Reportagem Especial

Rosental Alves: "O negócio do jornal nunca foi colocar tinta no papel"

Em entrevista comemorativa ao aniversário da plataforma O POVO+, o jornalista Rosental Alves, pioneiro no jornalismo digital no Brasil, fala sobre o cenário do jornalismo brasileiro - seja como mercado, seja na formação dos jornalistas da nova geração

Rosental Alves: "O negócio do jornal nunca foi colocar tinta no papel"

Em entrevista comemorativa ao aniversário da plataforma O POVO+, o jornalista Rosental Alves, pioneiro no jornalismo digital no Brasil, fala sobre o cenário do jornalismo brasileiro - seja como mercado, seja na formação dos jornalistas da nova geração
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Quando o mundo passou pela revolução digital, o mercado do jornalismo - assim como o mercado por si só - mudou. Incontáveis inovações aconteceram desde os anos 90 até 2021, e o jornalista Rosental Alves vivenciou cada uma delas. Responsável por criar e gerir o primeiro jornal na internet, o Jornal do Brasil (JB Online), em 1995, Rosental virou pioneiro e entusiasta do jornalismo digital. 

Em 2002, ele fundou o Centro Knight de Jornalismo nas Américas, na Universidade do Texas, em Austin (EUA). Por meio do centro, o professor tem ministrado aulas sobre jornalismo internacional, jornalismo digital e, principalmente, fomentado o crescimento do jornalismo na América Latina e no Caribe. 

Para o aniversário de um ano da plataforma OP+, Rosental Alves concede uma entrevista sobre o cenário do jornalismo no Brasil - diretamente de Austin, no Texas. Confira:

Palestra 'O Novo Ecossistema da Mídia'. Na foto: Professor Rosental Calmon Alves Foto: Sara Maia, em 24/11/2011
Foto: SARA MAIA
Palestra 'O Novo Ecossistema da Mídia'. Na foto: Professor Rosental Calmon Alves Foto: Sara Maia, em 24/11/2011

O POVO - Em 2019, na palestra de abertura do Festival 3i de Jornalismo, o senhor explicou que as empresas de jornalismo nativas digitais têm crescido e se consolidado, enquanto as empresas de comunicação tradicionais têm encontrado mais dificuldades para sobreviver. Quais as razões para isso acontecer?

Rosental Alves - Olha, em primeiro lugar é o tamanho de cada um. Não é que elas estejam indo necessariamente melhor, é que têm bases diferentes. Então, as nativas digitais pequenas partem de uma base: às vezes, a operação é de um jornalista só. Depois vai crescendo, e se tiver dois jornalistas, teve um um crescimento de pessoal de 100%.

Enquanto isso, as empresas tradicionais partem de uma base grande. Então, o que a gente tem visto nos últimos 20 anos é que as grandes estão diminuindo em certos aspectos e as pequenas estão crescendo em certos aspectos. No entanto, o alcance de ambas continua aumentando, porque os jornais, na verdade, nunca tiveram o alcance que têm hoje.

O problema não está no alcance, mas na monetização - em como descobrir um modelo de negócio que assegure sustento para a operação jornalística, que é o principal objetivo do jornal. Quer dizer, o negócio do jornal nunca foi botar tinta em papel. O negócio do jornal é a informação que ele investiga, que os seus jornalistas produzem e que ajudam as pessoas a se localizar melhor no mundo em que elas vivem. 

Palestra O Novo Ecossistema da Mídia. Na foto: professor Rosental Calmon Alves em palestra no Salão Azul do Jornal O Povo Foto: Sara Maia, em 24/11/2011
Foto: SARA MAIA
Palestra O Novo Ecossistema da Mídia. Na foto: professor Rosental Calmon Alves em palestra no Salão Azul do Jornal O Povo Foto: Sara Maia, em 24/11/2011

O POVO - Na terça-feira, 10 de maio, publicamos uma entrevista com a Renata Rizzi, cofundadora do Nexo Jornal. O Nexo é muito interessante porque ele já nasceu nativo digital e é mantido apenas por assinantes. Nos seus anos de experiência, que modelos comerciais têm se mostrado mais eficazes no Jornalismo?

