informou que Bruno integra o corpo diretivo da construtora e que ela não tem ligação com a Operação Onzenário.

matéria atualizada às 9h22min

 

 

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Foto: Luciana Pimenta
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