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RC vê falas de petistas como "torcida", mas rejeita "vetos arrogantes"

Destacando que todos os pré-candidatos do PDT seguem na disputa, o ex-prefeito disse que escolha da base aliada não pode ser "entendimento interno entre partidos"
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Fortaleza, Ce, BR 10.05.22 Na foto: Roberto Claudio, ex-prefeito de Fortaleza em visita ao Jornal O Povo (Fco Fontenele /O POVO) (Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE Fortaleza, Ce, BR 10.05.22 Na foto: Roberto Claudio, ex-prefeito de Fortaleza em visita ao Jornal O Povo (Fco Fontenele /O POVO)

O ex-prefeito Roberto Cláudio (PDT) minimizou nesta quinta-feira, 12, falas de dirigentes do PT sobre a preferência da sigla pela escolha de Izolda Cela (PDT) como candidata da base aliada ao Governo do Ceará. Classificando a questão como “torcidas e manifestações pessoais”, ele criticou a sinalização de possíveis vetos de aliados a pré-candidatos do PDT.

“A torcidas, as manifestações pessoais, são normais. A gente está em uma aliança que envolve 12, 13, 14 partidos, então cada partido tem sua dinâmica interna, seus grupos de preferência. Mas muito mais importantes que essas relações individuais, de afeto ou afinidade, é a gente entender que o que está em jogo é o futuro do Ceará e do povo cearense”, disse o ex-prefeito, em entrevista à rádio Jangadeiro BandNews FM.

A fala foi feita em resposta a recentes manifestações do deputado José Guimarães (PT) e do ex-presidente do PT no Ceará, De Assis Diniz. Em entrevista ao Jogo Político da última terça-feira, 10, De Assis disse que o PT pode lançar candidatura própria ao Governo do Ceará caso o PDT escolha Roberto Cláudio como candidato da base.

Na mesma fala, o ex-dirigente petista reforçou preferência petista pela indicação de Izolda para a posição, destacando inclusive que essa seria a posição do ex-governador Camilo Santana (PT). A fala foi referendada logo depois por José Guimarães, que destacou interesse do PT em manter aliança com pedetistas no Ceará, mas "não a qualquer custo".

Na entrevista desta quinta-feira, Roberto Cláudio minimizou a questão, destacando que todos os quatro pré-candidatos do PDT seguem na disputa e que decisão sairá em julho. “E uma aliança como essas tem que ser sustentada na nossa capacidade de ter sensibilidade e conexão com o povo, não pode ser apenas um entendimento interno entre partidos”.

Quanto a um possível veto petista à sua candidatura, RC disse não ter "visto ou ouvido" qualquer manifestação partidária formal sobre o assunto. "Vi e ouvi só manifestações individuais, não partidárias, até porque vetos são arrogantes, são autoritários, e a gente precisa construir um ambiente de harmonia democrática interna nessa aliança”, diz.

Apesar das tensões na base, RC diz ainda acreditar na manutenção da aliança entre PT e PDT no Ceará. "Espero que o espírito público, compromisso com o Ceará, vai falar mais alto. Eu tenho muita fé e confiança nas pessoas que compõem essa aliança e no verdadeiro interesse dela, até porque a aliança não é um fim em si mesma, é um instrumento”, afirma.

Neste sentido, o pré-candidato do PDT destaca ainda a necessidade de união entre aliados na disputa contra bloco do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Estado, hoje representado na pré-candidatura do deputado Capitão Wagner (União Brasil) ao Governo.

"Até porque a gente vai enfrentar aqui no Ceará a expressão mais radical do bolsonarismo, que estará representada aqui em um candidato com biografia marcada por leviandades, de pouca construção e muito mais acusações maliciosas e, principalmente, por conspirações contra o interesse do povo”.

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