Rosental Alves - Em primeiro lugar, eu quero dizer que eu gosto muito do Nexo e sou membro do conselho deles. Então, eu sou muito ligado à Paula (Miraglia, cofundadora) e à Renata. Eu acho o modelo delas um sucesso e que veio em várias direções. O Nexo é um bom exemplo, porque ele é um jornal, mas sem o compromisso do dia-a-dia. É um jornal mais explicativo, com um um nível de qualidade no conteúdo e que renunciou a publicidade - que foi a principal fonte de receita do jornalismo nos últimos 150 anos.

No esquema aqui nos Estados Unidos, do jornal Metropolitano, desse tradicional, praticamente 80% da receita vinha da publicidade e 20% vinha da circulação. E o que a gente começou a observar foi uma evolução desse modelo para, exatamente, o oposto. Quando os jornais começaram a encontrar condições para criar assinaturas digitais, o foco tem sido mais em buscar receita por meio do leitor, e não da publicidade. Isso não quer dizer que a publicidade esteja morta.

"O importante é dar uma uma boa dieta informativa que satisfaz as pessoas que precisam ser informadas." Rosental Alves, sobre jornalismo digital

Mas indo à sua pergunta, não existe um modelo, mas existem modelos que vão se adaptando e existem princípios. Então, por exemplo, o princípio de buscar maior receita por meio do público leitor não funcionava nos anos 90, quando os jornais na web começaram. Na primeira década do novo século, também não funcionou. Mas de 2011 para cá, começou a ganhar mais impulso e realmente está dando esperança de criar uma sustentabilidade para as operações jornalísticas. 

Rosental Calmon Alves, professor titular da cátedra Knight de Jornalismo e diretor do Knight Center for Journalism in the Americas na Faculdade de Jornalismo da Universidade do Texas, em Austin (EUA), recebe homenagem durante 6º  Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.
Foto: ANDRÉ LESSA/AGÊNCIA ESTADO
Rosental Calmon Alves, professor titular da cátedra Knight de Jornalismo e diretor do Knight Center for Journalism in the Americas na Faculdade de Jornalismo da Universidade do Texas, em Austin (EUA), recebe homenagem durante 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

O POVO - Isso de funcionar melhor a partir de 2011 seria pelo nascimento de plataformas como a Netflix?

Rosental Alves - Não sei, para dizer a verdade. O pagamento de assinaturas como a Netflix pode ter ajudado, mas a verdade é que criou um outro problema: a fatiga de assinaturas. Hoje nós temos tantas assinaturas que às vezes no final do mês pesa, e aí você diz: “Olha, eu não vou assinar mais que um jornal ou dois”.

Eu acho que a gente ainda está no começo dessa cultura de assinaturas. Um modelo que todo mundo fica sonhando é um no qual você poderia pagar uma mensalidade, mas em vez de ler só O POVO, você teria um menu de opções com vários jornais grandes. E aí você distribuiria a renda de acordo com a audiência, como se fosse uma televisão à cabo que você paga uma taxa, mas tem acesso a vários canais.

E isso é uma das hipóteses entre muitas. Eu não estou defendendo essa hipótese, mas dizendo que há possibilidade de criatividade nessa área.

O POVO - O jornalismo digital traz uma gama praticamente infinita de experiências interativas e imersivas para o leitor. Mas o senhor acredita que o jornalismo tem conseguido entregar conteúdos genuinamente digitais?

Rosental Alves - Eu acho que tem de tudo, certo? Mas, na realidade, o jornalismo não precisa ser só imersivo, eu acho que tem que ter uma diversidade de gênero. Então como eu tava dizendo, o Nexo Jornal descobriu uma veia de jornalismo explicativo. O Poder 360 descobriu uma veia de jornalismo político misturado com economia. Cada jornal se especializou. O que eu acho importante é dar uma uma boa dieta informativa que satisfaz as pessoas que precisam ser informadas. 

