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Do digital para a realidade da Saúde

| Healthtechs | Seja na gestão, diagnóstico ou acompanhamento preventivo, setor de saúde busca se reinventar com a adoção de novas tecnologias aos pacientes
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Atendimento em telemedicina é um dos principais avanços obtidos com o desenvolvimento da tecnologia no setor de saúde. (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação Atendimento em telemedicina é um dos principais avanços obtidos com o desenvolvimento da tecnologia no setor de saúde.

Nos últimos anos, muitas soluções tecnológicas foram incrementadas no segmento hospitalar brasileiro. A digitalização dos processos, atendimentos, diagnósticos, tratamentos e gestão é latente. E esse é um caminho sem volta. Imagine como seria a vida das pessoas sem a telemedicina em tempos de pandemia na qual vivemos. Essa proposta é somente uma dentre as várias que foram desenvolvidas pelas healthtechs, empresas de tecnologia voltadas ao setor da saúde.

 

 

Esse processo de inovação no setor foi proporcionado pelo largo investimento em pesquisa e desenvolvimento, o que fez esse segmento dar um salto nos últimos dois anos. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o número de healthtechs vem crescendo. Em 2018 eram 357. Em 2021, até agora, já temos 515. Isso representa um crescimento de 44%.

Um levantamento da Distrito, plataforma de Inovação Aberta com foco em aceleração de startups, aponta que, somente no primeiro semestre de 2021, os investimentos dessas empresas escaláveis em saúde atingiram 183,9 bilhões de dólares, o que representa aporte de mais de meio bilhão de reais.

A pandemia representou um marco, pois, com os atendimentos presenciais despencando e o aumento da preocupação com saúde, as soluções das healthtechs proporcionaram um novo posicionamento para o setor de saúde como um todo. E como o Brasil é o maior mercado de saúde da América Latina e o sétimo maior do mundo, com mais de US$ 42 bilhões gastos anualmente em cuidados de saúde privado, tem-se aí uma mina de ouro a ser explorada

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A telemedicina é somente um dos exemplos de opções que estão chegando ao consumidor final. A visibilidade para o mercado da saúde, com a corrida pelo desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, desenvolvimento de soluções no que se refere aos equipamentos de proteção individual (EPIs) usando impressoras 3D, até a melhoria dos fluxos hospitalares, colocaram as healthtechs em evidência.

Seja nos planos de saúde ou - mais lentamente - no Sistema Único de Saúde (SUS) as novidades têm aparecido. E isso é somente o começo, pois as parcerias entre essas empresas de tecnologia e as grandes de atendimento médico devem ser ampliadas.

Desafios para seguir crescendo

Uma pesquisa feita pela KPMG com CEOs de hospitais revela que apesar de a maioria (62%) já estar realizando inovações antes da pandemia, 79% dos executivos acreditam que, nos próximos três anos, todos os aspectos dos modelos de prestação de cuidados vão passar por transformações, mas que o setor ainda enfrenta obstáculos e desafios significativos.

Na avaliação de Leonardo Giusti, sócio-líder de Governo, Infraestrutura e Saúde da KPMG, o fato de o Brasil ser um dos poucos países a garantir o direito universal ao acesso à saúde é uma grande responsabilidade.

"Temos 6 mil pontos de cuidado espalhados pelo Brasil, por aí vemos quão fragmentado é o sistema e também as oportunidades", comenta.

Leonardo avalia que, com o avanço tecnológico, observamos que o atendimento vai além do ponto físico, num modelo "hospitalcêntrico", em que "era preciso ir num ponto físico para ter acesso ao atendimento de saúde."

No entendimento do presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, o avanço das startups atinge uma brecha de mercado em que há muito espaço para crescimento, inclusive em parcerias com empresas já tradicionais do segmento de saúde que buscam inovar.

"Existe uma tendência de crescimento, pois os serviços de saúde no Brasil estão bem aquém da demanda dos consumidores brasileiros por qualidade dos serviços e preço. Deveremos ter investimentos mais pesados em tecnologia, em que o atendimento será inovador, desde o diagnóstico até o tratamento", analisa.

 

PARCERIA EMPRESA-STARTUP

Exemplo do potencial benéfico ao mercado das parcerias entre grandes empresas do setor de saúde e as healthtechs podemos enxergar nas iniciativas da Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil e líder em medicina diagnóstica na América Latina, que possui parceria com o CUBO, maior hub de inovação da América Latina na vertical de saúde.

SOLUÇÕES INOVADORAS PARA OS PACIENTES

- Entre as iniciativas desenvolvidas pelas healthtechs brasileiras, destacam-se as relacionadas à telemedicina, importante para diagnóstico inicial rápido ou até mesmo o monitoramento de variáveis clínicas dos pacientes.
- O uso de wearables (objetos eletrônicos vestíveis) que vão desde pulseiras até smartphones e são capazes de coletas informações em tempo real sobre o estado de saúde de um paciente e até beneficiar o diagnóstico precoce, como de um infarto.

PREFERÊNCIA

Segundo uma pesquisa realizada pela empresa Sinch, dentre os adeptos das consultas online, 71% das pessoas começaram a se cuidar com ferramentas digitais. Outra pesquisa, intitulada “Conectividade e Saúde Digital na vida do médico brasileiro”, produzida pela Associação Paulista de Medicina, mostra que 70% dos profissionais de saúde entrevistados consideram que a regulamentação da telemedicina deve ampliar o atendimento médico para além do consultório.

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