Palestra O Novo Ecossistema da Mídia Na foto: professor Rosental Calmon Alves em palestra no Salão Azul do Jornal O Povo Foto: Sara Maia, em 24/11/2011
Foto: SARA MAIA
Palestra O Novo Ecossistema da Mídia Na foto: professor Rosental Calmon Alves em palestra no Salão Azul do Jornal O Povo Foto: Sara Maia, em 24/11/2011

O POVO - Algo que uma das editoras do O POVO+ comentou, a Regina Ribeiro, é que o jornalismo digital acaba estimulando o leitor a exercitar novas maneiras de ler, interpretar e consumir. O que o senhor acredita que o jornalismo digital traz de mais interessante para a experiência de consumir informação?

Rosental Alves - Eu acho que ele traz momentos. Quer dizer que o jornalismo tem que estar conectado com a perspectiva do leitor. A que horas que o leitor ou o usuário lê interage? Existe uma grande explosão de sucesso das newsletters. O The New York Times, a última vez que eu vi, tinha como de 70 a mil newsletters. Apenas um jornal. Mas você vê que encontrou um nicho ali.

Então essa é uma forma de criar outros produtos, como podcast, ou como vídeos, que são coisas que entram no hábito do que as pessoas estão fazendo e você tenta entrar na rotina delas. A grande luta que nós temos é pela atenção das pessoas. Você entra na rotina dessa pessoa, e nós vivemos uma radical transformação nos hábitos de consumo de notícias.

O POVO - O senhor é um dos fundadores do Centro Knight para Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas em Austin. Um dos objetivos do centro é fomentar o jornalismo da América Latina e do Caribe. Os jornalistas brasileiros estão sendo bem formados para chegar nesse mercado que muda o tempo todo, toda hora?

Rosental Alves - Bom, a gente daqui do Knight Center tenta dar uma contribuição para isso, porque nós fazemos cursos online, a maioria deles gratuitos, para jornalistas. Em 2012, quando começamos a fazer os cursos massivos, nós já chegamos a mais de 40 mil estudantes de praticamente todos os países da face da Terra. E obviamente o Brasil, por razões óbvias da minha ligação, é um dos países que têm tido mais alunos nos nossos cursos. Nossos cursos normalmente são em espanhol, português e inglês.

"O mundo não pode viver sem jornalismo em uma sociedade democrática aberta." Rosental Alves, sobre a manutenção do Jornalismo.

Neste momento, por exemplo, nós temos dois cursos, um sobre jornalismo de dados, que é super importante e uma das tendências que a nova geração de jornalistas precisa aprender. E um curso sobre segurança, sobre como as jornalistas devem tomar cuidado ao planejar o seu trabalho em termos de segurança, tanto física, como digital. Isso porque nós tivemos evidências de que as mulheres sofrem muito assédio, no jornalismo no mundo inteiro. O curso anterior que a gente está acabando agora é sobre a cobertura das vacinas, que fizemos em quatro idiomas.

Então, quer dizer, respondendo a sua pergunta, o ensino do jornalismo está sofrendo muito nessas últimas décadas com a rápida evolução do próprio Jornalismo. O Brasil leva uma vantagem que é a grande energia que o povo brasileiro bota na internet. Ela às vezes prejudica, porque a desinformação, por exemplo, anda super rápido no Brasil. Mas por outro lado ajuda, porque você tem muita gente que participa das redes sociais e entende um pouco de como a internet funciona.

As escolas de jornalismo têm obrigação de se adaptar a isso e oferecer, principalmente, um espaço para que as gerações mais jovens sejam instruídas sobre os valores básicos do jornalismo, mas tenham liberdade para usar a criatividade e a adaptabilidade para fazer o jornalismo nesse ecossistema digital. 

Palestra de Rosental Calmon Alves na Presidência do Jornal O POVO. Na foto: Colaboradores do Jornal O POVO assistem palestra de Rosental Calmon Alves Foto:  Deivyson Teixeira, em 25/11/2011
Foto: DEIVYSON TEIXEIRA
Palestra de Rosental Calmon Alves na Presidência do Jornal O POVO. Na foto: Colaboradores do Jornal O POVO assistem palestra de Rosental Calmon Alves Foto: Deivyson Teixeira, em 25/11/2011

O POVO - O senhor foi quem geriu o lançamento do Jornal do Brasil na internet. Foi o primeiro jornal a entrar na internet, antes da Folha de S. Paulo, antes do The New York Time. Como é para o senhor estar envolvido nessas mudanças, presenciar tudo isso e, não só presenciar, mas preparar os próximos jornalistas?

Rosental Alves - Eu fui o primeiro brasileiro a ter uma bolsa na Universidade de Harvard para Jornalismo, na Fundação Nieman. Eu estava lá em 1987 ou 1988, quando tive um seminário sobre a revolução digital que viria. Então, depois de Harvard, eu fui para Washington como correspondente do Jornal Brasil e de lá eu voltei para o Brasil, em 1990, já com essa ideia. Em 1991, eu lancei o primeiro serviço de notícia via computador, antes da web. Nós lançamos um negócio chamado SIN, Serviço Instantâneo de Notícia.

Então, eu tinha essa paixão de ver o que aconteceria com o impacto da revolução digital que ia desarrumar tudo. E, para mim, tem sido um privilégio ser uma pessoa que vai completar 70 anos esse ano, em dezembro, se Deus quiser; vendo que eu vim quase que da geração do chumbo (risos), e que pude ver toda essa transição.

"Eu tenho visto com muita ansiedade essa evolução, mas também com otimismo." Rosental Alves, sobre as constantes transformações digitais

Quando você fala, por exemplo, do negócio das assinaturas, me irrita um pouco quando as pessoas dizem assim, quase com essa brutalidade: “Que burros que foram os jornais que não cobraram no começo, não pode fazer nada de graça!”. Não, a gente tentou. Todos os jornais fizeram alguma tentativa, alguma experiência e nenhuma deu certo. Foi por isso que eu disse que só lá pelos 2011 é que as pessoas começaram a se dispor a pagar.

Mas assim, como eu estou nesse negócio há tantos anos e não só dando aula, mas dando palestras, seminários, sendo consultor de empresas de comunicação; eu tenho visto com muita ansiedade essa evolução, mas também com otimismo. Porque eu acho que a nova geração vai resolver o problema. Nós somos a geração da transição, mas vocês vão resolver - o mundo não pode viver sem jornalismo em uma sociedade democrática aberta.

Palestra O Novo Ecossistema da Mídia. Na foto: professor Rosental Calmon Alves em palestra no Salão Azul do Jornal O Povo Foto: Sara Maia, em 24/11/2011
Foto: SARA MAIA
Palestra O Novo Ecossistema da Mídia. Na foto: professor Rosental Calmon Alves em palestra no Salão Azul do Jornal O Povo Foto: Sara Maia, em 24/11/2011

O POVO - O senhor já foi correspondente nos Estados Unidos, mas também em países de latinoamérica, como a Argentina. Nas últimas semanas, a Colômbia está vivendo manifestações por causa da reforma tributária e, pela repressão dos policiais militares, já morreram mais de 24 pessoas, mais de 700 civis foram feridos e mais de 30 pessoas estão desaparecidas. Como o senhor analisa a nossa cobertura de jornalismo internacional no Brasil em relação aos países latinoamericanos?

Rosental Alves - Houve uma queda muito grande na presença de correspondentes estrangeiros. O Brasil realmente diminuiu drasticamente, exceto a TV Globo. Eu acho que não tem nenhum outro meio de comunicação brasileiro que tem a presença não só internacional, como nacional também. Na minha época, da época gloriosa do Jornal do Brasil, nós tínhamos sucursais em muitos estados e correspondentes em todos os outros estados… E isso acabou.

Então, isso diminuiu muito a cobertura nacional e a internacional mais ainda. Eu lamento isso, aqui nos Estados Unidos isso também aconteceu, embora em menor intensidade. Mas o que você vê aqui é que o jornal de maior sucesso no mundo é o The New York Times, que nunca parou de investir na cobertura internacional. Hoje, o jornal tem a confortável situação de ter 7,5 milhões de assinantes e 1.770 jornalistas na redação, que é o maior número de pessoas da história, de em torno de 140 anos, do The New York Times.

"Os grandes temas da América Latina são latinoamericanos." Rosental Alves, sobre a cobertura de jornalismo internacional.

Mas o que a gente tem visto em geral é cortar o jornalismo e esperar que as pessoas continuem prestando atenção. Hoje nós temos a situação da Colômbia, mas tivemos também situações incríveis do Chile também, onde o que está acontecendo na Colômbia hoje, aconteceu há um ano atrás.

Um ano e pouco atrás do Chile, temos uma situação devastadora na América Central, onde se tem a Nicarágua, que ninguém fala, mas tem uma ditadura horrorosa. Tem El Salvador, onde o presidente tem um apoio popular e está fazendo exatamente o que o (Hugo) Chaves fez na Venezuela - usar a democracia para minar a democracia. Eu agradeço que você tenha mencionado isso, porque é uma pena que a gente não tenha uma cobertura da América Latina mais potente. 

Palestra O Novo Ecossistema da Mídia. Na foto: professor Rosental Calmon Alves em palestra no Salão Azul do Jornal O Povo Foto: Sara Maia, em 24/11/2011
Foto: SARA MAIA
Palestra O Novo Ecossistema da Mídia. Na foto: professor Rosental Calmon Alves em palestra no Salão Azul do Jornal O Povo Foto: Sara Maia, em 24/11/2011

O POVO - Como as empresas de jornalismo podem tentar melhorar esse cenário, para que ao menos os jornalistas que estão no Brasil tenham uma noção mais adequada da América Latina?

Rosental Alves - Eu acho que a chave para isso é colaboração. Porque uma das coisas que a tecnologia fez foi praticamente reduzir a zero o custo das telecomunicações. Então, hoje, temos na América Latina uma colaboração em jornalismo investigativo. Eu também sou do conselho do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que fez o Panama Papers e todas essas grandes investigações globais desde a fundação em 1997. E o que a gente viu nesses 25 anos é uma coisa extraordinária em termos da possibilidade de você colaborar com organizações de outros países.

Até porque os grandes temas da América Latina são latinoamericanos. Ou seja, é muito difícil você investigar corrupção, ou investigar crime organizado, sem trabalhar junto com colegas de outros países da América Latina. Por exemplo, a operação Lava Jato, eu acho que o país onde teve tanto ou mais impacto foi o Peru. Os quatro últimos presidentes do Peru estão ou estiveram na cadeia por causa e depois da operação Lava Jato, e os jornalistas peruanos trabalham muito em conjunto, não só com jornalistas brasileiros, como de outros países da América Latina, onde a Odebrecht atuou. 

Palestra com o Jornalista Rosental Calmon Alves, realizada na Presidência do Jornal O POVO. Na foto: Luciana Dummar, Presidente do Grupo de Comunicação O POVO e Rosental Calmon Alves, Jornalista Foto: Edimar Soares, em 25/11/2011
Foto: EDIMAR SOARES
Palestra com o Jornalista Rosental Calmon Alves, realizada na Presidência do Jornal O POVO. Na foto: Luciana Dummar, Presidente do Grupo de Comunicação O POVO e Rosental Calmon Alves, Jornalista Foto: Edimar Soares, em 25/11/2011

O POVO - Professor, o senhor conhece O POVO+? É a nossa plataforma para assinantes, a primeira plataforma multistreaming de Jornalismo e Cultura da América Latina. Então nós temos a felicidade de dizer que somos os primeiros nisso! Assim como fomos em outros aspectos, é claro.

Rosental Alves - A minha relação com O POVO vem da época em que eu era editor no Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, e eu fui o primeiro coordenador do grupo editorial da ANJ, a Associação Nacional dos Jornais. E O POVO tem uma tradição de inovação. Quer dizer, isso eu estou falando de 1994, O POVO participava do grupo editorial e sempre foi inovador, sempre foi um jornal, no cenário dos jornais brasileiros, que se destacava. Por isso, pela inovação, pela busca de novas fórmulas e, enfim, eu sempre fui um admirador d’O POVO.

Assista à entrevista de Rosental Alves

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